LULA RECEBE O TÍTULO DE CIDADÃO PAULISTANO

LULA RECEBE O TÍTULO DE CIDADÃO PAULISTANO


Do G1

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu nesta segunda-feira (21), na Câmara Municipal de São Paulo, o título de Cidadão Paulistano e a Medalha Anchieta, homenagens propostas por vereadores do PT e aprovadas por maioria. Lula participou do evento acompanhado pelo pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, e da senadora e ex-prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, além da ex-primeira-dama Marisa Letícia.

Marta, que disputou com a Haddad a  indicação para disputar a Prefeitura de São Paulo – e que foi preterida sob pretexto de que o partido precisa de um nome novo – afirmou, durante seus discurso,  que o PT precisa de um programa novo.

“Temos oito anos na cidade de São Paulo onde nós vimos os grandes programas sociais revertidos. Não basta o novo nesta cidade. Temos que ter programa novo”, afirmou. Haddad concordou com a avaliação de Marta.

Em seu discurso, Lula agradeceu aos vereadores pela aprovação da lei proposta pelo prefeito Gilberto Kassab (PSD) que trata da cessão de um terreno na Cracolândia onde pretende construir o Memorial da Democracia.

O ex-presidente foi homenageado com uma canção pelo vereador e cantor Agnaldo Timóteo (PR) e lembrou que o parlamentar foi solidário com ele em 2005, durante a crise política  gerada pelo escândalo do mensalão.

Em discurso preparado para não cansar a garganta após o tratamento de câncer na laringe, Lula lembrou sua ligação com São Paulo.  “São Paulo nunca deixou de fazer parte da minha vida. Eu tenho metade do corpo em Garanhuns e metade em São Paulo”, afirmou. Para o ex-presidente, São Paulo é uma “metrópole de problemas.”

“Acho que São Paulo precisa ser pensada corretamente. Um prefeito de São Paulo toma posse dia 1º de janeiro e corre o risco de no dia 2 ter enchente na metade da cidade e já ser culpado pela enchente.  É uma grande metrópole de problemas. É preciso atacar os problemas graves de São Paulo. A Marta é a maior vítima do preconceito da elite de São Paulo porque ousou governar para os pobres”, afirmou.

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