A OPOSIÇÃO E DRA. ROSÂNGELA CURADO

A OPOSIÇÃO E DRA. ROSÂNGELA CURADO

Durante todo o período eleitoral o então candidato Soliney Silva-PSDB escolheu a Saúde como carro-chefe de seus palanques. Para essa escolha se atribui dois motivos: o fato de ser vítima de uma doença degenerativa que lhe causa enormes transtornos (e que o torna mais sensível ao sofrimento das pessoas) e o segundo as grandes reclamações da população por falta de grandes investimentos dos governos anteriores nessa área.

Eleito, Soliney tratou de correr atrás de uma técnica de renome que tivesse as condições de assumir os enormes desafios da pasta. Após recomendações do colega Deputado Estadual Antonio Pereira-DEM, o prefeito eleito teve a primeira conversa com a ainda Secretária de Saúde de Imperatriz Dra. Rosângela Curado. Na sua exposição de motivos, fez questão de mostrar para ela o tamanho da preocupação que lhe pertubava o sono. Após inúmeros contatos a dentista resolveu aceitar o convite de conhecer a política de saúde no município e voltou desolada. Na conversa com Soliney, disse que os problemas eram maiores que imaginava e mostrou ao Prefeito que as ações seriam realizadas de maneira paulatina e com necessidade de grandes investimentos financeiros.

Desde que assumiu a Secretaria de Saúde, Dra. Rosângela procurou atuar no planejamento e na busca de resultados diretos e concretos. No entanto é só buscar a racionalidade para perceber que Rosângela é secretária não é mágica. Por mais que tivesse vontade jamais conseguiria corrigir erros de décadas em apenas dois anos. E ai está a ponta do iceberg. Desesperados em atacar o Prefeito Soliney Silva-PSDB, a oposição escolheu os problemas da saúde como maneira de denegrir a imagem do governo. Uma ala da “má oposição” resolveu ignorar os avanços e estão atacando apenas os problemas. Não se esconde que a saúde ainda tem problemas, alguns deles muitos graves no entanto, os investimentos continuam sendo feitos e a equipe imbuida para resolver tais problemas.

O Sistema Único de Saúde – SUS, sofre de problemas em todo o país. Será que essa ala da oposição de Coelho Neto não tem assistido o telejornal. Crianças morrendo na capital São Luís por falta de UTI, paciente de cidades vizinhas que aguardam a chegada de ambulância de outros municípios para transportar seus pacientes, a capital do Piauí se recusando a receber pacientes do Maranhão e tantas outras barbaridades. Nas notícias mais recentes municípios adulterando o sistema do SUS com atendimentos forjados (prejudicando os que agem corretamente), médicos do PSF trabalhando mais de 24 horas por dia (não me pergunte como), o Hospital Aldenora Bello que trata de pacientes de câncer no Maranhão se recusando a receber doentes, enfim estamos apenas lembrando que o problema da saúde é nacional. É questão de investimento!

Como já disse a saúde em Coelho Neto também tem seus problemas mas causa o espanto como a forma que a oposição encara a Secretária de Saúde. Medo? Preocupação realmente? Inveja? Rosângela foi Secretária da segunda maior cidade do Maranhão com investimentos a altura da cidade que comandava. Aqui está tentando operar um milagre com a escassez dos recursos que cai nas contas para as inúmeras demandas que aqui existem. Se a Casa de Saúde atendesse apenas pacientes de nosso município a Central de Marcação de Consultas teria uma outra realidade. A procura está maior do que a oferta e não teria como não nos deparamos com tanta gente atrás dos serviços. Temos um Hospital Municipal atuando como Hospital Regional e não recebendo da forma que deveria para atender tais procedimentos. No entanto, Dra. Rosângela não tem descansado e corrido atrás de formas alternativas para melhorar a rede de atendimento do SUS na cidade. É um duelo difícil!

Além de apontar os problemas da saúde a oposição tem uma outra missão disfarçada: desgastar e atingir a imagem de Dra. Rosângela Curado. Acostumada em ter seus bons feitos reconhecidos, ela segue firme no objetivo que lhe trouxe, de colocar a saúde do município em outro patamar. Enquanto a oposição estrebucha apelando para o denuncismo barato e escondido nos panfletos anônimos feitos por aqueles que não tem moral de aparecer, Dra. Rosângela continua e como toda boa evangélica confiante no princípio de que após a tempestade vem a bonança. Talvez seja esses os motivos dela incomodar tanto!!

