DEPUTADOS MARANHENSES SE PRONUNCIAM SOBRE MORTE DE JORNALISTA

DEPUTADOS MARANHENSES SE PRONUNCIAM SOBRE MORTE DE JORNALISTA

Em pronunciamentos fortes, os deputados estaduais maranhenses lamentaram, nesta terça-feira (24), o assassinato do jornalista Décio Sá, de 42 anos, ocorrido na noite da última segunda-feira (23). Todos externaram pesar à família do jornalista e cobraram imediatas providências da Secretaria de Estado de Segurança Pública, comandada pelo secretário Aluizio Mendes, para elucidar o caso e punir os culpados pelo crime.

Deputado Tatá Milhomem protestou contra assassinato de jornalista
 Por toda a sessão ordinária desta terça-feira (24), ao menos 15, dos 42 parlamentares foram à tribuna e repudiaram a ação criminosa, a maioria deles relacionando o assassinato a crimes de encomenda. “Além de ser um jovem cidadão trabalhador, Décio Sá representava um instrumento da democracia e da liberdade de imprensa, que acabou sendo violada pelos bestiais instintos de ódio e vingança, externados pelo mandante e pelo executor do bárbaro crime. Esta Casa, a Democracia, não funcionam sem uma imprensa livre”, afirmou o deputado Alexandre Almeida (PSD).
Ainda sob o argumento de crime de encomenda, o presidente da comissão temática de Defesa dos Direitos Humanos e Minorias, Bira do Pindaré (PT), lembrou que este e outros casos têm acontecido com freqüência, como o assassinato do líder campesino “Cabeça”, no município de Buriticupu. “Crimes como estes evidenciam que o sistema de segurança do Maranhão está fragilizado”, disse o deputado.
Revolta
Bastante emocionado e revoltado, as palavras mais duras foram pronunciadas pelo deputado Carlos Alberto Milhomem (PSD). “Não podemos continuar a conviver com a pistolagem. A bala assassina, a bala que um miserável, o pústula, pusilânime, um vagabundo qualquer, projetou em cima do Décio, haverá de ter repercussão e eu espero que para melhor. Espero que o Maranhão, como um todo, reflita. E espero que o mandante covarde, aquele que não teve coragem de fazer, aquele que se escondeu na capa do assassino, também seja punido”, desabafou ele.
Durante o pronunciamento, o parlamentar contou ainda que fora acordado por seu irmão, que estaria conversando por telefone com o jornalista Décio Sá no momento em que o crime ocorreu: “Eram mais ou menos 23h, quando fui acordado por um telefonema de meu irmão, que aflito pedia que eu procurasse fazer um contato com o jornalista Décio Sá, porque ele estava conversando com ele no telefone e ele ouviu as detonações e em seguida o telefone ficou mudo. Ele insistiu nas ligações, mas ninguém atendeu. Nesse momento, eu liguei para algumas pessoas e foi quando em mais ou menos cinco, dez minutos depois, me confirmaram já a morte do Décio”, relatou Milhomem.

Do G1

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