POLÍCIA JÁ TEM IMAGENS QUE PODEM AJUDAR A DESVENDAR ASSASSINATO DE DECIO SÁ

POLÍCIA JÁ TEM IMAGENS QUE PODEM AJUDAR A DESVENDAR ASSASSINATO DE DECIO SÁ

Do Blog do Gilberto Léda
O Secretário de Estado da Segurança Pública, Aluisio Mendes, garantiu, durante entrevista coletiva na tarde desta terça-feira (24), que o homicídio que vitimou o jornalista e blogueiro Décio Sá, na noite de segunda-feira (23) em um bar na Avenida Litorânea, em São Luís, não ficará impune. Aluisio Mendes estava acompanhado do subdelegado geral de Polícia Civil, Marcos Afonso Júnior, e do superintendente de Polícia Civil da Capital, Sebastião Uchoa.
Na ocasião, foram dados esclarecimentos sobre o andamento das investigações e as medidas que estão sendo tomadas para elucidar o bárbaro crime. Por determinação do secretário de Segurança, uma força tarefa de investigação foi montada para a realização do trabalho.
A Delegacia de Homicídios, coordenada pela Superintendência de Polícia Civil da Capital (SPCC), em conjunto com a Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) e a Secretaria-Adjunta de Inteligência da SSP trabalham juntas para identificação e prisão dos criminosos e dos possíveis mandantes.
Imagens de circuitos internos e das barreiras eletrônicas na área da Avenida Litorânea já foram recolhidas pela Polícia e estão sendo analisadas pela comissão de delegados. Familiares e freqüentadores do bar estão sendo ouvidos pelos delegados que acompanham o caso.
“Estamos trabalhando de maneira intensificada para desvendar o crime. Nenhuma linha de investigação será descartada no bojo dos levantamentos; vamos investigar profundamente todas as possibilidades. Pela metodologia utilizada, já percebemos que se trata de um crime por encomenda, principalmente porque o criminoso não fez questão alguma de esconder sua identidade. A morte do jornalista Décio Sá foi por conta da atividade profissional que ele exercia”, afirmou o Aluisio Mendes, classificando o crime como “uma afronta à democracia e aos poderes constituídos”.

A LUZ DA IMPRENSA NUNCA SE APAGA…

A LUZ DA IMPRENSA NUNCA SE APAGA…

Do Blog do Marco d´Eça
É estarrecedor que alguém, por mais raiva que tenha de outra pessoa, seja capaz de conseguir planejar e executar a morte desta pessoa com tanta frieza.
Não é um ser humano alguém que arquiteta com tanto detalhamento o assassinato de alguém que o contrariou.
Como pode alguém sentar com matadores, negociar preço de uma vida e ainda dormir o “sono dos justos?”.
O assassinato de Décio Sá é um destes crimes programados por animais como estes.
Alguém que, além de calar a voz de um dos mais brilhantes jornalistas de sua geração, também quis mandar um recado à sociedade.
Os assassinos – mentores e executores – quiseram dizer à sociedade: estado, segurança, jornalistas, advogados e famílias, que se acham acima do bem e do mal.
O executor, de cara limpa, debochou de todo o Maranhão. Deixou o local do crime como uma espécie de semi-deus, com poderes para decidir sobre a vida e a morte.
Calaram Décio Sá, mas não calaram a imprensa. Mataram, mas não extinguiram a Justiça.
Espera-se respostas imediatas, sob pena de se jogar o estado no ambiente de barbárie.
Basta!!!

“NÃO FAZ ISSO, NÃO!”, AINDA TERIA DITO DÉCIO SÁ APÓS PRIMEIRO TIRO

“NÃO FAZ ISSO, NÃO!”, AINDA TERIA DITO DÉCIO SÁ APÓS PRIMEIRO TIRO

De O Imparcial
Segundo a dona do bar onde Décio Sá foi assassinado, Jackcilene Moreira, o jornalista ainda pediu por clemência ao levar o primeiro tiro. Ele teria levantado o braço e gritado “Não faz isso, não!”.
Testemunhas oculares contam que ao chegar ao bar Estrela do Mar, o blogueiro pediu uma comida e ficou tomando cerveja enquanto esperava, sozinho em uma mesa. O assassino teria entrado, identificado-o e atirado nele pelas costas. As pessoas ficaram apavoradas e saíram correndo. “Era mesa virada pra todo lado, pedaços do cérebro dele espalhados, um horror”, contou Jackcilene.