FOTO-FOFOCA: ORGANIZANDO

FOTO-FOFOCA: ORGANIZANDO

A 1ª. Dama Suely Silva esteve reunida ontem (13) com membros da Secretaria de Assistência Social para definir as estratégias para distribuição das 4.000 (quatro mil) cestas básicas que serão entregues a população no período da Semana Santa.

Por delegação do próprio marido e Prefeito Soliney Silva-PSDB, a 1ª. Dama deverá monitorar de perto a distribuição das senhas, bem como o recebimento por parte das famílias carentes. A Secretária de Assistência Social Albertina Tavares também esteve presente na reunião.

EX-PRESIDENTE DA CÂMARA DE AFONSO CUNHA NA LISTA DE INADIMPLENTES

O Pleno do TCE decretou na sessão desta quarta-feira (13) a inadimplência dos prefeitos, presidentes de câmaras municipais e gestores estaduais que não entregaram suas prestações de contas ao órgão dentro do prazo legal. Apesar de o encerramento do prazo ter sido às 18h do último dia 4, o tribunal excluiu da lista os gestores que entregaram suas contas até às 8h30 do dia 13 mediante o pagamento de multa.

Neste ano, a Corte de Contas registrou o maior índice de comparecimento de gestores públicos de sua história, especialmente em relação aos prefeitos. Apenas 5% deixaram de entregar suas contas até o dia 04 de abril.

Os prefeitos inadimplentes junto ao TCE em relação ao exercício de 2010 são: Ludmila Almeida Silva Marinho (Brejo de Areia), Francisco Xavier Silva Neto (Cajapió), Olivar Lopes Melo (Lago Verde, no período de fevereiro a agosto de 2010), Vagno Pereira, o Banga (Serrano do Maranhão) e Domingos Savio Fonseca Silva (Turilândia).

Em um total de 31, os presidentes de câmara inadimplentes junto ao TCE são: Francisco Lima dos Santos (Afonso Cunha), José de Jesus da Conceição Nascimento (Belágua), Janilson Vieira Alves (Belágua), Edson Ferreira Cunha (Bequimão), Levi da Silva França (Bom Jesus das Selvas), Aurélio Rodrigues Matos Filho (Cachoeira Grande), Raimundo José Rego Amaral (Cantanhede), José Maria Espindola de Amorim (Centro Novo), Ataíde Sampaio (Cidelândia), João de Deus Amporim Lopes (Cururupu), Alexandre Carvalho Costa (Dom Pedro), Valdir da Silva Matos (Jatobá), João Ribeiro Fidélis (Lago dos Rodrigues), Francisco de Assis Vieira Sousa (Marajá do Sena), Ferdinando Araújo Coutinho (Matões), Antonio Alves da Costa (Nova Colinas), José Alberto Lopes Sousa (Nova Olinda do Maranhão), Luis Carlos Costa Rocha (Paulino Neves), Teresinha de Jesus Ribeiro Lobato (Pedro do Rosário), José Claudio Correa (Pirapemas), Hilton Belo Torres Martins (Presidente Sarney), Carlos Magno Cabral Nazar (Rosário), Hermes Tercílio dos Santos (Santa Filomena do Maranhão), Odair José Oliveira Costa (Santa Quitéria do Maranhão), Regis Amador Faria (Santana do Ma), Carlos André dos Santos (São Bernardo), Walmek Avelar Rodrigues Cardoso (São Domingos do Maranhão), Raimundo Oliveira de Andrade Filho (São Luís Gonzaga), Hermínio Pereira Gomes Filho (Serrano do Ma), Antonio José Rocha Diniz (Tutóia) e Gerardo Amélio Rodrigues Filho (Urbano Santos).

O único gestor estadual inadimplente é Edmilson dos Santos, responsável pelas contas do Fundo Estadual de Assistência Social e da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social. No âmbito do Tribunal, a conseqüência imediata da aprovação da lista é a decretação da Tomada de Contas Especial dos inadimplentes nas três esferas de sua jurisdição. Por meio desse mecanismo, o Tribunal se desloca até o órgão cujo gestor descumpriu o dever de prestar contas com o objetivo de analisar e emitir parecer ou julgamento sobre as contas sonegadas.

