TEATRO DE COELHO NETO MUDA DE NOME

TEATRO DE COELHO NETO MUDA DE NOME

Desde quando foi inaugurado pela ex-prefeita Márcia Bacelar – PSB em 2003, o nome do Teatro Municipal que homenageava o esposo da ex-mandatária o ex-deputado Antonio Bacelar-PV, suscitou o debate e dividiu a opinião pública. Os questionamentos são fáceis de serem apontados: primeiro porque fere a Lei Orgânica do Município ao dar nome de pessoa viva a prédio público, segundo porque fere o princípio da moralidade e da impessoalidade e terceiro porque Bacelar não tem qualquer serviço relevante prestado na área da cultura, nem do Maranhão e muito menos de Coelho Neto.

Por iniciativa de um projeto de autoria do Vereador Edvaldo Alves – VAL (foto), os vereadores aprovaram a mudança do nome e o espaço passa a se chamar Teatro Municipal “Francisco Silveira”. O homenageado (in memoriam) constituiu um dos maiores grupos empresariais da região a partir do empreendimento iniciado em Coelho Neto, além de ter sido um dos grandes incentivadores da cultura do município.

QUEM FOI FRANCISCO SILVEIRA?

Dados Pessoais:

Francisco das Chagas Neves Silveira, brasileiro, casado, natural de Marco, estado do Ceará, nascido em 01 de dezembro de 1960, filho de Pedro Cialdine Silveira e Teresina Neves Silveira.

Casado com Ana Lourdes Farias Neves Silveira com quem teve 04 filhos, sendo 03 mulheres e 01 homem. Falecido em 02 de junho de 2007 na cidade de Farroupilha estado do Rio Grande do Sul quando estava a trabalho de suas empresas.

Área Social

Empresário

Escolaridade: Primeiro grau na cidade de Marco – CE e segundo grau em Fortaleza – CE.

Sua vinda para o Maranhão

Através de seu irmão Adelmo neves Silveira que veio para o Maranhão trabalhar como fornecedor de cana-de-açúcar para o Grupo Industrial João Santos, em fevereiro de 1982.

Iniciou sua atividade comercial no ramo de farmácia. Em seguida, com o aumento das vendas, entrou também no ramo de móveis, eletrodomésticos e papelaria, com abertura de lojas em Coelho neto, Duque Bacelar, Buriti e também em Teresina – PI.

Na área da cultura

Ajudou muitas atividades culturais como o bumba-meu-boi, na criação do Bloco Stik & Puxe, que se tornou mais tarde, Escola de Samba.

Também firmou convênio entre o Grupo São Francisco e a Prefeitura Municipal para a construção da Praça em frente à Farmácia e Papelaria são Francisco, homenageando seu saudoso pai Pedro Silveira.

Outras atividades

Muitas vezes ajudou com transporte nas campanhas de vacinação contra a paralisia infantil, na distribuição da merenda escolar, quando na época a Prefeitura não possuía transportes.

Um resumo da história de Francisco Silveira

Francisco era de família simples, humilde e tradicional de sua cidade natal, com nove irmãos sendo 05 homens e 04 mulheres, sendo o mais novo. Desde sua infância era muito ativo, estudioso e já gostava de trabalhar; prova disso é que todo dinheiro que ganhava juntava para comprar bombons, balas, chicletes e outros para vender na calçada de sua casa em seu caixote tipo mesinha com gavetas. Por ser muito religioso, gostava de ir à missa. Foi coroinha do Padre e mais tarde sacristão.

Aos 16 anos terminou o primeiro grau, tendo que estudar em Fortaleza (já que sua cidade não contava com segundo grau), época em que começou a namorar Ana Lourdes, sua esposa. Com muita dificuldade seu pai conseguiu bancar seus estudos. Mesmo assim trabalhou por um período no Conselho Regional de Contas do Município e fazia paralelamente um curso de Desenho. Quando terminou o segundo grau tentou vestibular para Agronomia. Sem sucesso, resolveu fazer um curso de farmácia.

Há quatro anos e meio namorava Ana Lourdes e tinha vontade de casar – se. Para isso nascia a necessidade de ter o seu próprio negócio, uma farmácia.

Toda a família ajudou, inclusive um tio médico que lhe cedeu um ponto comercial ao lado de seu consultório na cidade de Sobral, onde morava Ana Lourdes. Todavia, faltava a ajuda de um irmão (Adelmo Neves Silveira) que morava e trabalhava em Coelho Neto como fornecedor de cana de açúcar para o Grupo João Santos. Adelmo Neves Silveira já estava na cidade de Coelho Neto por intermédio de sua cunhada Dra. Gemma Galgane. Assim, seu irmão lhe aconselhou e lhe convenceu que o melhor local para colocar sua farmácia era Coelho Neto por ser uma cidade próspera e boa de se trabalhar e a ajuda que lhe daria era iniciando o negocio com sócio.

Sua farmácia foi inaugurada em 03 de outubro de 1982 ganhando o nome de FARMÁCIA SÃO FRANCISCO. Um ano e meio após casou – se com Ana Lourdes e juntos mantiveram a farmácia. Alguns anos depois com muito esforço e perseverança, adquiriu junto com mais duas pessoas uma casa antiga que era do Sr. Francisquinho do Milton. Na sua parte construiu um prédio moderno e imponente, onde mais tarde passaria a funcionar a Farmácia São Francisco e onde funciona até hoje.

Sempre empreendedor, colocou na calçada da Farmácia uma pipoqueira que rendia o suficiente para cobrir seus custos particulares. Ainda na farmácia colocou uma máquina copiadora juntamente com uma mini papelaria para atrair mais clientes. Já em 1994, entrou no ramo de móveis e eletros por intermédio de um primo que morava no Ceará. Juntos os dois colocaram a LOJA SÃO FRANCISCO. Em 1996, quando já havia adquirido a outra parte da sociedade, expandiu a loja de móveis e eletros para Buriti e Duque Bacelar. Passou por várias dificuldades para manter as empresas, mas nunca desanimou, e junto de sua equipe de trabalho que considerava sua família, conseguiu crescer com muita dignidade e satisfação ao lado do povo de Coelho Neto e da região.

Por ser muito alegre e brincalhão, juntou um grupo de casais amigos no período do carnaval de 1999 e fundou o Bloco Stik & Puxe que logo ganhou a simpatia de todos. Assim Francisco Silveira, com sua irreverência sadia e animada, ganhava o carisma de todos.

No ano de 2003, Francisco Silveira entrou no comércio do Piauí com uma loja exclusiva de móveis planejados do Rio Grande do Sul, adquirida de seu irmão Adelmo.

Por tudo, era um homem de garra, inovador, de fé, que apostava sempre do que fazia. Assim, Francisco Silveira morreu por seus interesses, que era trabalho e família. E numa dessas viagens ao Rio Grande do Sul a trabalho da Loja de Teresina, sofreu um trágico acidente de automóvel e faleceu em 02 de junho de 2007 na cidade Farroupilha – RS.

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