Ela ainda revelou que o garçom que estava trabalhando no momento está traumatizado, dizendo que não quer mais voltar a trabalhar.

JORNALISTA DÉCIO SÁ É ENTERRADO EM SÃO JOSÉ DE RIBAMAR

JORNALISTA DÉCIO SÁ É ENTERRADO EM SÃO JOSÉ DE RIBAMAR

Do Imirante
SÃO LUÍS – Enterrado por volta das 17h desta terça-feira (24), no cemitério Jardim da Paz, em São José de Ribamar, o corpo do jornalista e blogueiro Décio Sá, que foi assassinado com seis tiros nessa segunda-feira (23), no bar Estrela do Mar, na Avenida Litorânea. Parentes, amigos e colegas de profissão prestaram as últimas homenagens ao jornalista.
O crime
Segundo informações, um homem desceu de uma motocicleta, atravessou a rua e foi até o bar Estrela do Mar, onde o jornalista estava. Para certificar de que era mesmo o jornalista, o assassino foi até o banheiro, próximo da mesa onde Décio se encontrava. Ao sair, atirou seis vezes com uma pistola ponto 40, arma de uso restrito da polícia. Dois disparos atingiram as costas e quatro a cabeça do jornalista. Logo em seguida, o assassino fugiu do local do crime e voltou para a avenida, onde outro homem o aguardava em uma moto.
Em nota, o Governo do Estado lamentou o ocorrido e repudiou a ação, que foi caracterizada como bárbara e cruel. A nota informava, ainda, que estão sendo tomadas todas as providências para a prisão dos assassinos.
Décio Sá tinha 42 anos, era jornalista em O Estado do Maranhãoonde trabalhou durante 17 anos na editoria de política e escrevia também no Blog do Décio, que em cinco anos se tornou um dos mais lidos em todo o Maranhão. Ele deixa uma esposa grávida de dois meses e uma filha de oito anos.

POLÍCIA RODOVIÁRIA PRENDE QUATRO SUSPEITOS DE MATAR DÉCIO SÁ PORTANDO PISTOLA E DINHEIRO

POLÍCIA RODOVIÁRIA PRENDE QUATRO SUSPEITOS DE MATAR DÉCIO SÁ PORTANDO PISTOLA E DINHEIRO

Do Blog do Robert Lobato
Às 14 horas desta terça-feira (24), a Polícia Rodoviária Federal, ao receber uma denúncia do 190M sobre uma moto que havia sido furtada, dirigiu-se a um desvio que fica por trás do Posto de Pedrinhas, no km 14 da BR 135, utilizado por pessoas que evitam passar por fiscalização.
Um veículo Corsa Classic, cor branca, placa de São Luis do Maranhão, com película fumê, com a aproximação da viatura, fez uma manobra brusca, o que levou os policiais a abordarem o veículo.
Nele estavam quatro homens, sendo um deles policial militar reformado, portando uma pistola PT 940, calibre .40, com 20 munições, numeração SCW35191, sem registro, além de R$ 2.446 em dinheiro. A ocorrência está sendo encaminhada para o 12º Distrito Policial, no bairro do Maracanã.

Eles foram levados para serem interrogados. As características dos objetos portados por eles levam à linha de investigação da morte do jornalista Décio Sá, ocorrida na noite da última segunda-feira(23), na litorânea.
Os possíveis suspeitos carregavam uma pistola calibre .40, mesmo calibre da arma que executou o jornalista. 
Além disso, os homens portavam uma alta quantia em dinheiro, que possivelmente poderia ter sido o pagamento para o crime, que teria sido encomendado.

Um ex-policial do Maranhão, identificado por Edmilson dos Santos Freitas (foto ao lado), integra o grupo e dirigia o veículo Corsa Classic, utilizado durante o assalto. Edmilson também é suspeito de envolvimento em latrocínio. 
Além do ex-sargento, foram detidos Marcelo Fernando Silva, Alisson Roberto Pestana, Anderson Fernando Demétrio dos Reis e Damião Ferreira de Oliveira. Uma moto da marca honda também foi apreendida com os cinco.

