Operadoras de celular são proibidas de bloquear internet de usuários no MA

Duarte Júnior diretor do PROCON no Maranhão responsável por denunciar os abusos das operadoras
Duarte Júnior diretor do PROCON no Maranhão responsável por denunciar os abusos das operadoras

A Justiça do Maranhão deferiu liminar em ação civil pública ajuizada pela Gerência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-MA), determinando que os consumidores maranhenses com contratos anteriores às mudanças realizadas pelas operadoras de telefonia, Oi, Tim, Vivo e Claro, continuem utilizando o pacote de internet, sem o bloqueio do serviço, a após o consumo de dados da franquia, sob pena de multa diária de R$ 10.000 (dez mil reais), em caso de descumprimento. A decisão da Justiça foi anunciada na manhã desta sexta-feira (27) pelo diretor do Procon, Duarte Júnior, durante entrevista na Rádio Timbira.

A Ação foi protocolada nesta terça-feira (24) para impedir o bloqueio da internet em todo o Estado. A medida foi adotada após investigação preliminar, que apurou corte do acesso à internet quando a franquia do consumidor acaba, alterando, desta forma, os contratos que previam apenas redução na velocidade da internet. Com a alteração, o consumidor fica impossibilitado de utilizar o serviço sem a contratação de um outro serviço ou plano de dados avulso.

A decisão foi do juiz titular da Vara de Interesses Difusos e Coletivos da capital, Douglas de Melo Martins, que advertiu a prática das operadoras. “As operadoras fizeram essa mudança com base em uma resolução da Anatel. Só que a prática de alterar o contrato é abusiva, conforme o Código de Defesa do Consumidor. E qualquer cláusula que permita isso é nula. O consumidor tem o direito de ter o contrato respeitado. Por isso, determinei que as operadoras garantissem aos seus clientes antigos a utilização da internet com velocidade reduzida, mesmo após o consumo de dados da franquia”, enfatizou.

O diretor do Procon, Duarte Júnior, afirmou que a decisão demonstra um grande avanço na garantia do respeito dos direitos do consumidor. “A decisão é uma grande vitória da população maranhense e demonstra que em nosso estado as leis são respeitadas. O Procon está trabalhando para garantir um estado mais justo para os maranhenses, um compromisso do governo Flávio Dino”, disse.

Em continuidade, haverá instrução do processo, que consiste na reunião de todos os elementos formadores da convicção sobre a ocorrência da irregularidade, onde as operadoras poderão contestar e apresentar suas provas.

Ação Civil Pública
A ação também pretende que as operadoras informem, de maneira clara e objetiva, aos consumidores, a forma como é realizado o cálculo de consumo dos pacotes de internet, através de canais de fácil acesso; elaborar cláusulas contratuais incontestavelmente claras, objetivas e em linguagem simples de modo que o consumidor compreenda imediatamente seus direitos e deveres; assim como, possíveis indenizações por danos materiais e morais causados aos consumidores individualmente.

O documento também prevê a condenação de cada operadora a pagar, a título de reparação por danos morais coletivos, a quantia de R$ 1.000.000 (um milhão de reais), bem como, a título de reparação por danos sociais, a quantia de R$ 1.000.000 (um milhão de reais), cujos valores serão revertidos para o Fundo Estadual de Defesa dos Direitos dos Consumidores. Essas sugestões serão decididas em momento posterior, quando houver o julgamento final da ação.

Do Portal do Governo do Maranhão

José Dirceu: principio de AVC

Dirceu: dias difíceis
Dirceu: dias difíceis

José Dirceu teve  um princípio de AVC hoje em sua casa em Brasília. Neste momento, Dirceu está fazendo exames.

Interlocutores de Dirceu atribuem o fato ao estresse elevado das últimas semanas com o noticiário da Lava-Jato. Ontem, por exemplo, estava tenso com novos rumores de uma possível prisão.

Por Lauro Jardim

Afonso Cunha: Investimentos que garantem saúde de qualidade…

A Prefeitura de Afonso Cunha através da Secretaria Municipal de Saúde contabiliza saldo bastante positivo nas ações que garantem saúde pública de qualidade aos usuários do SUS.