Além disso, a lista é encaminhada à Procuradoria Geral de Justiça, Procuradoria da República, ao Tribunal Regional Eleitoral, ao Tribunal de Contas da União, às Câmaras Municipais e ao Governo do Estado do Maranhão para as providências cabíveis em cada caso.

(As informações são do TCE)

OBRIGADO PELAS MAIS DE 50.000 MIL VISITAS

OBRIGADO PELAS MAIS DE 50.000 MIL VISITAS

O Blog Língua Solta nasceu há dois anos e quatro meses, em meio à onda da blogosfera que tomava conta da rotina de tanta gente e que hoje se tornou o principal meio de comunicação de dezenas de pessoas. Em Coelho Neto o Língua Solta foi o primeiro a surgir e abriu espaços para que outros blogs ao longo do tempo fossem sendo criados. Nesse intervalo, o blog foi conquistando inúmeros adeptos cujos assuntos aqui debatidos se tornaram tema de conversa das principais rodas, especificadamente as que tratam de política.

Com conteúdo na sua maioria voltados a cidade de Coelho Neto, o blog conquistou muita gente: os que gostam e os que “espiam” apenas para criticar. Não importa. Aqui expomos nosso ponto de vista e estimulamos o debate. Muitos se encontram nessa realidade e se sentem parte desse mundo de informação.

Desde a sua criação, o blog já existe há 28 meses. Numa recente avaliação nas estatísticas medidas pelo próprio blog que é diferente do contador exibido na tela do lado direito, podemos constatar que em 11 meses em que as estatísticas são medidas, possuímos exatos 51.144 visitas. (foto) Um número recorde se constatarmos a nossa realidade e que 17 meses ficaram sem ser registrados por conta da ferramenta de estatística ser nova no blog.

Talvez seja por isso que estamos crescendo tanto, tão rápido e em um curto espaço de tempo. Com isso agradamos uns e desagradamos outros. De qualquer forma agradecemos a todos pelo reconhecimento e como dizia Pedro Bial vai um conselho: continuem espiando! Muito Obrigado!

FOTO-FOFOCA: MÁRCIO NO PPS

FOTO-FOFOCA: MÁRCIO NO PPS

O período de filiações partidárias já começou e dezenas de pessoas se movimentam em buscar o partido que melhores condições lhe oferecem. No início desse mês o Secretário de Transportes de Coelho Neto Márcio Almeida Lobo já definiu o PPS como sua legenda partidária e já teve sua filiação abonada pelo Presidente do partido José Orlando. Márcio Almeida disse que se sentiu a vontade com o convite do PPS e espera contribuir com o fortalecimento do partido no município.

PROBLEMA NA SUBESTAÇÃO DA ELETRONORTE EM COELHO NETO CAUSOU FALTA DE ENERGIA EM 27 MUNICÍPIOS DO MARANHÃO

PROBLEMA NA SUBESTAÇÃO DA ELETRONORTE EM COELHO NETO CAUSOU FALTA DE ENERGIA EM 27 MUNICÍPIOS DO MARANHÃO

A interrupção no fornecimento de energia elétrica que aconteceu na noite do dia 11 de abril, entre 19 horas e 34 minutos e 19 horas e 47 minutos atingindo 121.570 unidades consumidoras nos municípios de Milagres do Maranhão, Santa Quitéria do Maranhão, Buriti, Brejo, Barreirinhas, Urbano Santos, Vargem Grande, São Benedito do Rio Preto, Mata Roma, Chapadinha, Anapurus, Nina Rodrigues, Coelho Neto, Afonso Cunha, Aldeias Altas, Caxias, Duque Bacelar, Humberto de Campos, Santo Amaro do Maranhão, Morros, Icatu, Primeira Cruz, São Bernardo, Santana do Maranhão, Paulino Neves, Tutóia, Belágua, foi motivada por problemas na Subestação de Coelho Neto, de responsabilidade da ELETRONORTE.

