Governo Dino é aprovado por 72% dos maranhenses

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Blog do John Cutrim – O índice de aprovação dos cem primeiros dias da nova administração do Governo do Estado é de 72%, segundo pesquisa do Instituto Exata. O índice foi divulgado na manha desta sexta-feira (10), apontando que 21% não aprovam a atual gestão e 7% não sabem ou não responderam. A pesquisa de alcance estadual revelou que a aprovação do Governo Flávio Dino se mantém alta entre os maranhenses.

Para 76% dos entrevistados, Flávio Dino tem bom desempenho no exercício da função de governador, contra 16% que acham que ele não tem bom desempenho e 8% não opinaram. A pesquisa foi realizada em todas as regiões do Estado e ouviu 1.400 pessoas.

A pesquisa mostrou que a principal qualidade do governador, na visão dos entrevistados, é ser esforçado e batalhador (10%), sério (9%) e honesto (8%). Já o principal defeito, na opinião dos ouvidos pela sondagem da Exata, é a ausência nos municípios (3%).

Ainda de acordo com a pesquisa Exata, 54% da população acha que a gestão de Flávio Dino está sendo melhor do que a da sua antecessora, a ex-governadora Roseana Sarney.

Presente: Flávio Dino anuncia implantação do IEMA em Coelho Neto

Governador com Brandão
Governador Flávio Dino ao lado do vice Carlos Brandão: compromisso com Coelho Neto

O governador Flávio Dino (PCdoB) em pouco mais de 100 dias de governo anunciou nesta quinta (09) a primeira grande ação do seu governo para o município de Coelho Neto: trata-se da implantação do Instituto Estadual de Educação Ciência e Tecnologia que atenderá a municípios prioritários nessa primeira fase.

O IEMA tem como meta levar ensino de pesquisa e extensão com qualidade de acordo com a realidade local, na perspectiva de formar técnicos, capacitar e pós-graduar professores e demais profissionais. O Instituto é ligado à Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectec) e vai atuar em parceria com os Institutos Federais.

O Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia foi um dos principais programas apresentados por Flávio Dino ao longo da campanha eleitoral.

Confira a relação dos municípios beneficiados na primeira fase:

  1. Paço do Lumiar
  2. Tutóia
  3. Balsas
  4. Chapadinha
  5. Santa Luzia
  6. Coelho Neto
  7. Coroatá
  8. Santa Helena
  9. Colinas
  10. Estreito
  11. Cururupu
  12. Matões
  13. Pindaré-Mirim
  14. Vitória do Mearim
  15. São Mateus
  16. Carutapera
  17. Dom Pedro
  18. São Vicente Ferrer
  19. Presidente Dutra
  20. São Luis
  21. Bacabeira
  22. Imperatriz
  23. São José de Ribamar

Estado dialoga para reverter 650 demissões na Alumar

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O governo do Estado reuniu na tarde desta segunda-feira (30) com dirigentes da Alcoa/Alumar para tratar sobre demissões de 650 trabalhadores, anunciadas pelo Consórcio de Alumínio do Maranhão. A pedido do governador Flávio Dino, o vice-governador Carlos Brandão e os secretário estaduais de Indústria e Comércio, Simplício Araújo, e do Trabalho e Economia Solidária, Julião Amim, dialogaram com representante da empresa sobre a possibilidade de reverter a decisão e atenuar os impactos dessa medida para a classe trabalhadora do estado.

O governador Flávio Dino lamentou o anúncio feito pela Alumar, que ao desativar a terceira linha de produção de alumínio no Estado, informou o corte de 650 postos de trabalho. O governadorlembrou que desde 2013 a empresa já reduzia as atividades voltadas para este setor, em decorrência da baixa competitividade no mercado internacional. Chegando a realizar, no ano passado, 245 demissões. “Lamentável a decisão da Alcoa de retomar demissões iniciadas em 2014. Governo do Estado está cobrando explicações e providências da empresa”, relatou Flávio Dino.

Durante a reunião, em que esteve presente o diretor operacional da Alumar, Nilson Ferraz, a equipe do governo reiterou surpresa ao receber a notícia, já que existia a abertura para um diálogo prévio. Ainda neste ano, o governador Flávio Dino, o vice-governador Carlos Brandão e o secretário Simplício Araújo receberam a direção da empresa em audiência no Palácio dos Leões. Na oportunidade foram discutidas as perspectivas de investimentos no Estado e em nenhum momento os dirigentes da multinacional informaram ao governo do Estado sobre a intenção de adotarem a decisão, que fere os interesses do Estado e dos trabalhadores.

“Achamos a medida muito precipitada. Não houve um diálogo com o governo do Estado ou com o Sindicato dos Trabalhares, a fim de reverter a situação ou encontrar medidas para suavizar os impactos”, opinou o vice-governador Carlos Brandão, certo de que uma decisão conjunta seria a melhor saída, já que o Maranhão tem sido parceiro da Alcoa ao longo dos anos, ofertando matéria-prima e mão de obra.

