Adiamento das eleições é realidade que se impõe, dizem senadores

Adiamento das eleições é realidade que se impõe, dizem senadores

A necessidade de adiamento das eleições municipais, discutida em sessão temática nesta segunda-feira (22), foi o principal consenso entre os senadores que se manifestaram. Além da data das eleições, questões como a possibilidade de voto facultativo, a preocupação com as campanhas eleitorais em meio à pandemia e a prorrogação de mandatos foram lembradas no debate.

Também participaram da sessão temática o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso; especialistas em saúde e direito eleitoral; e representantes de prefeituras.

A votação para eleger novos prefeitos e vereadores está prevista para o primeiro e o último domingo de outubro, mas por conta da pandemia de covid-19, o pleito deve ser adiado. A proposta de emenda à Constituição que trata do adiamento (PEC 18/2020) deve ser votada no Plenário nesta terça-feira (23). Foi o relator da proposta, senador Weverton (PDT-MA), que sugeriu a sessão temática.

O relatório de Weverton deve ficar pronto na manhã de terça-feira. Ele afirmou que a construção do texto é feita com base nas necessidades urgentes impostas pela pandemia e não em mudanças permanentes na legislação eleitoral. Para Weverton, a PEC precisa focar no adiamento da data da eleição, deixando outras questões para um segundo momento.

— O nosso relatório será única e exclusivamente para o momento único que a nossa história está vivendo, e que espero, eu e todos nós, que seja apenas um momento para contarmos história no futuro, mas não se repetir novamente. Então, a construção dessa solução está sendo nessa direção — explicou o relator.

INEVITÁVEL

De acordo com o senador Eduardo Gomes (MDB-TO), a maioria dos líderes e dos parlamentares apoia o adiamento da votação. Ele admitiu que já existem prejuízos para o processo eleitoral, mas apontou que é essa a realidade que a pandemia impõe, já que não há controle sobre o futuro próximo da pandemia.

Para Eduardo Braga (MDB-AM) e Zenaide Maia (Pros-RN), o adiamento das eleições é uma necessidade. Segundo Braga, a mudança na data do pleito não era a vontade de nenhum dos senadores e deputados, mas sim uma realidade que se impõe e que o Congresso precisa enfrentar.

— Não é uma questão de nós querermos ou não. Está sendo imposta a nós uma decisão, e nós a faremos amanhã [terça-feira]. O mais importante de tudo isso é que nós estamos preservando o direito constitucional da periodicidade das eleições, fazendo com que seja assegurado o exercício democrático do cidadão brasileiro — disse Braga.

Esperidião Amin (PP-SC) apontou que é doloroso ter que adiar a eleição por conta da pandemia, mas disse que é preciso suprir lacunas. Nelsinho Trad (PSD-MS), por sua vez, ressaltou que a covid-19 mudou o mundo e a vida das pessoas. O senador por Mato Grosso do Sul, que foi contaminado com essa doença logo no início da pandemia, afirmou que o fato de o Brasil ser um país continental leva à necessidade de uma maior flexibilização na legislação eleitoral.

CAMPANHAS

Vários senadores também demonstraram preocupação com a campanha eleitoral em um período atípico como o que o país vive. Oriovisto Guimarães (Podemos-PR) lembrou que a campanha, especialmente para o cargo de vereador, é marcada por eventos que promovem o contato com outras pessoas, como almoços e reuniões. Para ele, é preciso pensar não apenas na data das eleições, mas também no risco de contágio nesses eventos.

— Eu não tenho grandes preocupações com o dia da eleição em si. Eu acho que aí nós podemos realmente tomar providências de forma a minimizar a questão do contágio. A minha grande preocupação está exatamente na campanha, e ela vai acontecer bem antes das eleições propriamente ditas — alertou Oriovisto, que defendeu um adiamento maior, para 2021.

A senadora Soraya Thronicke (PSL-MS) se somou ao questionamento feito pelo colega e também se disse preocupada com a maneira como serão feitas as campanhas eleitorais em meio a tantas restrições.

Ex-ministro da Saúde, o senador Humberto Costa (PT-PE) concorda com a recomendação para se evitar aglomerações, como é o caso de comícios e visitas dos candidatos às casas de eleitores. Por essa razão, segundo ele, surge a preocupação de que uma campanha feita basicamente em redes sociais, rádio e de televisão quebre a equidade na disputa eleitoral.

Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB) demonstrou preocupação com a possibilidade de um prazo muito curto entre o primeiro e o segundo turno. Para ele, é preciso que o eleitor tenha tempo para conhecer as ideias dos candidatos. As datas provavelmente só serão definidas depois da aprovação da proposta de adiamento, que deixará uma janela de tempo para que o pleito seja realizado.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, explicou que a campanha por meio de rádio, televisão e redes sociais está disciplinada em leis que valem para todo o país. Já as restrições ligadas ao isolamento e ao distanciamento social dependem de regras estaduais e municipais, ou seja: variam de acordo com o local do país.

O senador Weverton explicou que, como forma de evitar abusos, seu relatório deve sugerir a inclusão, na PEC, de uma regra para determinar que os atos de propaganda eleitoral não poderão ser limitados pela legislação municipal ou pela Justiça Eleitoral. Para que isso aconteça, será preciso fundamentar a decisão com parecer técnico prévio emitido por autoridade sanitária estadual ou nacional.

— Assim, você vai dar mais segurança para que os candidatos e todos possam livremente fazer a sua campanha, seguindo, claro, as normas sanitárias que vão ser divulgadas — informou.

Fonte: Agência Senado

Presidente do TSE descarta prorrogação de mandatos…

Presidente do TSE descarta prorrogação de mandatos…

Ministro Luiz Roberto Veloso, que assumiu o comando da Justiça Eleitoral nesta segunda-feira, 25, diz que esticar os mandatos para coincidir com 2022 “não é sequer cogitada entre os que decidirão a questão”

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Luiz Roberto Veloso, descartou, ao tomar posse, nesta segunda-feira, 25, a prorrogação dos mandatos dos atuais prefeitos e vereadores.

– Prorrogação de mandatos, mesmo que por prazo exíguo, deve ser evitada até o limite; o cancelamento das eleições municipais, para fazê-las coincidir com as eleições nacionais em 2022, não é uma hipótese sequer cogitada – afirmou Barroso.

Barroso já havia se manifestado contra a prorrogação dos mandatos mesmo antes de assumir o mandato no TSE; em abril, ele declarou que o adiamento, se correr, será apenas “em algumas semanas”. (Relembre aqui)

Na entrevista de ontem, após tomar posse, o ministro voltou a tratar deste tema, mantendo a mesma posição.

– Em conversas preliminares com os Ministros da casa, com o Presidente do Senado e com o Presidente da Câmara, constatei que todos estamos alinhados em torno de algumas premissas básicas: as eleições somente devem ser adiadas se não for possível realizá-las sem risco para a saúde pública; em caso de adiamento, ele deverá ser pelo prazo mínimo inevitável – declarou.

O debate no Congresso Nacional sobre as eleições de 2020 só deve ser iniciado a partir do mês de julho…

Do Blog do Marco d´Eça

Ai sim: Prefeito de Teresina anuncia adicional de 40% na insalubridade de servidores da Saúde

Ai sim: Prefeito de Teresina anuncia adicional de 40% na insalubridade de servidores da Saúde

O prefeito de Teresina, Firmino Fillho, anunciou na tarde desta quarta-feira (29) um adicional de 40% na insalubridade dos servidores da Fundação Municipal de Saúde (FMS) que estão trabalhando diretamente no enfrentamento à covid-19. O anúncio foi feito nas redes sociais.

“Os servidores da FMS, que estão trabalhando na linha de frente contra a Covid-19, independente da natureza do seu vínculo funcional, vão receber  adicional de insalubridade de 40%”, disse Firmino no Twitter.

Segundo o prefeito, o pagamento será feito a todos os servidores que estejam em contato direto com os infectados.

Ainda de acordo com Firmino, os servidores que já recebem insalubridade em valor menor, terão seu adicional reajustado.

“Essa medida será válida enquanto durar a pandemia em Teresina”, afirmou o prefeito.

A Prefeitura iniciou hoje uma testagem em massa dos servidores da saúde. Cerca de 15 mil testes serão realizados.

Portal Sinal Verde

Sarney 90 anos – o fiador da transição democrática

Sarney 90 anos – o fiador da transição democrática

No dia de hoje, o ex-presidente José Sarney completa 90 anos, 60 dos quais dedicados à vida política e ao povo brasileiro.