Nas recentes comemorações do aniversário da cidade, a Prefeitura comemorou 1 ano de funcionamento do Hospital Municipal, considerado como um dos poucos integrantes do Programa Saúde é Vida que encontra-se em pleno estado de conservação e funcionamento.

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Hospital Municipal comemorou 1 ano de atendimento: destaque entre as unidades do Programa Saúde é Vida

Na oportunidade foi entregue a reforma completa da UBS Raimunilde da Silva Reis, no centro, com melhores condições de atendimento aos usuários, respeitando inclusive as condições de acessibilidade.

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UBS do centro: reforma completa

Mas sem dúvida alguma uma das obras mais marcantes da atual administração foi a implantação da Base Descentralizada do SAMU, que resolverá de uma vez por todas o adequado atendimento nos casos de urgência e emergência.

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Base do SAMU: grande conquista do governo municipal

De um outro lado a Prefeitura tem investido na ampliação da equipe técnica e capacitação de profissionais com foco na humanização e no atendimento com eficiência.

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Equipe de Saúde comprometida com os avanços

“Temos a política de saúde na pauta de prioridades da agenda do governo. Vencemos desafios para tirar nossos serviços de condições primárias para investir em investimentos e qualidade do atendimento. Estamos felizes de conseguirmos apresentar esse saldo tão positivo em número de obras que conseguem garantir uma saúde pública de qualidade aos nossos munícipes”, destaca o Prefeito José Leane (PMDB).

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Prefeito José Leane: destaque nas ações

Investimentos como esse fazem a diferença e colocam a cidade num patamar tão elevado que chega a superar inclusive municípios de maior porte.

Avanços que nem a oposição é capaz de contestar…

Fotos: CN Bambu

“O PMDB se tornar uma força hegemônica é desastroso”, diz Flávio Dino

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Governador do Maranhão diz que encontrou com Dilma e defendeu aproximação com estados para superar crise

Em 2014, Flávio Dino (PCdoB) foi eleito governador do Maranhão e pôs fim ao ciclo de quase 50 anos da família Sarney e do PMDB no poder no Estado. Ainda que tenha sido um opositor ferrenho do partido, Dino não é um crítico da aliança entre governo federal e a legenda como parte dopresidencialismo de coalizão que garante a governabilidade para a gestão petista. Para Dino, a crise que agora deixa o PT refém de seu principal aliado no Congresso nasceu, na verdade, com a política de “duopólio” praticada pelos petistas e que privilegiou mais o PMDB do que outros partidos da base aliada.

“Essa peemedebização da política é muito negativa. O que estou dizendo é que o PMDB existir e ser aliado é normal. Agora ele se tornar uma força hegemônica é realmente desastroso porque o PMDB não se notabiliza por ter um programa claro”, analisa o governador. Nesta entrevista aCartaCapital, Flávio Dino disse também que nenhuma aliança pode “sacrificar” o programa eleito nas urnas, mas diz crer que Dilma Rousseff “ainda” não contrariou suas promessas de campanha, só errou na “dose”.

Leia a entrevista completa:

CartaCapital: Como o senhor analisa esses protestos de 15 de março, capitaneados pela classe média, em sua maioria, contra o governo da presidenta Dilma?
Flávio Dino: Acho que é preciso separar o joio do trigo. Em meio à onda de insatisfação e protestos há questões muito justas, sobretudo, no combate à corrupção e à improbidade administrativa e que deve mobilizar a sociedade. Mas, por outro lado, em meio a esse trigo há muitas coisas equivocadas. Por exemplo, do mesmo modo que é correto você combater a corrupção, é incorreto você situar essa questão em uma determinada pessoa ou força política, como está sendo feito em relação ao PT e, muito especialmente, a presidenta Dilma. Na verdade, práticas de mau uso do dinheiro público no Brasil, infelizmente, têm uma longa história e hoje temos fatores institucionais que conduzem a continuidade disso. Aquilo que deve ser descartado é o oportunismo político, politiqueiro, no mau sentido da palavra, de procurar individualizar isso na presidenta Dilma. Em segundo lugar, outra parte do joio que deve ser descartada são as teses delirantes daí derivadas. E duas são, especialmente, dignas de registro. A primeira é apologia ao crime, ou seja, um golpe militar. A defesa do golpe militar não é uma postura ideológica legítima, é crime, que deve ser repudiado com bastante ênfase. A outra é o impeachment, como se ele pudesse ser um mecanismo de substituição do governo apenas porque você não gosta do governo. Quando o impeachment, na verdade, no presidencialismo, é uma punição a um crime de responsabilidade em que haja evidências que a presidenta da República tenha, expressamente, praticado e participado disso. Quando você mistura tudo isso, o sinal que acaba sendo emitido dessas manifestações é equivocado, por ser contra a política, anti-política, contra as instituições democráticas. Por isso, lamento muito que um movimento legítimo, de combate à corrupção, acabe se se prestando a difundir preconceitos, medos, pânicos e até posições criminosas.