O secretário Simplício Araújo explicou que a reunião teve como objetivo defender os interesses da classe trabalhadora. “Apesar de saber que já vinha tendo uma crise desde 2013, neste momento, da forma que foi feito, o anúncio nos causou surpresa. A primeira atitude foi buscar uma rodada de negociação com a empresa, no sentido de que possamos tentar rever, não podendo rever, que possamos atenuar, da melhor forma possível, as implicações desta medida”, explicou Simplício, lembrando que em 2014, como forma de diminuir os impactos das demissões, a Alumar providenciou atendimento jurídico e psicológico, além de ofertar formação em outras áreas de atuação para que o trabalhado dispensado pudesse ser reabsorvido pelo mercado de trabalho do Maranhão.

Como encaminhamento do encontro, foi deliberada uma próxima reunião entre o governo do Estado e o presidente da Alumar a fim de encontrar uma tratativa para a situação, definindo saídas que atendam aos interesses da empresa e, principalmente, dos trabalhadores.

 

“Meu irmão tem uma carreira limpa e honrada”, diz Dino sobre ataques de Sarney

 

O governador Flávio Dino (PCdoB) usou as rede sociais para sair em defesa do irmão, o juiz Nicolao Dino, subprocurador-geral da República, alvo de ataques da oligarquia Sarney. “Meu irmão não atua na operação Lava-Jato. Sarney sabe disso. Mas tem que encontrar um ‘culpado’ para problemas de sua filha com a polícia”, diz o governador.

Sem tem como atacar diretamente o governador, por sua conduta proba, honesta, e por estar determinado a combater a corrupção, a oligarquia procura alvos ligados a ele.

Talvez a principal motivação seja o processo de auditorias em todas as secretarias, no período em que Roseana Sarney governou (ou desgovernou) o Estado. Isso tem causado sérios incômodos à oligarquia, pois os indícios de desvios de recursos públicos são fortes, principalmente nas secretarias de Saúde e Infraestrutura.

Outra motivação – essa ainda maior – seria o envolvimento de Roseana Sarney e do senador Edison Lobão com o esquema de recebimento de propina revelado pelo doleiro Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa. Propinas oriundas de um acordo milionário para pagamento de precatórios à Constran e da obra da finada Refinaria Premium, em Bacabeira, que consumiu quase R$ 2 bilhões somente na terraplenagem.

O governador afirma que, por conta da operação Lava-Jata, a mais nova obsessão de Sarney é perseguir seu irmão Nicolau, por ser subprocurador-geral da República.

O governador diz que o irmão tem uma carreira limpa e honrada, derivada de concurso público e de promoções por mérito e que é difícil Sarney entender o que é isso.

“Os problemas da filha do Sr. Sarney com Paulo Roberto Costa e com Youssef estão sendo apurados pela Polícia. Meu irmão nada tem com isso”, finaliza.

Do Blog do Gilberto Lima

 

“O PMDB se tornar uma força hegemônica é desastroso”, diz Flávio Dino

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Governador do Maranhão diz que encontrou com Dilma e defendeu aproximação com estados para superar crise

Em 2014, Flávio Dino (PCdoB) foi eleito governador do Maranhão e pôs fim ao ciclo de quase 50 anos da família Sarney e do PMDB no poder no Estado. Ainda que tenha sido um opositor ferrenho do partido, Dino não é um crítico da aliança entre governo federal e a legenda como parte dopresidencialismo de coalizão que garante a governabilidade para a gestão petista. Para Dino, a crise que agora deixa o PT refém de seu principal aliado no Congresso nasceu, na verdade, com a política de “duopólio” praticada pelos petistas e que privilegiou mais o PMDB do que outros partidos da base aliada.

“Essa peemedebização da política é muito negativa. O que estou dizendo é que o PMDB existir e ser aliado é normal. Agora ele se tornar uma força hegemônica é realmente desastroso porque o PMDB não se notabiliza por ter um programa claro”, analisa o governador. Nesta entrevista aCartaCapital, Flávio Dino disse também que nenhuma aliança pode “sacrificar” o programa eleito nas urnas, mas diz crer que Dilma Rousseff “ainda” não contrariou suas promessas de campanha, só errou na “dose”.