Foi presidente da República (1985-1990); senador por cinco mandatos (1971-1985 pelo Maranhão e 1991-2015 pelo Amapá); presidente do Senado Federal por três vezes; governador do Maranhão (1966-1970) e deputado federal pelo mesmo estado (1955-1958 como suplente e 1959-1965 como titular). Ninguém, na história do país, exerceu, por tão longo período, mandato conferido pelo voto popular.

Elegeu-se para a Câmara dos Deputados contra o establishment da época, encarnando o anseio por renovação. Na UDN, comandou o Bossa Nova, movimento de oposição aos veteranos do próprio partido cujo lema era o desenvolvimento com justiça social.

Vale lembrar, por ocasião dos 60 anos de Brasília, que Sarney foi favorável à construção da nova capital, contra a opinião de muitos de seus pares e as diretrizes de seu próprio partido. Compreendia que o deslocamento da capital para o centro do país ampliaria as fronteiras do desenvolvimento nacional e realizaria importante estratégia de geopolítica internacional, por viabilizar a proteção da Amazônia.

Após a morte de Tancredo Neves, José Sarney, o vice eleito, assume a Presidência da República e a responsabilidade pela implantação da Nova República. Soube dialogar com diferentes forças políticas, das alas mais à esquerda às lideranças militares. Apaziguou ânimos e evitou irrupções. Promoveu, assim, a estabilidade política necessária à continuidade do projeto democrático.

Em 1985, em meio ao renascimento dos movimentos sociais, Sarney enfrentou mais de 500 greves. Não obstante, restituiu as liberdades públicas ao povo: convocou a Assembleia Nacional Constituinte, restabeleceu os partidos que estavam na clandestinidade, conferiu liberdade aos sindicatos, garantiu o voto aos analfabetos e pôs fim à censura.

Em seu mandato, foi promulgada a Constituição de 1988. Em suas palavras, representava o “grande e novo pacto nacional, que far[ia] o país reencontrar-se com a plenitude de suas instituições democráticas”. Ao Judiciário, caberia uma das mais importantes tarefas, a de “descobrir a alma da Carta”.

Sarney promoveu também a aproximação entre Brasil e Argentina. Em 1985, assinou com o presidente da Argentina, Raúl Alfonsín, a Declaração de Iguaçu. Selou-se ali um dos mais bem-sucedidos tratados de cooperação nuclear do mundo, o embrião do Mercosul.

O Presidente Sarney nos legou um país capaz de gerir sua volumosa dívida externa, graças a medidas de modernização da administração orçamentária como a criação da Secretaria do Tesouro Nacional, que possibilitou a unificação do Orçamento geral da União. Não fosse essa iniciativa, é provável que não tivéssemos hoje a Lei de
Responsabilidade Fiscal.

Na sua longa caminhada como homem público, Sarney nunca descurou da família, à qual sempre dedicou amor, carinho e atenção. Também nunca deixou de cultivar boas amizades, muitas delas com intelectuais do mundo todo.

Poeta, romancista, contista e ensaísta, José Sarney é da estirpe dos intelectuais maranhenses que remonta à São Luís do século 18, a “Atenas brasileira”. Integra a Academia Maranhense de Letras desde 1952 e a Academia Brasileira de Letras desde 1980. Durante 20 anos ininterruptos, escreveu crônica semanal para o jornal Folha de S.Paulo.

A biografia de Sarney traz muitas lições para o momento delicado pelo qual passamos. Ele sempre escolheu o caminho do diálogo, da conciliação e da manutenção da institucionalidade, em prol do bem maior que é a democracia. Disse ele: “[m]inha contribuição, a maior de todas, foi não ter deixado a democracia morrer nas minhas
mãos. Que ela se consolide, dê frutos, faça a felicidade do povo e seja forte para resistir a perigos”.

Em seu aniversário, é preciso ouvir nosso presidente da transição democrática. Ainda que nos tempos mais complexos, não há solução possível fora do Estado democrático de Direito. Não há caminho sem respeito à Constituição, nosso pacto fundante e nossa guia. Urge que exercitemos a serenidade, a capacidade de diálogo e o espírito conciliatório, para o bem do país e da democracia.

Parabéns, presidente José Sarney!