CC: Apesar de ser juridicamente inviável hoje, o clima no Congresso parece estar contra o governo. Alguns partidos endossaram esse tipo de reivindicação. Isso não é perigoso? Não pode sair de controle?
FD: É perigoso no sentido de reportar preconceitos contra a política de um modo geral. Basta ver que as pesquisas de opinião pública mostram que o próprio Congresso está profundamente deslegitimado, com nível de avaliação baixíssimo. Eu me preocupo e acho perigosa a conjuntura nesse sentido porque as grandes tragédias da humanidade, no sentido político, surgiram em momentos em que as instituições democráticas foram golpeadas por esse descrédito, por essa aversão absoluta que procura se semear na sociedade. Agora, do ponto de vista estritamente prático, posso te afirmar que hoje, dia 19 de março, a chance de ocorrer um impeachment é zero porque mesmo que se formasse maioria no Congresso, o Supremo Tribunal Federal (STF) jamais iria permitir que o processo de impeachment fosse ao fim pela razão simples e concreta de que não há amparo constitucional.

CC: Depois de anos de apoio, o PT parece estar refém do PMDB na Câmara e no Senado. O senhor, que sempre foi adversário e enfrentou o PMDB no Maranhão, como enxerga essa situação que o PT tem agora?
FD: Em primeiro lugar, é compreensível a busca por alianças amplas. Acho que a razão de tudo isso que falamos, do quadro de fragilidade, o governo está certo em buscar um arco bastante amplo de alianças partidárias. Eu acrescentaria, nesse cardápio, apenas a iniciativa de abertura de um diálogo com a oposição. Mesmo que a oposição não queira, entendo que no quadro atual o governo tem o dever de tentar. O dever de tomar a iniciativa em relação a isso. Mas, em relação às alianças partidárias, são compreensíveis e necessárias. O que é importante examinar é que essa busca de alianças não pode sacrificar o programa escolhido nas urnas. Essa é uma questão central. Ou seja, você, no presidencialismo, disputa uma eleição, apresenta um programa e esse programa é sufragado pela maioria da sociedade. Você, a partir daí, faz aliança de sustentação do seu governo tendo como referência o seu programa. Então, o ponto de interrogação mais agudo que tem na conjuntura é, exatamente, em que sentido as alianças, sobretudo com o PMDB, não acabe por invalidar compromissos que a sociedade escolheu. Aí me refiro especificamente ao tema do desenvolvimento e dos direitos sociais. Acho que essa é a modulação, o ponto de interrogação e a fronteira que não deve ser ultrapassada.

CC: O governo já não contrariou o que prometeu durante a campanha?
FD: Ainda não. Mesmo o ajuste fiscal é compreensível. Discordo apenas da dose. É aquela clássica questão do remédio que vira veneno. Há medidas necessárias, não há dúvida. Por exemplo, combate à fraude de modo geral na concessão de benefícios. Tudo isso que faz parte do ajuste fiscal são medidas corretas. Mas acho que houve um exagero, e esse exagero tem que ser, inclusive, superado no debate político. Ou seja, acho que o governo deve fazer um ajuste fiscal porque o mercado impõe. Não é uma opção política, é quase uma imposição da conjuntura econômica internacional e das forças hegemônicas de mercado, que exigem um certo paradigma da organização da atividade econômica. E isso está bem evidente. Então o governo, numa correlação de forças difícil, se vê obrigado a seguir esse receituário do ajuste fiscal. Agora tem que ter cuidado para não exagerar na dose.