DÉCIO SÁ

DÉCIO SÁ

Por JM Cunha Santos


Não sei o que escrever. Pela primeira vez não sei o que dizer. Estou puído. Não faço questão de fazer parte dessa humanidade. Se é que isso é uma humanidade. Quem mata gente assim? Quem pode ser tão bárbaro e tão covarde? O que há nas almas deles? Quais são as substâncias que correm nessas veias assassinas?

Convivi tempo demais com Decio Sá, com o repórter sedento de notícias que conheci no jornal “O Imparcial”. Não compreendo. Não sei quem são essas pessoas nem do que elas são feitas, nem porque é tão fácil e necessário matar jornalistas. Estou pasmo, descrente, ferido, estuprado. Estou caindo. Quero continuar caindo. Não é assim que se resolvem as diferenças humanas, pelo menos não deveria ser assim.

Aos sessenta anos estou cansado de conferir cadáveres, estou farto, indigesto de tanta violência, tanto ódio e terror. Estou cansado, simplesmente cansado de ser gente. De querer ser gente e não conseguir. Lamento Décio, lamento muito e profundamente. Por você e por todos nós.

E nada podemos, teus colegas de profissão, te oferecer agora, a não ser essa madrugada silente e insone que os bárbaros sem alma, os filhos de Belzebu, quiseram transformar em horas de horror.

O crime venceu e está vencendo. Vence sempre. Parece que, de repente, ninguém mais obedece às ordens de Deus ou, então, por tanto ser desobedecido, Deus prefere não dar mais ordens a ninguém.

Os que te matam, hoje, matam a liberdade, matam a sociedade e tentam matar uma profissão, enforcar a notícia. Não sei mais o que dizer. Não quero apagar a luz. Não quero a luz. Não quero dormir. Quero que esses assassinos paguem por seu crime. Aqui e no inferno de suas almas. Seja feliz, por favor…

DEPUTADOS MARANHENSES SE PRONUNCIAM SOBRE MORTE DE JORNALISTA

DEPUTADOS MARANHENSES SE PRONUNCIAM SOBRE MORTE DE JORNALISTA

Em pronunciamentos fortes, os deputados estaduais maranhenses lamentaram, nesta terça-feira (24), o assassinato do jornalista Décio Sá, de 42 anos, ocorrido na noite da última segunda-feira (23). Todos externaram pesar à família do jornalista e cobraram imediatas providências da Secretaria de Estado de Segurança Pública, comandada pelo secretário Aluizio Mendes, para elucidar o caso e punir os culpados pelo crime.

Deputado Tatá Milhomem protestou contra assassinato de jornalista
 Por toda a sessão ordinária desta terça-feira (24), ao menos 15, dos 42 parlamentares foram à tribuna e repudiaram a ação criminosa, a maioria deles relacionando o assassinato a crimes de encomenda. “Além de ser um jovem cidadão trabalhador, Décio Sá representava um instrumento da democracia e da liberdade de imprensa, que acabou sendo violada pelos bestiais instintos de ódio e vingança, externados pelo mandante e pelo executor do bárbaro crime. Esta Casa, a Democracia, não funcionam sem uma imprensa livre”, afirmou o deputado Alexandre Almeida (PSD).
Ainda sob o argumento de crime de encomenda, o presidente da comissão temática de Defesa dos Direitos Humanos e Minorias, Bira do Pindaré (PT), lembrou que este e outros casos têm acontecido com freqüência, como o assassinato do líder campesino “Cabeça”, no município de Buriticupu. “Crimes como estes evidenciam que o sistema de segurança do Maranhão está fragilizado”, disse o deputado.
Revolta
Bastante emocionado e revoltado, as palavras mais duras foram pronunciadas pelo deputado Carlos Alberto Milhomem (PSD). “Não podemos continuar a conviver com a pistolagem. A bala assassina, a bala que um miserável, o pústula, pusilânime, um vagabundo qualquer, projetou em cima do Décio, haverá de ter repercussão e eu espero que para melhor. Espero que o Maranhão, como um todo, reflita. E espero que o mandante covarde, aquele que não teve coragem de fazer, aquele que se escondeu na capa do assassino, também seja punido”, desabafou ele.
Durante o pronunciamento, o parlamentar contou ainda que fora acordado por seu irmão, que estaria conversando por telefone com o jornalista Décio Sá no momento em que o crime ocorreu: “Eram mais ou menos 23h, quando fui acordado por um telefonema de meu irmão, que aflito pedia que eu procurasse fazer um contato com o jornalista Décio Sá, porque ele estava conversando com ele no telefone e ele ouviu as detonações e em seguida o telefone ficou mudo. Ele insistiu nas ligações, mas ninguém atendeu. Nesse momento, eu liguei para algumas pessoas e foi quando em mais ou menos cinco, dez minutos depois, me confirmaram já a morte do Décio”, relatou Milhomem.

