E por falar em in-segurança…

População de Coelho Neto vive dias de assombro com os números da violência, que cresce diante de um aparato de segurança que também tem suas deficiências.

Editorial

Basta abrir a rede social para no depararmos com algum relato de pessoas vítimas da violência em Coelho Neto.

Assaltos e roubos dos mais diversos tem sido a tônica de uma cidade que já foi pacata, mas cuja população hoje se vê refém em não poder sair da própria casa.

Contrariando a lógica, o cidadão de bem se vê obrigado a viver trancado, enquanto os bandidos agem nas ruas procurando a próxima vítima. Pior do que isso é saber da ousadia com que esses fatos lamentáveis acontecem, seja de dia, seja de noite.

Mesmo assim não podemos reclamar da nossa polícia. Eles tem sido heróis no dia a dia, principalmente agora, quando muitas vezes sequer dispõem de combustível para fazer uma ronda, em decorrência da suspensão de uma parceria que havia com a Prefeitura.

Talvez seja por saber dessa deficiência da polícia, que os números da violência cresceram tanto nos últimos dias.

As mensagens instantâneas via whatsapp nessa hora são utilizadas para espalhar o terror e muitas vezes passar para frente, casos que sequer ocorreram, onde não se cita nomes, não se fazem referência a pessoas e a notícia fica na base do disse-que-me-disse.

A implantação da Unidade Tática das Cidades – UTC feita pelo Governo do Estado na última quinta (22), não tinha o objetivo de estancar a violência de imediato. A simbologia do ato perpassa a entrega de uma viatura com policiais e vai mais longe, pois representa uma primeira resposta do Governo do Estado ao “pedido de socorro” feito pelo prefeito eleito Américo de Sousa (PT), logo após a eleição.

A UTC de acordo com a sua própria concepção, vem para ser mais um aliado nessa luta de combate à criminalidade. Aliado a isso foi anunciada a doação de mais uma viatura que para funcionar, precisa de condições. Temos as peças, mas algo precisa ser feito para que a engrenagem funcione a contento.

Lamentavelmente, um ação de bandidos na noite do mesmo dia dessa solenidade, fez com que alguns se utilizassem da triste ocorrência para descarregar suas frustrações eleitoreiras pelos poros.

Não se corrige uma deficiência como essa do dia para a noite. Se percebe desejo pessoal do novo governo em fazer frente a esse déficit e o ato com a presença da cúpula da Segurança Pública serviu para mostrar que uma força conjunta está sendo contruída para atuar frente a essa problemática.

A população – com razão – está revoltada com o clima de insegurança.

Ms é preciso reforçar e admitir a disposição do novo prefeito em dar as devidas respostas a tantos reclames nessa área, com ações a curto, médio e longo prazo.

*Contato da Superintendência da Polícia Civil do Interior para denúncias sobre assaltos, sequestros e drogas (98) 99214 9041

Médica de Coelho Neto pode responder sindicância por cobrir plantões de colegas em greve…

Médicos da UPA de Coelho Neto paralisaram por atraso nos pagamentos

A médica Dra Gemma Galgane pode responder a uma sindicância no Conselho Regional de Medicina – CRM, por está cobrindo plantões no lugar dos médicos da UPA que estão em greve por atraso no pagamento dos salários.

De acordo com uma publicação nas redes sociais, a médica foi advertida pelo próprio presidente do CRM do Maranhão Dr. Abdon Murad.

A seguir a integra da advertência:

Dra Gemma, boa tarde!

Quem lhe envia esta mensagem é seu colega, Abdon Murad, Presidente do CRM MA. Informo-lhe que a Sra. está infringindo Artigo do Código de Ética Médica, assumindo lugar de colegas que não receberam pagamento por seus trabalhos realizados no município de Coelho Neto, o que diminui a força dos colegas, no sentido de receberem seus honorários.

Diante do exposto, o CRM solicita que V Sa. se afaste do local em que está prestando serviço, a fim de que evite a abertura de um Sindicância no CRM, por infringir o Código de Ética Médica do Conselho Federal de Medicina.