Durante todo o período, a Diretoria de Distribuição da CEMAR manteve contato com a Direção Regional da ELETRONORTE, até o restabelecimento total do fornecimento da energia elétrica para as localidades atingidas. Esta é a segunda vez, somente este mês, que municípios maranhenses ficam sem energia elétrica por problemas no suprimento da ELETRONORTE que, nesta ocorrência, interrompeu o fornecimento às subestações da CEMAR em Chapadinha, Coelho Neto, Urbano Santos, Santa Quitéria, Periá, Palestina, Brejo e Barreirinhas. (Do Blog do Raymundo José)

Assessoria de Imprensa da CEMAR

OS PONTOS DA REFORMA POLÍTICA JÁ APROVADOS PELA COMISSÃO

OS PONTOS DA REFORMA POLÍTICA JÁ APROVADOS PELA COMISSÃO

Brasília – O presidente do Senado, José Sarney, informou que vai receber, na próxima quarta-feira (13), do presidente da Comissão de Reforma Política, senador Francisco Dornelles (PP-RJ), o relatório final com os 12 temas aprovados pelo colegiado. Segundo Sarney, a própria comissão terá mais 30 dias, a partir da entrega do documento, para formular proposições sobre os assuntos examinados. – Eu pretendo dar mais 30 dias para que eles formulem decisões por meio de projetos de lei ou de [propostas] de emendas constitucionais. É uma vontade que nós estamos tendo da classe política, dos senadores, para enfrentar esse problema e tentar resolvê-lo – assinalou.

Ao ser indagado sobre a possibilidade das mudanças entrarem em vigor apenas em 2014, e não em 2012, como a imprensa chegou a cogitar, Sarney disse que o “mais importante é que se caminhe, e não se fique parado nesse assunto”.

Sarney explicou ainda que a proposta de reforma política será examinada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) antes de chegar ao plenário. Após 45 dias de funcionamento, a Comissão da Reforma Política encerrou seus trabalhos na quinta-feira (7) e, conforme Dornelles, prevaleceu a vontade da maioria sobre os 12 pontos debatidos. Veja os principais pontos:

Lista Fechada

O eleitor escolheria uma sigla e então apertaria na urna eletrônica apenas os dois dígitos do partido que poderia melhor representá-lo. A decisão de quem seria eleito ficaria por conta da estrutura burocrática de cada legenda, que apresentaria o nome de parlamentares, respeitando também a cota de gênero, aprovada pela comissão – a lista deverá ter 50% de homens e 50% de mulheres. Também foi aprovado o fim das coligações nas eleições para esses cargos.

Outras mudanças foram também apreciadas pela comissão. Veja como elas podem afetar, na prática, a vida do eleitor:

Suplente de senador

A proposta prevê que um senador teria apenas um suplente, que não poderá ser cônjuge ou parente consanguíneo ou afim, até segundo grau ou por afinidade, do titular. O suplente assumiria apenas para substituir temporariamente o titular. Em caso de afastamento permanente, por renúncia ou morte, haveria eleição no pleito seguinte, sendo geral ou municipal. Hoje, um senador é eleito com dois suplentes, que podem substituí-lo imediatamente em casos como renúncia ou morte. Data de posse de presidente, governadores e prefeitos – A posse de prefeitos e governadores seria no dia 10 de janeiro e a de presidente passaria para o dia 15 de janeiro. Todas essas mudanças só valeriam a partir de 2014.

Voto

O voto continua a ser obrigatório.

Reeleição

Fim da reeleição, com mandato de cinco anos para os executivos municipais, estaduais e federal. Hoje, é permitida a reeleição, nos executivos, de um político por dois mandatos, cada um de quatro anos.

Financiamento de Campanha

Aprovado o financiamento exclusivamente público das campanhas para todos os cargos do Executivo e Legislativo. O atual sistema é misto: as campanhas são financiadas com recursos privados e os partidos ganham dinheiro público por meio do fundo partidário. Foi proposto ainda um limite de gastos para as campanhas eleitorais. Os senadores, no entanto, não fixaram o valor desse limite.

Candidatura Avulsa

A Comissão da Reforma Política do Senado aprovou a possibilidade de candidaturas avulsas – ou seja, sem filiação partidária – nas eleições para prefeitos e vereadores. Mas os candidatos sem partido terão que obter, pelo menos, o apoio de 10% dos eleitores de sua cidade para registrar a candidatura.

Janela Partidária

Foram mantidas as atuais regras que exigem a fidelidade partidária – acabando com a aspiração de parlamentares de criação da chamada “janela partidária”, que permitiria a troca de partido às vésperas das eleições. Os senadores concordaram em manter a regra atual, onde o mandato pertence ao partido e a saída só pode ocorrer em casos especiais, como criação de uma nova sigla – manobra adotada pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, para deixar o DEM e criar o PSD.