Do G1

SOLINEY LAMENTA MORTE DE DÉCIO SÁ

SOLINEY LAMENTA MORTE DE DÉCIO SÁ

Ainda da manhã de hoje (24), consternado pela forma cruel da morte do jornalista Décio Sá, o Prefeito de Coelho Neto Soliney Silva – PSD lamentou o ocorrido.
Em sua fala, Soliney disse que a imprensa do Maranhão estava de luto e que a liberdade de expressão tinha sido atingida da maneira mais cruel, vitimando quem exerceu com maestria a vida toda o direito da imprensa livre.
“Não foi a toa que Décio se tornou uma das referências do jornalismo maranhense, ao contrário, foi à custa de muito sacrifício e esforço pessoal. Acompanho seu trabalho desde o tempo em que era deputado e era fácil encontrá-lo nos corredores da Assembléia sempre no faro da notícia e na busca pela informação. Lamentamos essa fatalidade confiantes de que justiça será feita e que esse crime não ficará impune”, disse ele.
Em sua fala, Soliney se mostrou confiante na força da Polícia e no aparato da Secretaria de Segurança Pública do Estado para que o fato seja desvendado. 
“Acredito no esforço do Secretário de Segurança Pública Aluísio Mendes e na competência da força policial envolvida na elucidação desse crime que chocou o nosso Estado. É determinação do Presidente do Senado José Sarney, da governadora Roseana e toda a classe política do Maranhão que os criminosos se tornem conhecidos, para que presos, possam pagar pela crueldade que cometeram”, finalizou o Prefeito.

DÉCIO SÁ: VÍTIMA DA INTOLERÂNCIA

DÉCIO SÁ: VÍTIMA DA INTOLERÂNCIA

Do Blog do Robert Lobato
Escrever num ambiente de choque e terror não é fácil. Tentarei.
A execução sumária do jornalista Dácio Sá é mais do que uma violência contra um ser humano, um profissional, pai de família ou um bom parceiro de conversas e “agendas” regadas com um bom chope gelado.
A execução é um recado a todos os profissionais de comunicação. Os mandantes do assassinato de Décio avisam o seguinte: se matamos o principal jornalista de vocês, se tiramos a vida do blogueiro mais acessado do Maranhão, fiquem com a barba de molho daqui para frente porque qualquer um pode se dá mal.
Um acinte ao Estado de Direito, um deboche ao jornalismo investigativo, mas, sobretudo, uma chacota sinistra ao grupo Sarney, a quem Décio Sá foi principal porta-voz na blogosfera maranhense. Daí necessidade urgente em apurar se agentes do aparelho do Estado não estam envolvido nisso.
Afirmar que violências do tipo só acontecem no Maranhão é vitimizar o nosso estado meramente por questões políticas, até porque coisas iguais ocorrem nos grandes centros do país, onde magistrados, jornalistas, políticos etc, também pagam com a própria vida o exercício apaixonado das suas profissões.
No mais, nenhum equívoco ou excesso praticado por Décio justifica tamanha barbárie, mas com certeza esse crime hediondo deve remeter a todos nós uma série de reflexões sobre a forma de fazer jornalismo no Maranhão, inclusive na blogosfera.