Ficarei no aguardo.

Abdon Murad

Feliz Natal! Votos de Antônio Pires e Liza Pires

Feliz Natal! Por Vereadora Cristiane Bacelar

Belezinha confessa crime, ataca Zé Inácio e sonha com nova eleição…

Foto: Blog do William Fernandes

Do Blogue do Braga

A ainda prefeita de Chapadinha, Ducilene Belezinha (PRB), esteve na tarde desta sexta-feira (23) no programa Direito ao Assunto, da rádio Mirante AM, em longa entrevista na qual falou sobre diversos assuntos. Seguem algumas considerações:

“Eu dei a nota, né”

Na tentativa de atacar o prefeito eleito, Dr Magno Bacelar, Belezinha acabou se incriminando. Ao falar do seu zelo com o dinheiro público, ela se disse muito diferente de gestões anteriores, nas quais os recursos de obras eram sacados por meio de notas frias. Como ela sabe disso? Era ela mesmo quem dava as notas fiscais por meio das suas empresas.

“Eu dei a nota, né. Eles compravam material lá, eu dei uma nota de R$ 147 mil naquela época, 2007, por aí, 2008. Dei essa nota e depois eu recebi a Polícia Federal na minha loja querendo saber se eu tinha reformado, eu disse não, apenas dei a nota”, declarou na maior naturalidade.

Zé Inácio esqueceu Chapadinha

Belezinha não mediu palavras para atacar o ex-aliado Zé Inácio. Segundo a prefeita, a única promessa que o deputado teria feito a Chapadinha ele não cumpriu. A prefeita o acusou de vender a ilusão de uma emenda no valor de R$ 500 mil para equipar a UPA (Unidade de Pronto Atendimento), mas o dinheiro nunca foi enviado e ele nunca se empenhou para que o governo do estado liberasse o recurso. “Ele esqueceu Chapadinha, deve lembrar de novo em 2018, né”, disse.

Graças ao apoio de Belezinha, Chapadinha foi o município que deu a maior votação para a eleição de Zé Inácio em 2014 (6402 votos) e a maior retribuição foi a intervenção da direção nacional, orquestrada pelo seu gabinete, que deu o PT cartorialmente para a coligação de Belezinha 2016, mas ele não apareceu na campanha e, segundo a própria, nem atende mais os telefonemas dela.

Belezinha, a perseguida

Engana-se quem acha que Belezinha é perseguidora. É nada! Nas palavras dela, ela é quem foi perseguida por professoras concursadas que queriam receber sem trabalhar. Uma delas seria a professora que denunciou a tentativa de compra de votos do articulador político Aluísio Santos.

Sobre o mérito da denúncia que pode deixá-la inelegível, a prefeita não se explicou.

A mesa é dela e ninguém mexe

De todas as lições que a prefeita poderia ter nos quatro anos do mandato, a que ela disse ter aprendido foi a importância de ter o presidente e a mesa diretora da Câmara alinhados com ela. Para conseguir isso, Belezinha defende que os nove vereadores eleitos pelas suas coligações entrem em consenso por um dos seus nomes e eleja a direção do Legislativo apenas com aliados seus. “Elegemos nove, não precisamos dos outros seis”.

“Daqui a três meses, quem sabe…”

Pode parecer brincadeira, mas Belezinha ainda guarda esperança de voltar à prefeitura antes de 2020.

Para isso, ela conta primeiro com uma improvável declaração de inconstitucionalidade da lei que passou a obrigar a realização de novas eleições sempre que um prefeito eleito seja cassado.

Depois disso, segundo seu cálculo, a candidatura de Magno Bacelar ainda seria cassada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), contra as decisões já tomadas nas primeira e segunda instância. Em até três meses ela poderia estar de volta. É muita fé para quem tem perdido todas na Justiça.

Mas e se Magno for cassado e tiver nova eleição? Ela já anunciou que seria candidata porque não poderia abandonar os 16 mil eleitores que votaram nela e que, segundo a própria, já seriam hoje bem mais de 16 mil.

Então tá.