QUE educação HEIN?

QUE educação HEIN?

A greve deflagrada pelo $INTASP nem de longe representa novidade no meio tupiniquim, ao contrário, já entrou no calendário de atividades da instituição, fato que retarda todo ano as tão sonhadas férias escolares dos alunos. O que se torna inaceitável, é que os pseudo-líderes sindicais vez por outra tentam ressuscitar velhas práticas que só foram vistas na época da ditadura militar, ou dos bárbaros como bem nos retrata a história. Ficou impossível em solo coelhonetense o direito de discordar, e esse blog já demonstrou que não concorda com os métodos utilizados pelos “líderes”, quando se trata de greve.

Pois bem, na última sessão da Câmara realizada na última segunda-feira, os grevistas se superaram. Quem passava pelo lado de fora da Casa do Povo imaginava que tinham inaugurado um daqueles antigos sanatórios e que ninguém fora avisado. Gritos, balbúrdia e uma patacoada sem precedentes foi protagonizada justamente por “educadores”, pasmem! fato esse que já entrou para os anais da Casa. Sem sombra de dúvidas, Paulo Freire se contorcia no túmulo com a atitude dos mesmos que exigem em sala-de-aula respeito, postura e comportamento dos educandos.

Segundo fontes desse blog, de um lado Américo de Sousa – O SANTO – era ovacionado como se fosse o grande mártir e salvador da pátria, o Tiradentes de Coelho Neto. Do outro, o Vereador Edvaldo Alves, era vaiado e gritado simplesmente porque não concordava com a greve. Ora, pílulas será que somos obrigados a engolir a greve goela abaixo? Não é difícil perceber que muitos dos líderes do $indicato não suportam ser contrariados e esse blog tem sido alvo constante disso. Na verdade temos sido alvo daquele discurso enfadonho de que somos contra a categoria justamente porque fazemos informação de forma diferente. Ao contrário dos panfletos anônimos que apareciam na cidade denegrindo a imagem das pessoas, aqui sempre mostramos a nossa opinião, baseado em um direito assegurado pela Constituição. Não é difícil ver “neguin” passando com a cara feia, jogando piadinhas, coisas desse nível, que em nada muda o rumo de nosso comportamento. Não somos massa de manobra, ao contrário, somos de uma geração privilegiada que busca direitos mas que conhece deveres e que não depende das migalhas que caem da mesa dos patrões.

Em nossa opinião, não vale tudo para a conquista dos direitos. A história mostra que a juventude foi para a rua e conseguiu através de uma grande mobilização nacional tirar o Presidente da República. Aqui, o desrespeito às autoridades constituídas se tornaram prática corriqueiras. Quem não lembra que numa greve passada, os líderes do $indicato chegaram ao cúmulo de querer invadir a Prefeitura? Ora senhores, que educação limitada é essa que não permite uma negociação baseada na civilidade? Qual seria a reação dos alunos sobre o comportamento dos “educadores” na sessão da Câmara? Façam o que eu digo, mas não façam o que eu faço? O discurso de sala-de-aula não vale na prática?

Sem sombra de dúvidas parte desse imbróglio deveria e deve ser resolvido pela Justiça. Se o Prefeito já demonstrou que a Prefeitura não tem condições orçamentárias e o $indicato teima em garantir mais caraminguás no contra-cheque, o Judiciário tem todos os meios para intervir e por um ponto final nessa novela. Poderia por começar determinando que pela Lei os professores recebessem o piso salarial nacional aprovado pelo Congresso. Enfim não sabemos quanto tempo isso vai durar, mas que o comportamento dos grevistas na sede do Legislativo foi vexatório, ah! isso foi. Que educação hein??

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