Consulta popular sobre o sistema eleitoral

Será organizado um referendo para que os brasileiros possam dizer se concordam ou não com a reforma proposta pelos congressistas.

(Com informações da Agência Senado e O Globo).

ESSE ARTIGO VAI PARA O $INTASP E COMPANHIA: HORA DE PEITAR OS SINDICATOS

“Antes que a patrulha trate de pôr palavras na minha boca, eu me adianto. Não sou contra a existência de sindicatos, mas acho que eles devem ser vistos como defensores de seus próprios interesses. Seu peso no discurso público deve ser temperado por essa realidade “

Luis Cleber

Manifestação sindical A luta dos manifestantes não melhora em nada a qualidade da educação. Ao contrário, o ensino sofre com os atentados ao mérito

Quando se fala sobre a política da saúde em relação ao tabagismo, os representantes dos fabricantes de cigarro raramente são trazidos para o debate. Essa exclusão não se dá pelo seu desconhecimento da questão, já que eles claramente conhecem o produto mais do que a maioria de seus interlocutores, nem porque haja algum preconceito contra essas pessoas — entendemos que elas estão fazendo esse trabalho para sustentar suas famílias, e não por um desejo de matar milhões de pessoas por ano. Desconsideramos suas opiniões porque sabemos que elas não terão em mente o bem público, mas única e exclusivamente o ganho de sua empresa. São parte interessada na questão e, portanto, sabemos que seu julgamento será influenciado por vieses potencialmente conflitantes com o interesse comum. Na área da educação, que é tão importante quanto a da saúde, não é assim. Se você tem frequentado a imprensa brasileira nas últimas décadas, sua visão sobre educação será provavelmente idêntica à dos sindicatos de professores e trabalhadores em educação. Você deve achar que o país investe pouco em educação, que os professores são mal remunerados, que as salas de aula têm alunos demais, que os pais dos alunos pobres não cooperam, que deficiências nutritivas ou amorosas na tenra infância fazem com que grande parte do alunado seja “ineducável” e que parte do problema da nossa educação pode ser explicada pelo fato de que as elites não querem um povão instruído, pois aí começarão os questionamentos que destruirão as estruturas do poder exploratório dessas elites. Não importa que todas essas crenças, exceto a última, sejam demonstravelmente falsas quando se cotejam décadas de estudos empíricos sobre o assunto (a última não resiste à lógica). Todas elas vêm sendo defendidas, ad nauseam, pelas lideranças dos trabalhadores da educação. E, como são muito pouco contestadas, acabaram preenchendo o entendimento sobre o assunto no consciente coletivo, e já estão de tal maneira plasmadas na mente da maioria das pessoas que todas as evidências apresentadas em contrário são imediata e automaticamente rechaçadas. É como se ainda negássemos a ligação entre o cigarro e o câncer de pulmão. A sociedade brasileira parece não reconhecer que os sindicatos de professores pensam no bem-estar de seus membros, e não no da sociedade em geral. Incorporamos a idéia de que o que é bom para o professor é, necessariamente, bom para o aluno. E isso não é verdade. Cada vez mais a pesquisa demonstra que aquilo que é bom para o aluno na verdade faz com que o professor tenha de trabalhar mais: passar mais dever de casa, mais testes, ocupar de forma mais criativa o tempo de sala de aula, aprofundar-se no assunto que leciona. E aquilo que é bom para o professor — aulas mais curtas, maior salário, mais férias, maior estabilidade no emprego, maior liberdade para montar seu plano de aulas e para faltar ao trabalho quando for necessário — é irrelevante ou até maléfico para o aprendizado dos alunos. É justamente por haver esse potencial conflito de interesses entre a sociedade (representada por seus filhos/alunos) e os professores e funcionários da educação que o papel do sindicato vem ganhando importância e que os sindicatos são tão ativos politicamente, convocando greves, passeatas, manifestando-se publicamente com estridência etc., da mesma maneira que a indústria tabagista ou de bebidas faz mais lobby do que, digamos, os fabricantes de fralda. Uma das razões que tornam os sindicatos tão poderosos é que eles funcionam. Estudo do fim da década de 90 mostrou que, entre os professores brasileiros, a sindicalização era o fator mais importante na determinação do seu salário: os filiados tinham salários 20% mais altos que os independentes. Outras pesquisas sobre o papel do sindicato dos professores