VIDA E TRAJETÓRIA POLÍTICA DE JOSÉ SARNEY

Nascimento
José Ribamar Ferreira de Araújo Costa nasce em 24.abr.1930, em Pinheiro (MA)

Formação
Conclui em 1953 o bacharelado na Faculdade de Direito do Maranhão

Primeiro cargo eleito
Em out.1954 elege-se quarto suplente de deputado federal pelo Maranhão, então no PSD (Partido Social Democrático). Em 1956 e 1957, chega a ocupar uma cadeira na Câmara por curtos períodos de tempo

Professor
Em 1957 começa a dar aulas na Faculdade de Serviço Social da Universidade Católica do Maranhão

Deputado
Elege-se deputado federal em out.1958, já na UDN (União Democrática Nacional), partido conservador do qual seria um dos principais líderes

Governador
Em out.1965, com o apoio do marechal Castello Branco, primeiro presidente da ditadura militar, elege-se governador do Maranhão. No mesmo ano, adota legalmente o nome José Sarney, referência ao pai, Sarney de Araújo Costa

Partido governista
Pouco após a eleição para o governo maranhense, é instituído o bipartidarismo no Brasil. Sarney ingressa na sigla que dá sustentação ao regime militar, a Arena (Aliança Renovadora Nacional)

Senado
Em 1970, é eleito para o primeiro mandato de senador, cargo que manteria até 1985

Imortal
Autor de mais de uma dezena de livros, entre romances, contos, poesia e ensaios, é eleito em 1980 para uma cadeira na Academia Brasileira de Letras

Vice de Tancredo
Uma complexa articulação coloca Sarney como vice-presidente na chapa de Tancredo Neves, do PMDB, opositor da ditadura, na votação indireta realizada pelo Colégio Eleitoral em 15.jan.1985

Presidente
A internação de Tancredo para uma cirurgia na véspera da posse, em 15.mar.1985, faz com que Sarney assuma interinamente a Presidência. Com a morte de Tancredo, em 21.abr, Sarney assume em definitivo. Seu governo é marcado, no campo interno, pela hiperinflação e sucessivos planos econômicos fracassados, e no campo externo, pelo estreitamento de relações com a Argentina que cimentaria as bases para o Mercosul

Volta ao Senado
Sarney deixa a Presidência em 1990. Após falhar em articular sua candidatura a senador pelo Maranhão, consegue se eleger pelo Amapá, ex-território alçado à condição de estado naquele ano. Permanece no Senado até 1º.fev.2015, um ano após anunciar que não tentaria a reeleição. Foi presidente da Casa em três ocasiões: 1995-1997, 2003-2005
e 2009-2013

Dias Toffoli
Presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça

Caixa paga hoje auxílio de R$ 600 a mais de 6 milhões; saiba se você recebe

Caixa paga hoje auxílio de R$ 600 a mais de 6 milhões; saiba se você recebe

A Caixa Econômica Federal segue com o calendário de pagamentos do auxílio emergencial de R$ 600. Nesta segunda-feira (20), serão creditados os pagamentos para 6.154.392 pessoas, entre beneficiários do Bolsa Família e inscritos via aplicativo e site, que vão receber por meio de poupança digital da CEF.

Até as 21h de sexta-feira, já haviam sido pagos R$ 11,36 bilhões para 16,6 milhões de brasileiros. Entre os que já receberam a primeira parcela do benefício, estão 9,29 milhões de inscritos Cadastro Único que não recebem Bolsa Família; 3,85 milhões de beneficiários do Bolsa Família; e 3,44 milhões de cadastrados via aplicativo e site que já tinham conta poupança na Caixa. No sábado, a Caixa creditou ainda o benefício para outros 1,4 milhão de inscritos via app e site.

Ao todo, 45,2 milhões de pessoas já haviam sido aprovadas para receber o auxílio emergencial, segundo a Dataprev.

São três calendários de pagamento diferentes:

  1. um para quem se inscreveu para receber o Auxílio Emergencial através do aplicativo ou do site do programa;
  2. um segundo para os beneficiários que recebem o Bolsa Família;
  3. e um terceiro para os inscritos no Cadastro Único que não recebem o Bolsa Família e mulheres chefes de família.

Para quem receber via poupança digital da Caixa, os saques em dinheiro começarão a ser liberados a partir do dia 27. Antes disso, no entanto, os recursos poderão ser movimentados digitalmente (veja o calendário ao final desta reportagem).