CC: Mas ainda há muitas críticas sobre qual lado o governo escolheu para cortar, que seria até agora o lado dos trabalhadores. Como o PCdoB enxerga esse aspecto do ajuste fiscal?
FD: A questão central é exatamente repartir os ônus. Em tempos de bonança da economia aqueles que mais têm acabam por ganhar mais. Então é justo que, em tempos de dificuldade, aqueles que ganharam mais, agora também paguem mais. Essa é a questão central que nós temos pautado. Por isso, hoje, a tese mais importante que levantamos é a regulamentação do imposto sobre grandes fortunas. É uma proposta que responde plenamente a esse desejo de que, se é necessário aumentar o orçamento de políticas públicas em razão de dificuldades conjunturais, que isso também recaia sobre grandes patrimônios. Uma vez que o sistema tributário no Brasil é fortemente regressivo, já que prioriza impostos sobre consumo em detrimento dos impostos de patrimônio e renda, impostos pessoais atendem melhor o princípio da capacidade contributiva. Então o que acontece é que precisamos mexer nessa distorção do sistema tributário e o caminho que está mais à mão, entre alíquotas de imposto de renda, IPVA, IPTU, a que é mais simples, mais fácil e que a Constituição prevê há 27 anos, mas nunca foi regulamentado, é o imposto sobre grandes fortunas. Então o PCdoB tem feito um movimento nesse sentido muito forte: a nossa bancada no Congresso, eu fui ao Supremo Tribunal Federal para justamente pautar esse debate.

CC: Pelo Twitter, o senhor publicou recentemente que esse “desastre” do governo começou, em 2007, quando o PT se juntou ao PMDB para tirar Aldo Rebelo, do seu partido, da presidência da Câmara. O senhor disse, na ocasião, que temia que o PT se transformasse numa “tendência interna do PMDB”. O senhor acha que isso pode acontecer, o PT virar um novo PMDB?
FD: Em primeiro lugar, essa peemedebização da política é muito negativa. O que estou dizendo é que o PMDB existir e ser aliado é normal. Agora ele se tornar uma força hegemônica é realmente desastroso porque o PMDB não se notabiliza por ter um programa claro. Então realmente a peemedebização da política é algo a ser combatido, embora claro que o PMDB caiba na aliança. Quando me referi ao episódio de 2007 foi porque achei que ali houve uma inflexão equivocada porque você tinha um bloco: PCdoB, PDT, PSB, que naquele instante congregava 70 deputados aproximadamente. E o PT optou por fazer uma aliança com o PMDB. E isso realmente acabou sendo determinante para o fortalecimento de uma visão de duopólio, entre PT e PMDB, desde então. Isso terminou por resultar em um grande fortalecimento do PMDB. Essa foi a crítica que fiz em 2007. Agora hoje, em 2015, para não ficar chorando o leite derramado, acho que a análise que fiz é relevante para a reflexão, mas hoje é o que é possível, manter a aliança. Agora tendo cuidados, como te disse, de não sacrificar a identidade. Quando você sacrifica a identidade, você perde a possibilidade de, mais adiante, recuperar a liderança na sociedade. É preciso ter muito cuidado com isso. Faço questão de frisar: reconheço que a conjuntura é difícil, complexa e você precisa fazer movimentos rápidos, mas não podem ser movimentos imprudentes que acabem sacrificando a essência da sua identidade, seus princípios.

CC: Mas então, para o senhor, esse ‘presidencialismo de coalização’, como classificam especialistas, não se esgotou?
FD: Na verdade, o presidencialismo de coalização nasceu com o pluripartidarismo. Aliás, se você for olhar lá atrás, durante os anos do chamado Getulismo, nos anos de 1950, 1960, era uma coalizão PTB [Partido Trabalhista Brasileiro] e PSD [Partido Social-Democrático]. O PTB poderia ser visto como o PT de hoje e o PSD da época como o PMDB atual. Quando você, pós-redemocratização e mais recentemente de modo bastante agudo, fragmenta excessivamente o quadro partidário, hoje nós temos 30 e tantos partidos no Brasil, é claro que você conduz a um modelo em que as coalizões são imprescindíveis. Então, o que posso te responder é que nós temos uma questão de fundo central, muito maior do que o suposto esgotamento do presidencialismo de coalizão. A questão central é o esgotamento do modelo de financiamento político no Brasil. Se você desvia o olhar para essa história de que o presidencialismo de coalização esgotou ou não, das alianças, você acaba perdendo a dimensão daquele que é o fator de todas as crises políticas desde o início dos anos 1990. Todas elas, desde o impeachment de [Fernando] Collor, CPI dos Anões do Orçamento, todas, tiveram como questão geradora exatamente a problemática do financiamento privado de campanha. Então acho que esse é o tema número um a ser enfrentado nessa conjuntura política. Esse modelo, sim, esgotou e me impressiona muito que várias forças políticas ainda estejam querendo manter um sistema totalmente esgotado. Mesmo as doações legais enfrentam um questionamento agudo por parte da sociedade.