trazem resultados curiosos. Estudo de um economista de Harvard tentando entender o porquê da queda da qualidade das pessoas que optaram pela carreira de professor nos EUA entre 1961 e 1997 encontrou dois fatores: um deles, que explica três quartos do problema, era a crescente sindicalização dos professores, causando compressão salarial (o outro fator era a emancipação feminina, já discutida aqui em artigo anterior). Quando um sindicato se “adona” de uma categoria, a tendência é que os salários de seus membros deixem de ser um reflexo de seu mérito individual e passem a ser resultado de seu pertencimento a alguma categoria que possa ser facilmente agregável e discernível — como ter “x” anos de experiência ou ter feito uma pós-graduação, por exemplo —, pois só assim é possível estabelecer negociações salariais coletivas, para milhares de membros. E só com negociações coletivas é que se torna possível a um sindicato controlá-las. Talvez seja por isso que os aumentos salariais tenham se provado ferramenta tão ineficaz na melhoria da qualidade da educação: as pessoas mais competentes parecem não fugir do magistério pelo fato de o salário ser alto ou baixo, mas sim por seu salário não ter nenhuma relação com seu desempenho. Nenhum ás quer trabalhar em lugar em que recebe o mesmo que os vagabundos e incompetentes. Talvez seja por isso que outro estudo mostrou, paradoxalmente, que a filiação a um sindicato afeta de forma significativamente negativa a satisfação dos professores com a sua profissão. É o preço a pagar pelo aumento salarial. O outro estudo que conheço sobre o tema é do alemão Ludger Wossmann, que comparou dados de 260 000 alunos em 39 países. Uma de suas conclusões é que naquelas escolas em que os sindicatos têm forte impacto na determinação do currículo os alunos têm desempenho significativamente pior (todos os estudos mencionados aqui estão na íntegra em twitter.com/gioschpe). Quando ouvir um membro desses sindicatos se pronunciando, portanto, é mais seguro imaginar que suas reivindicações prejudicam o aprendizado do que o contrário. E, especialmente quando a questão for salarial, é preciso levar em conta que não apenas os professores são beneficiados por seu aumento, como os sindicatos também, já que são mantidos por cobranças determinadas através de um porcentual do salário. Antes que a patrulha trate de pôr palavras na minha boca, eu me adianto: não sou contra a existência de sindicatos de professores, nem contra o lobby da indústria do cigarro, da bebida ou das armas. O direito de livre associação e expressão é um pilar inviolável de um estado democrático, e está acima até mesmo do aprendizado de nossos alunos. Só acho que os sindicatos e seus representantes devem ser vistos pelo que são: defensores de seus próprios interesses. Seu peso no discurso público deve ser temperado por essa realidade. Esse insight causa dois impactos importantes. O primeiro é que nós, os defensores da melhoria educacional do país, estamos sós. O sindicato dos professores não é nosso parceiro e a união dos alunos deixou há muito de defender os interesses educacionais do alunado, trocando-o pela generosa teta do Erário e pelo triste mercantilismo da emissão de carteiras vale-desconto. Não podemos esperar por movimentos organizados para abraçar essa causa: precisamos criar nós mesmos essa união, que será inclusive boicotada pelo status quo. O segundo é que, toda vez que uma organização com esses nobres fins se forma, o cacoete de buscar uma parceria com os representantes dos professores é o beijo da morte. Se quisermos defender exclusivamente o interesse do alunado, a relação com os sindicatos de trabalhadores da educação será provavelmente adversarial, talvez neutra, jamais colaborativa. Ou você já viu oncologista fazer parceria com a Souza Cruz ou o “Sou da Paz” de mãos dadas com a Taurus?

Gustavo Ioschpe é economista

Do Blog do Décio Sá

FOTO-FOFOCA: PRESIDENTE EM ALTA

FOTO-FOFOCA: PRESIDENTE EM ALTA

O Presidente da Câmara Vereador Mariano Crateús-PTB continua em alta e mostrando seu poder de fogo. Na semana passada viu a festa de formatura do filho Breno Crateús na capital do Piauí ser prestigiada pelo Prefeito Soliney Silva-PSDB que esteve acompanhado do filho Bruno Silva. Durante todo o evento o Prefeito se manteve bastante a vontade curtindo a festa e as atenções da matriarca dos Crateús D. Bidoca. (Na foto da esquerda para a direita: Prefeito Soliney, o formando Breno Crateús, Bruno Silva e o Presidente da Câmara Mariano Crateús).