VEJA O CALENDÁRIO POR GRUPOS DE BENEFICIÁRIOS

1. Inscritos no aplicativo e site

  • Segunda-feira (20):
    – 
    Crédito para 4.230.900 pessoas na Poupança Social Digital Caixa

2. Bolsa Família

  • Segunda-feira (20):
    – 1.923.492 
    beneficiários do Bolsa Família cujo último digito do NIS é igual a 3
  • Quarta-feira (22):
    – 1.924.261 
    beneficiários do Bolsa Família cujo último digito do NIS é igual a 4
  • Quinta-feira (23):
    – 1.922.522 
    beneficiários do Bolsa Família cujo último digito do NIS é igual a 5
  • Sexta-feira (24):
    – 1.919.453 
    beneficiários do Bolsa Família cujo último digito do NIS é igual a 6
  • Segunda-feira (27):
    – 1.921.061 
    beneficiários do Bolsa Família cujo último digito do NIS é igual a 7
  • Terça-feira (28):
    – 1.917.991 
    beneficiários do Bolsa Família cujo último digito do NIS é igual a 8
  • Quarta-feira (29):
    – 1.920.953 
    beneficiários do Bolsa Família cujo último digito do NIS é igual a 9
  • Quinta-feira (30):
    – 1.918.047 
    beneficiários do Bolsa Família cujo último digito do NIS é igual a 0

3. Inscritos no Cadastro Único que não recebem Bolsa Família

Para os inscritos no CadÚnico e que não fazem parte do programa Bolsa Família, a Caixa já creditou, entre os dias 14 e 17, R$ 6,3 bilhões para 9,3 milhões de brasileiros. Foram abertas mais de 6,4 milhões de contas do tipo poupança social para esse público.

Conta poupança digital

A Caixa está abrindo automaticamente contas de poupança digitais para os beneficiários considerados aptos a receber o auxílio emergencial e que não tenham outra conta bancária nem sejam beneficiários do Bolsa Família.

Os que receberem o crédito por meio da conta digital poderão efetuar transferências ilimitadas entre contas da Caixa ou realizar gratuitamente até três transferências para outros bancos a cada mês, pelos próximos 90 dias. Além disso, podem pagar boletos e contas de água, luz, telefone, entre outras. A conta é isenta de tarifas.

O acesso à conta é feito pelo aplicativo CAIXA Tem, que pode ser baixado na loja de aplicativos dos smartphones neste link.

Saques da poupança digital

Para evitar aglomerações nas agências, a Caixa estabeleceu um calendário para os beneficiários que quiserem sacar em dinheiro o valor depositado nas poupanças digitais abertas para os trabalhadores:

  • 27 de abril – nascidos em janeiro e fevereiro
  • 28 de abril – nascidos em março e abril
  • 29 de abril – nascidos em maio e junho
  • 30 de abril – nascidos julho e agosto
  • 4 de maio – nascidos em setembro e outubro
  • 5 de maio – nascidos em novembro e dezembro

Quem tem direito

Durante três meses, será concedido auxílio emergencial de R$ 600 ao trabalhador que cumpra todos estes requisitos:

  • ser maior de 18 anos de idade com CPF regularizado;
  • não ter emprego formal;
  • não ser titular de benefício previdenciário ou assistencial, beneficiário do seguro-desemprego ou de programa de transferência de renda federal, à exceção do Bolsa Família;
  • ter renda familiar mensal por pessoa de até meio salário mínimo (R$ 522,50) ou renda familiar mensal total de até três salários mínimos (R$ 3.135);
  • que, no ano de 2018, não tiver recebido rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2018.

O auxílio será cortado caso seja constatado o descumprimento desses requisitos. O trabalhador deve exercer atividade na condição de:

  • microempreendedor individual (MEI);
  • contribuinte individual do Regime Geral de Previdência Social que trabalhe por conta própria;
  • trabalhador informal empregado, autônomo ou desempregado
  • intermitente inativo
  • estar inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), até 20 de março de 2020
  • ou que se encaixe nos critérios de renda familiar mensal mencionados acima, desde que faça uma autodeclaração pelo site do governo.

A mulher que for mãe e chefe de família e estiver dentro dos demais critérios poderá receber R$ 1,2 mil (duas cotas) por mês.

Na renda familiar, serão considerados todos os rendimentos obtidos por todos os membros que moram na mesma residência, exceto o dinheiro do Bolsa Família.

Quem recebe outro benefício que não seja o Bolsa Família (como seguro-desemprego e aposentadoria) não terá direito ao auxílio emergencial.