CC: O clima no Congresso parece estar mais propício para a aprovação da reforma política do PMDB, que não altera a forma de financiamento. O que fazer agora?
FD: O PMDB não tem um projeto de reforma política, tem um projeto de anti-reforma política porque manter o financiamento empresarial intocável é realmente ignorar o que está óbvio. Todas as crises se relacionam com essa temática do financiamento privado de campanha. Cabe ao PT e a outros partidos, o meu próprio, tentar garantir algum avanço. Vou te dar um exemplo concreto. Vamos imaginar que não seja possível o financiamento público exclusivo, que o PT sempre defendeu e o PCdoB também. Mas entre o financiamento atual, empresarial ou por grandes grupos econômicos, e o financiamento público, você tem outras mediações possíveis. Por exemplo, proibir o financiamento de empresas, manter o financiamento por cidadão e criar limite de gastos para as campanhas. Hoje as campanhas eleitorais no Brasil não têm teto, então estão entre as mais caras do planeta. É preciso criar limites de gastos e doações. Outro caminho é você o financiamento privado via Fundo Partidário. As empresas não doariam para um partido especifico ou candidato, mas para o sistema político. Por que não é isso? Elas não querem ajudar a democracia?Entre o desastre da manutenção do sistema de financiamento atual e a inviabilidade política do financiamento público de campanha, como está evidenciado, você tem outras opções no meio do caminho que podem ajudar a melhorar as eleições no Brasil.

CC: Diante do comportamento do PMDB, o senhor consegue enxergar alguma saída para o governo federal na aproximação com os governadores dos estados? O senhor, como governador, sente falta de diálogo com a presidenta Dilma?
FD: Acho que esse é um passo importante, nós temos defendido isso. Eu próprio estive com a presidenta Dilma e disse isso. Penso que, como te disse há pouco, seria necessário dialogar com a oposição, tentar pelo menos. E é preciso trazer outros atores para a mesa com uma agenda mais ampla. E acho que os governadores, pelas suas representatividades, inclusive, devem ser chamados para dialogar.

CC: Qual o futuro da esquerda no Brasil depois desse governo do PT? O senhor acha que esse segundo mandato de Dilma não está colocando em risco todos os avanços progressistas dos últimos anos no País?
FD: Não, acho que isso é transitório. Essas nuvens logo vão se dissipar. Acho que ultrapassando essa trepidação e esses movimentos logo as coisas se arrumam. Esse não é o primeiro nem o último governo que enfrenta crises agudas. Todos os governos enfrentaram. Todos desde que eu me entendo por gente. Do governo Figueiredo para cá…o governo [José] Sarney terminou com 84% de inflação por exemplo e não podia sair na rua. O Collor sofreu impeachment, o Itamar [Franco] chegou antes do Plano Real e teve uma impopularidade gigantesca, o Fernando Henrique Cardoso teve uma impopularidade, em 1999, igual a essa em razão da desvalorização, o presidente Lula em 2005 também. Então, falando dos casos que eu conheço, não estou nem indo lá em Juscelino Kubitschek, acho que faz parte das instancias da vida e da política. Mas, com certeza, no próximo ano a conjuntura econômica vai melhorar, o governo vai retomar investimentos e, com isso, acredito muito que o governo vai dar certo.

