Reação do governo escancara as fragilidades na Saúde de Coelho Neto…

Cristiane Bacelar tomando vacina da influenza: desgaste inevitável. Foto: João de Sousa

Bastou uma simples postagem denunciando o fracasso de Coelho Neto nas ações de cobertura vacinal para o governo ensaiar uma defesa que acaba por expor ainda mais os problemas na pasta. O município não negou por exemplo que das 04 (quatro) coberturas avaliadas o município só conseguiu êxito em 01 (uma), deixando as demais sem resposta satisfatória.

O que está por trás disso? Muita coisa, desde a falta de logística necessária para a mobilização, passando pelo déficit no número de agentes de saúde e chegando no setor de sistemas da Secretaria de Saúde que abriu de mão de obra local qualificada, para importar profissionais de outros lugares sem qualquer necessidade.

Se o município não consegue êxito numa simples ação preventiva vai avançar em que mesmo? No alto do pedestal que a impede de assimilar as críticas, a secretária de Saúde Cristiane Bacelar ao invés de andar especulando quem nos passou a informação deveria repensar a forma que tem gerido sua pasta.

Ontem (06), um dentista de renome na cidade precisou entregar o cargo porque não aguentou as condições humilhantes que a gestão tem submetido os profissionais em todas as áreas. Na semana passada outros técnicos também saíram e isso passou a ser uma constante. A má fama da forma que a Secretaria de Saúde de Coelho Neto trata servidores já está longe e ultrapassou as fronteiras.

Na reação do governo para tentar passar que a secretaria funciona a contento diz que o governo encontrou vários problemas e dívidas em atraso, mas não conta que a mesma deu um calote nos servidores que prestaram serviço em dezembro e usou esse recurso de forma irregular para pagar a folha de janeiro.

E ao contrário do que prega o governo o que passou a incomodar não foi o bom desempenho da secretária, ao contrário, foi a falta deste. A gestão está engessada, é centralizadora e impõe uma política humilhante a servidores. Todas as críticas são averiguadas, funcionários são perseguidos e a política de saúde virou “Casa da Mãe Joana”.

Isso sem falar na terceirização de simples exames laboratoriais, postos de saúde com estrutura física comprometida, cota insuficiente de exames para gestantes, Programa Saúde da Família com estrutura logística comprometida, transparência zero na administração dos recursos, desmonte do Centro de Imagem e tantos outros problemas que ilustram “os frutos da árvore”.

Quiséssemos nós que a secretária e o prefeito de fato estivessem trabalhando… Quem dera!

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