Como pedir o auxílio

Os trabalhadores podem pedir das seguintes formas:

VEJA PASSO A PASSO PARA SOLICITAR O AUXÍLIO EMERGENCIAL

O aplicativo e o site devem ser usados pelos trabalhadores que forem Microempreendedores Individuais (MEIs), trabalhadores informais sem registro e contribuintes individuais do INSS.

Aqueles que já recebem o Bolsa Família ou que estão inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) não precisam se inscrever pelo aplicativo ou site. O pagamento será feito automaticamente. (Clique aqui para ver como saber se você está no Cadastro Único).

A Caixa também disponibilizou o telefone 111 para tirar dúvidas dos trabalhadores sobre o auxílio emergencial. Não será possível se inscrever pelo telefone, apenas tirar dúvidas.

Do Blog do Gilberto Leda

Presa e levada ao presídio mãe que espanca filha de sete ano com fio; padastro filmou tudo

Presa e levada ao presídio mãe que espanca filha de sete ano com fio; padastro filmou tudo

A Polícia Militar prendeu uma mulher de 25 anos por torturar a filha, de 7 anos, com um fio de extensão em Montes Claros/MG. A ação foi filmada pelo ex-marido da agressora, que também foi preso. As informações são do G1.

No vídeo, a agressora questiona a filha sobre algo que ela teria pegado sem a permissão dela. A criança se recusa a responder e é agredida com os fios e com tapas. O agente que atendeu a ocorrência afirmou que a mulher se referia a camisinhas que a filha encontrou na casa e usou para brincar.

Ainda de acordo com o policial José Fernandes, a criança também foi agredida com socos na cabeça e estava com sangramento na boca e no nariz.

Segundo a PM, o vídeo foi gravado por volta do meio-dia dessa segunda-feira (13/04) e o homem usou as imagens para pressionar a mulher a reatar o relacionamento. Os dois se divorciaram há um ano e a Justiça expediu uma medida protetiva que o impedia de se aproximar da ex.

A menina foi encaminhada ao Instituto Médico Legal para exame de corpo delito, e ficou sob a responsabilidade de um tia. A extensão usada nas agressões foi apreendida e entregue na delegacia.

Defesa

De acordo com a advogada da mãe da criança, as agressões foram incitadas pelo ex-companheiro da mulher. A defesa também afirmou que a mulher não percebeu que era filmada e estava “corrigindo” a criança porque ela teria encontrado um preservativo na rua e levado para casa. A advogada afirmou que vai entrar com um pedido de habeas corpus na quarta-feira (15/04).

STF deve destinar R$ 51 mi de bunker de Geddel ao combate à Covid-19

STF deve destinar R$ 51 mi de bunker de Geddel ao combate à Covid-19

O Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar nos próximos dias um pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras, para que seja liberado o uso dos cerca de R$ 51 milhões encontrados no bunker ligado ao ex-ministro Geddel Vieira Lima, na Bahia, para o combate ao coronavírus.

O pedido foi encaminhado ao ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato na Corte.

Em 2017, a Polícia Federal apreendeu R$ 42,6 milhões e US$ 2,7 milhões em espécie, em um imóvel em Salvador. No ano passado, a Segunda Turma do STF começou a julgar Geddel e o irmão, o ex-deputado Lúcio Vieira Lima (MDB-BA), por lavagem de dinheiro e associação criminosa, mas o julgamento foi suspenso.

Segundo as investigações, os R$ 51 milhões têm origem criminosa: propinas recebidas da construtora Odebrecht e repasses do operador financeiro Lúcio Funaro. Ainda segundo o processo, a família Vieira Lima lavava dinheiro por meio do mercado imobiliário.

Do Blog do Gilberto Leda

Bolsonaro: “Vocês querem que eu cave minha sepultura”

Bolsonaro: “Vocês querem que eu cave minha sepultura”

Jair Bolsonaro explicou hoje que enviará uma medida provisória ao Congresso para garantir a “legalidade” do pagamento do coronavoucher, informa a Crusoé.

Questionado por que ainda não saiu no Diário Oficial a sanção à lei que cria o benefício, Bolsonaro respondeu:

“Vocês querem que eu cave minha sepultura. Não vou dar esse prazer a vocês.”