CC: O senhor também defendeu o diálogo com a oposição. Recentemente, cogitou-se que o governo poderia se aproximar do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para unir os dois principais partidos brasileiros, PT e PSDB, diante desse momento de crise. O senhor foi eleito no Maranhão em uma chapa que uniu os dois partidos, ainda que extraoficialmente. O que o senhor acha desse tipo de proposta?
FD: Em algum momento isso deve ocorrer. Há uma sectarização política muito artificial. É preciso ter mais tranquilidade, serenidade para lidar com as divergências. E o Brasil é muito grande. Às vezes, as divergências daqui não são de acolá. Aqui PT e PSDB, por exemplo, convivem muito bem. Meu vice-governador é do PSDB, nós temos secretários do PT, secretários do PSDB e o governo anda muitíssimo bem, graças a Deus. Há muitas experiências assim, não é exceção. Acho que, neste sentido, é preciso ter um espírito mais aberto. E lembro que, um detalhe muito importante, se retrocedermos um pouco no tempo, a campanha das Diretas Já foi feita pelo PT e por aquilo que seria o PSDB mais adiante, Montoro, Mario Covas. A Constituinte, a Constituição que nós defendemos, que é uma Constituição progressista avançada, quem teve um papel decisivo foi o Mario Covas do PMDB e que, depois, veio a ser o líder do PSDB. A Constituição Brasileira de 1988 não seria tão progressista como é se não fossem figuras como o Mario Covas e outras pessoas, que depois fundaram o PSDB. Então de onde surgiu essa antinomia radical, digamos assim, já que historicamente ela não existia? Tenho impressão que são fatos mais relacionados a ocupação de espaço de poder do que propriamente questões programáticas irremovíveis. É claro que há diferença de ênfase em uma coisa aqui e acolá, em questões macroeconômicas, mas olhando para a história do Brasil, num longo arco do tempo, não enxergo essa impossibilidade de diálogo.

Da Carta Capital

Secretaria de Esportes destaca parceria com Pastoral da Juventude de Coelho Neto

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A Prefeitura de Coelho Neto através da Secretaria de Esportes, Lazer e Turismo-SEMELT comemora a parceria êxitosa que culminou com a realização do 1º Torneio de Futsal Masculino e Feminino da Pastoral da Juventude.

“O Governo de Todos não só promove atividades como também apoia todas as práticas de promoção esportiva. Parabenizamos aos jovens da PJ pela iniciativa e nos colocamos a disposição para novas parcerias”, disse o Secretário de Esporte José dos Santos Bastos.

O evento organizado e promovido pela equipe PJ Eventos com o apoio da SEMELT reuniu 08 times masculinos e 02 femininos totalizando 10 times formado exclusivamente por jovens dos grupos de base da Pastoral da Juventude.

Prefeitura e Estado garantem segurança e incentivos às empresas do Parque Empresarial

Empresários interessados em instalarem indústrias e empresas no Parque Empresarial de Timon saíram satisfeitos da reunião que aconteceu nesta quinta-feira (26/03), liderada pelo prefeito Luciano Leitoa. O encontro marcou a vinda do secretário de Indústria e Comércio do Maranhão, Simplício Araújo, à Timon. Na ocasião foram apresentadas políticas públicas de incentivos na área econômica, que vão atingir diretamente o empresariado que vai atuar no Parque Empresarial.

c7b8bf4a37fbfdcead51a093a7c374aaSimplício Araújo garantiu que até o dia 30 deste mês vai receber a obra, concluir as análises da documentação das empresas interessadas e liberar a venda de lotes. Após esse processo, até o dia 7 de abril, o Governo quer iniciar a implantação das empresas aprovadas. “Vamos priorizar o Parque Empresarial de Timon, investir para que tudo dê certo e usá-lo como espelho para os outros parques do estado, replicando as ações de sucesso implantadas aqui em Timon, pois o governo quer incentivar as empresas usando políticas que ofereçam suporte fiscal a todos os segmentos da economia do Maranhão”, disse o secretário.

O prefeito Luciano Leitoa destacou o potencial econômico e geográfico de Timon. “O município possui segurança energética, localização privilegiada entre o nordeste e o norte do país, futuras implantações de hidrovias e ferrovias, além de aeroportos e rodovias de acesso. A Prefeitura e Estado não vão medir esforços para que as empresas tenham sucesso e gerem emprego e renda”.

O secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e do Turismo, Victor Hugo Almeida, falou também sobre toda a estrutura que a Prefeitura vai oferecer ao empresário. “Vamos oferecer ao empreendedor a Casa Timon Negócios, que irá congregar em um só lugar serviços da Junta Comercial, Secretarias Municipais, SINE e Sistema S (Sesi, Senac, Sebrae)”. Victor Hugo acrescentou que Timon possui uma vocação econômica para desenvolvimento industrial nas áreas da construção civil, têxtil, cerâmica e distribuidoras, “como é o caso da Distac, que foi a primeira empresa a se instalar no Parque Empresarial de Timon”.

O empresário João Martins, da cerâmica Livramento, que já atuante em Timon, destacou a vinda do secretário Simplício Araújo. “Essa reunião significou segurança para o empresariado, estou confiante, pois já atuo no entorno do Parque e só espero crescer, através de todos esses incentivos da Prefeitura e Estado. Espero que com a implantação do parque a região se desenvolva podendo virar um distrito industrial”.

visita-ao-parque-empresarial-5339Ao terminar a reunião, o prefeito Luciano Leitoa, o secretário de Indústria e Comércio do Maranhão, Simplício Araújo, acompanhado por secretários e vereadores municipais visitaram o Parque Empresarial.

Da Assessoria

Raimundo Silva é empossado…

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Vereadores cumprimentam o novo membro do parlamento

Conforme anunciado por esse Blog, o suplente de vereador Raimundo Silva (PHS) foi investido na noite desta quinta (26) na função de vereador em Coelho Neto.

A posse se dá em razão do afastamento da titular vereadora Cristiane Bacelar (Solidariedade) que encontra-se afastada da função por tempo indeterminado por ter assumido função no Governo do Estado.

Durante a solenidade, Raimundo Silva prestou compromisso regimental e foi empossado pelo Presidente da Câmara Vereador Raimundão (PSD).

Noite de Autógrafos prestigiada marca lançamento do livro Pensamentos Vivos em Coelho Neto

Em solenidade concorrida realizada na noite de ontem (25) o escritor Toinho Araújo reuniu um público seleto para prestigiar o lançamento do livro Pensamentos Vivos, de sua autoria.

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Auditório do Teatro Municipal

O Secretário Municipal de Governo Benedito Lopes Fernandes que no ato representou o Prefeito Soliney Silva (PRTB), destacou a importância da iniciativa.

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Secretário de Administração e Governo Benedito Lopes Fernandes

“O governo municipal não poderia deixar de prestigiar o talento da “prata da casa” e não temos a menor dúvida que essa iniciativa do competente Toinho Araújo servirá de inspiração para que outros coelhonetenses possam despertar para a literatura e mostrar nossa capacidade intelectual aqui e lá fora. Sem dúvida alguma o livro já é um sucesso”, disse ele.

O escritor Toinho Araújo durante Noite de Autógrafos
O escritor Toinho Araújo durante Noite de Autógrafos

O evento realizado no Teatro Municipal de Coelho Neto foi prestigiado por diversas autoridades políticas e grandes nomes da cultura local, embalados pelo som do Maestro Adelino e sua esposa Raquel Santos.

“Babilônia” assusta Globo e audiência da novela despenca

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“Babilônia” deu um grande susto na Globo na noite de quarta-feira (25). A trama de Gilberto Braga marcou audiência um pouco menor que a novela da faixa das 19h, “Alto Astral”. O novo novelão da faixa das 21h registrou média de 24,9 pontos, ante 25,3 pontos do folhetim das 19h. Cada ponto equivale a 67 mil domicílios na Grande SP.

Dificilmente um novela das 21h perde em audiência para uma das 19h.

Além raro, o empate “técnico” em audiência dos dois folhetins da Globo acende uma luz de alerta na emissora.

O desempenho da trama das 21h, principal aposta da emissora, nunca deve ser igual ou menor que o a novela das 19h, pois trata-se de um horário mais nobre, mais caro para os anunciantes, onde há um número maior de televisores ligados.

A média de “Babilônia” foi tão fraca que acabou ficando abaixo da audiência do “Big Brother Brasil 15″, que marcou 27,8 pontos.

