O QUE FAZER COM AMÉRICO DE SOUSA?

O QUE FAZER COM AMÉRICO DE SOUSA?


Triste imaginar a sina do vereador Américo de Sousa-PT. Depois do fracasso que foi eleição em que muitos (e ele próprio) imaginava ser o protagonista e não foi, fica impossível ver êxito no seu futuro político.

Desmoralizado em não conseguir mais impor sua autoridade na classe que representa, o vereador anda a procura de todos os meios para aparecer. A situação chega a ser tão grave que já voltou a apresentar seu famigerado programa de rádio, tão apelativo quanto o Programa do Ratinho.

O grande problema é que o público não é mais o mesmo. Os factóides por ele criados ainda resistem graças aos seus aliados, a uma parte dos que não estão com o atual governo e os que precisam a todo custo se segurar naquilo que deveria ser uma opção de grupo. Com as aparições muitas vezes desastrosas, Américo faz um esforço danado para ser lembrado simplesmente porque teme morfar na prateleira como tantos, que ousaram esquecer o grupo que faziam parte e tentaram marchar sozinho.

As dificuldades de Américo, é que com toda sua lenga-lenga e o esforço que faz para encenar o político preocupado com o povo, não deixa esconder seu grande interesse: ser Prefeito da cidade. Há dez meses atrás era um ator fundamental no jogo político do município, principalmente no campo da oposição. Com a sua claque e o apoio de ex-mandatários chegou a se apresentar como deputado eleito e pasmem! Só com os votos de Coelho Neto. Alguns chegaram a torcer para ver como seria o comportamento do então deputado, outra parte para ter certeza que a idéia tão propagada de que o atual governo estava desgastado fosse confirmada, o que não aconteceu.

Ele mesmo, acreditava que as patacoadas protagonizadas por ele no período eleitoral de candidato pobre e perseguido lhe renderia votos. Queria a todo custo travar uma queda de braço com Soliney Silva e mostrar a todos que ele poderia ser o tal. Não conseguiu. O interesse de vencer a eleição se misturava com o prazer de conseguir mais votos do que Max Barros e assim se configurar como um adversário a altura do atual Prefeito. Mais do que isso, era a oportunidade que tinha de mostrar votos e sonhar com as eleições de 2012.

Américo não tem a fama de político de grupo. É individualista e adora deixar companheiros pelo meio caminho, sem falar nas suas posições extremadas e radicais que são proibidas na vida de qualquer político atual. Tem discurso fácil e adora agredir os adversários. Como tudo que se planta se colhe, Américo se ver acuado e vulnerável de ter que subir no palanque acompanhado de aliados como Márcia e Magno Bacelar por exemplo. Quando os ex-mandatários estavam no exercício do poder, Américo se manteve como adversário ferrenho e implacável dos dois. À ex-prefeita Américo atribuía a qualidade de perseguidora e fez a maior balburdia quando ela autorizou o corte do bambu, símbolo das greves do $intasp, por ocasião da reforma da Praça Duque Bacelar. Com Magno na cadeira de prefeito, Américo puxou a maior greve que se tem notícia, acusando sempre o ex-mandatário de não saber governar, chegando inclusive a tentar invadir a Prefeitura e pressionar o governo a negociar.

O que está acontecendo hoje confirma o pior dos pesadelos de Américo. Perdeu a eleição, teve uma de suas greves decretada ilegal pelo Tribunal de Justiça e está a caminho acelerado para o descrédito total. Talvez tudo isso seria diferente se mantivesse a postura, o discurso e o alto nível.

É impossível prevê o futuro mais Américo está naquilo que o brasileiro chama de verdadeira sinuca de bico. Se correr o bicho pega e se ficar o bicho come. A união com os ex-prefeitos teria confidenciado ele a aliados mais próximos, não lhe trás muito ânimo pela falta de votos já demonstrada pelos dois e por ele ser ver obrigado a rever o discurso. Os novos aliados não surgem e os mais antigos não demonstram força suficiente para enfrentar o embate. Enfim, a sinecura que acompanha o vereador petista o faz trilhar uma verdadeira via crucis sem qualquer perspectiva e sem uma luz no fim do túnel.

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