Sarney: ‘Sei pela fé que Deus vai nos salvar e está chegando’

Sarney: ‘Sei pela fé que Deus vai nos salvar e está chegando’

Sempre tive febre de conhecimento. Talvez uma Enciclopédia Popular que meu avô José Adriano, professor — “mestre escola”, como assim se chamava naquele tempo, em São Bento, onde passei a minha infância —, me tenha despertado essa curiosidade.

Na cidade nem na nossa casa não tínhamos livros para minha idade. Havia apenas o Almanaque de Bristol e essa Enciclopédia, que meu avô recebia mensalmente, e era minha fonte de conhecimentos novos. Eu tinha uma grande pressa em esperá-la mensalmente.

Daí meu hábito da leitura e a companhia do maior amigo que encontrei para a vida inteira: o livro.
Crescendo adquiri uma outra grande curiosidade: a física de partículas de altas energias, para descobrir aquela peça fundamental que gerou, do Nada, o Universo.

Quando Presidente da República visitei o Fermilab, em Chicago, nos Estados Unidos, o grande laboratório acelerador de partículas, onde trabalhava uma equipe de jovens brasileiros, sob a direção do grande físico brasileiro, Professor Alberto Santoro, que, ao lado do Prêmio Nobel Lederman, que descobrira os neutrinos, continuavam a busca da partícula “quark top”, uma das necessárias para explicar o chamado Modelo Padrão. A última descoberta foi a do bóson de Higgs. Mas até hoje não encontraram a chamada “partícula de Deus” — nem a encontrarão.

Já mais velho, depois que, em Xangai, ouvi Helmut Schmidt falar das doenças desconhecidas e que elas ameaçavam mais o futuro da humanidade do que a bomba atômica, comecei a interessar-me por elas e ler o que me aparecia à mão.

Isso começou a apavorar mais os cientistas depois que, em 1967, o Filovirus de Marburg foi isolado, vindo de macacos trazido de Uganda para estudos científicos, com 31 infecções e 7 mortes no laboratório que realizava os estudos, provocadas por severas hemorragias. Pouco depois apareceu o Ebola, também um Filovirus. Antes, em 1960, foi isolado o Coronavírus responsável pelo resfriado comum. Ao longo da História diversas espécies de peste mataram multidões de seres humanos. Mataram e matam. Todo ano morrem muitos milhões de pessoas por impaludismo, sarampo, AIDS…

Agora, surge o SARS-CoV-2, candidatando-se a ser o apocalipse com sua doença, a COVID-19. O mundo é outro, o homem sabe tudo, descobre tudo, a sociedade é outra, os medicamentos são descobertos — e o homem quer matar Deus.

Mas é ELE quem vai nos salvar e em breve, pela mão d’Ele um novo Sabin ou Fleming — descobridores da vacina contra a paralisia infantil e da penicilina — virá em nosso socorro. Para mim, depois de ter lido tanto, sobre nosso Princípio e Fim, sei pela FÉ que Deus vai nos salvar e está chegando.

José Sarney

Mandetta: país ‘tem total capacidade’ de fornecer coloroquina a brasileiros

Mandetta: país ‘tem total capacidade’ de fornecer coloroquina a brasileiros

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, acabou de informar, durante entrevista para atualização de dados sobre a guerra contra o novo coronavírus (Covid-19), que o Brasil tem “total capacidade” de fornecer hidroxicloroquina – o remédio que tem se mostrado promissor na cura do vírus – a toda a população que precisar.

Segundo ele, como se trata de um medicamento para Malária, doença na qual o Brasil tem expertise, se for o caso, o mercado brasileiro pode até fornecê-lo para outros países.

“Esse medicamento o Brasil tem total capacidade de produção. Temos matéria prima, temos condição de abastecer todo o território nacional, para todos os casos que tivermos, e temos condições, inclusive, de emprestar para outros países, porque ele é pano de fundo de medicamento de Malária. Fiocruz faz, laboratórios privados brasileiros fazem, laboratório do Exército tem capacidade de fazer, enfim, temos capacidade de solucionar o nosso parque”, destacou.

Ainda de acordo com Mandetta, atualmente o que se está estabelecendo é um protocolo de utilização do remédio.

“O que estamos aguardando um pouco para colocar é qual vai ser o protocolo: Qual a dosagem? De quantas em quantas horas? Quem vai usar? Se vai ser usado somente para o pacientes internados, que é o que me parece de mais bom senso”, completou.

Do Blog do Gilberto Leda