Da Folha

Deputados registram passagem dos 54 anos de emancipação de Santa Luzia

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Durante os discursos na sessão plenária desta quinta-feira (26), os deputados Stênio Rezende (PRTB), Francisca Primo (PT) e Eduardo Braide (PMN) registraram o aniversário de 54 anos de emancipação política do município de Santa Luzia, localizado no oeste maranhense a 294 km da capital.

Stênio Rezende foi o primeiro a tratar o assunto na tribuna. No seu pronunciamento, relatou a história da cidade, fundada oficialmente em 1961 e que, segundo ele, era uma grande área habitada por índios guajajaras, inicialmente conhecida como Pau Santo.

De acordo com os relatos do deputado, em 1949 o desbravador conhecido como João Vaqueiro chegou à localidade onde viviam os índios, que se rebelaram por não aceitarem a presença do vaqueiro e ele insistente, persistiu em ficar na região e se deslocou para um lugarejo, onde encontrou uma aldeia em Batatal. Ali, o cacique João Francisco de Santo deu abrigo a João Vaqueiro, o acolheu e deu todas as condições de trabalho.

Foi então, em Batatal, que o vaqueiro fez sua vida. Com o tempo começou a se formar um povoado, que depois virou lugarejo e deram a denominação de Santa Luzia, em função de João Vaqueiro ser devoto de Santa Luzia e levar consigo a imagem da santa.

Stênio contou, ainda, que só três anos depois, em 1952, é que começaram a discutir a formação do município de Santa Luzia. “Alguns índios se deslocaram para o Arame; outros para a região de Zé Doca e outros se estenderam até a região de Barra do Corda. Mas, em 1959, exatamente 10 anos da chegada do primeiro homem branco à localidade Batatal, o governo do Estado, através da Assembleia Legislativa, aprovava a Lei 1.908, de 17 de dezembro. Criava-se o município de Santa Luzia, que foi instalado oficialmente em 26 de março de 1961”, relatou.

Depois de contar com detalhes a história de Santa Luzia, o deputado parabenizou a população e pediu ajuda do governo no sentido de levar melhorias para a cidade. “É pela bela história que venho hoje dar os parabéns àquela população querida, aguerrida, trabalhadora, lutadora e que, sem dúvida alguma, merece toda a nossa atenção, não só desta Casa, mas como também do governo do Estado, no sentido de ajudar aquele povo com os benefícios, a infraestrutura que possa efetivamente cada vez mais melhorar a vida do seu povo”, enfatizou.

No seu discurso, Stênio Rezende lembrou, ainda, que a população da cidade sonha com a construção da estrada que liga Santa Luzia à Altamira do Maranhão. “E eu acredito que, sem dúvida nenhuma, ainda este ano o governador Flávio Dino irá lançar essa obra, esse desafio. E, sem dúvida nenhuma, a população irá agradecer”, observou.

CUMPRIMENTOS

Ao finalizar, o parlamentar reiterou os cumprimentos à cidade, fazendo referência à atuação do atual administração da Prefeitura. “Quero deixar os meus parabéns a toda população de Santa Luzia e também ao prefeito e amigo Veras, e a todos que ali trabalham e residem. Ele está no segundo mandato e faz um grande trabalho em favor de nossos irmãos, de nossos conterrâneos e amigos de Santa Luzia”, concluiu.

No mesmo tom, a deputada Francisca Primo também parabenizou a cidade, lembrando, ainda, de cobrar do governo do Estado mais atenção para a população. “Assim como o deputado Stênio, aproveito para deixar minhas congratulações a Santa Luzia que considero ‘cidade-mãe’ do município de Buriticupu. E, eu queria, além de parabenizar, pedir ao governador que olhe um pouco mais pela população. É uma cidade que pede socorro”, alertou.

Em seguida, foi a vez do deputado Eduardo Braide registrar a passagem de aniversário de Santa Luzia. “Essa cidade que hoje completa 54 anos de emancipação terá com certeza a atenção dos parlamentares escolhidos pelo povo luziense para representa-los, no sentido de levar cada vez mais melhorias do Governo do Estado para que eles possam ter uma vida cada vez melhor. Portanto, os meus felizes e sinceros parabéns a toda a população”, assegurou.

Da Agência Assembléia