Em busca de recorde no Guangzhou, Elkeson diz que só sai para a Europa

Elkeson conquista prêmio de melhor jogador da China (Foto: Divulgação)
Campeão com o Guangzhou, Elkeson foi eleito o melhor jogador do torneio (Foto: Divulgação)

O que leva um jogador de um grande clube brasileiro a atuar na liga chinesa? A resposta é quase automática: uma boa proposta financeira. Exemplos não faltam, de Darío Conca a Aloísio, passando por Montillo e até o técnico Cuca. Certamente, Elkeson, ex-jogador de Vitória e Botafogo, foi ao país pelo mesmo motivo, mas, em dois anos na Ásia, encontrou motivações esportivas para preferir os gramados asiáticos ao badalado Brasileirão.

Aos 25 anos, o atacante deixou o Alvinegro em alta e rumou para o Guangzhou Evergrande no ano passado. Em pouco tempo, ganhou identificação com o clube e, mesmo com o mercado receptivo no Brasil, vê motivos para seguir atuando na China, onde já conquistou duas vezes o campeonato nacional e foi campeão asiático. A principal razão é uma marca prestes a ser alcançada: ser o maior goleador da história do clube, deixando para trás Muriqui, que tem 78 gols em 124 jogos – Elkeson marcou 70 vezes em 80 partidas.

– Meu objetivo é ser o maior artilheiro da história da equipe. Para o próximo ano, é ser campeão e artilheiro da Champions e ser campeão chinês. E, claro, vou tentar novamente ser artilheiro do Chinês. Meu pensamento é continuar. Tenho mais dois anos de contrato, e o clube já iniciou as conversas para renovar o contrato – disse por telefone o brasileiro, eleito o melhor jogador do campeonato neste ano.

Apenas uma oportunidade em uma das grandes ligas europeias o faria mudar de ideia quanto a seguir na China. E isso quase aconteceu no meio deste ano, quando teve propostas, além de clubes dos Emirados Árabes, de uma equipe italiana. O Guangzhou recusou, pois acabara de vender o também brasileiro Muriqui. Elkeson não ficou chateado, mas, sim, feliz por ter sido procurado.

– Eu estou contente no país, mesmo com todas as dificuldades, a distância da família e das pessoas que a gente gosta. Mas tenho que pensar no meu lado profissional. Se chegar um clube da Europa, quem sabe eu possa ir. Voltar para o Brasil seria um erro da minha parte. O Brasil é bom para você passar férias, curtir a família – sentenciou.

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Brasileiro está na China desde 2013 (Foto: Arquivo Pessoal)

Do Globo Esporte

 

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