Leia a entrevista completa:

CartaCapital: Como o senhor analisa esses protestos de 15 de março, capitaneados pela classe média, em sua maioria, contra o governo da presidenta Dilma?
Flávio Dino: Acho que é preciso separar o joio do trigo. Em meio à onda de insatisfação e protestos há questões muito justas, sobretudo, no combate à corrupção e à improbidade administrativa e que deve mobilizar a sociedade. Mas, por outro lado, em meio a esse trigo há muitas coisas equivocadas. Por exemplo, do mesmo modo que é correto você combater a corrupção, é incorreto você situar essa questão em uma determinada pessoa ou força política, como está sendo feito em relação ao PT e, muito especialmente, a presidenta Dilma. Na verdade, práticas de mau uso do dinheiro público no Brasil, infelizmente, têm uma longa história e hoje temos fatores institucionais que conduzem a continuidade disso. Aquilo que deve ser descartado é o oportunismo político, politiqueiro, no mau sentido da palavra, de procurar individualizar isso na presidenta Dilma. Em segundo lugar, outra parte do joio que deve ser descartada são as teses delirantes daí derivadas. E duas são, especialmente, dignas de registro. A primeira é apologia ao crime, ou seja, um golpe militar. A defesa do golpe militar não é uma postura ideológica legítima, é crime, que deve ser repudiado com bastante ênfase. A outra é o impeachment, como se ele pudesse ser um mecanismo de substituição do governo apenas porque você não gosta do governo. Quando o impeachment, na verdade, no presidencialismo, é uma punição a um crime de responsabilidade em que haja evidências que a presidenta da República tenha, expressamente, praticado e participado disso. Quando você mistura tudo isso, o sinal que acaba sendo emitido dessas manifestações é equivocado, por ser contra a política, anti-política, contra as instituições democráticas. Por isso, lamento muito que um movimento legítimo, de combate à corrupção, acabe se se prestando a difundir preconceitos, medos, pânicos e até posições criminosas.

CC: Apesar de ser juridicamente inviável hoje, o clima no Congresso parece estar contra o governo. Alguns partidos endossaram esse tipo de reivindicação. Isso não é perigoso? Não pode sair de controle?
FD: É perigoso no sentido de reportar preconceitos contra a política de um modo geral. Basta ver que as pesquisas de opinião pública mostram que o próprio Congresso está profundamente deslegitimado, com nível de avaliação baixíssimo. Eu me preocupo e acho perigosa a conjuntura nesse sentido porque as grandes tragédias da humanidade, no sentido político, surgiram em momentos em que as instituições democráticas foram golpeadas por esse descrédito, por essa aversão absoluta que procura se semear na sociedade. Agora, do ponto de vista estritamente prático, posso te afirmar que hoje, dia 19 de março, a chance de ocorrer um impeachment é zero porque mesmo que se formasse maioria no Congresso, o Supremo Tribunal Federal (STF) jamais iria permitir que o processo de impeachment fosse ao fim pela razão simples e concreta de que não há amparo constitucional.

CC: Depois de anos de apoio, o PT parece estar refém do PMDB na Câmara e no Senado. O senhor, que sempre foi adversário e enfrentou o PMDB no Maranhão, como enxerga essa situação que o PT tem agora?
FD: Em primeiro lugar, é compreensível a busca por alianças amplas. Acho que a razão de tudo isso que falamos, do quadro de fragilidade, o governo está certo em buscar um arco bastante amplo de alianças partidárias. Eu acrescentaria, nesse cardápio, apenas a iniciativa de abertura de um diálogo com a oposição. Mesmo que a oposição não queira, entendo que no quadro atual o governo tem o dever de tentar. O dever de tomar a iniciativa em relação a isso. Mas, em relação às alianças partidárias, são compreensíveis e necessárias. O que é importante examinar é que essa busca de alianças não pode sacrificar o programa escolhido nas urnas. Essa é uma questão central. Ou seja, você, no presidencialismo, disputa uma eleição, apresenta um programa e esse programa é sufragado pela maioria da sociedade. Você, a partir daí, faz aliança de sustentação do seu governo tendo como referência o seu programa. Então, o ponto de interrogação mais agudo que tem na conjuntura é, exatamente, em que sentido as alianças, sobretudo com o PMDB, não acabe por invalidar compromissos que a sociedade escolheu. Aí me refiro especificamente ao tema do desenvolvimento e dos direitos sociais. Acho que essa é a modulação, o ponto de interrogação e a fronteira que não deve ser ultrapassada.

CC: O governo já não contrariou o que prometeu durante a campanha?
FD: Ainda não. Mesmo o ajuste fiscal é compreensível. Discordo apenas da dose. É aquela clássica questão do remédio que vira veneno. Há medidas necessárias, não há dúvida. Por exemplo, combate à fraude de modo geral na concessão de benefícios. Tudo isso que faz parte do ajuste fiscal são medidas corretas. Mas acho que houve um exagero, e esse exagero tem que ser, inclusive, superado no debate político. Ou seja, acho que o governo deve fazer um ajuste fiscal porque o mercado impõe. Não é uma opção política, é quase uma imposição da conjuntura econômica internacional e das forças hegemônicas de mercado, que exigem um certo paradigma da organização da atividade econômica. E isso está bem evidente. Então o governo, numa correlação de forças difícil, se vê obrigado a seguir esse receituário do ajuste fiscal. Agora tem que ter cuidado para não exagerar na dose.

CC: Mas ainda há muitas críticas sobre qual lado o governo escolheu para cortar, que seria até agora o lado dos trabalhadores. Como o PCdoB enxerga esse aspecto do ajuste fiscal?
FD: A questão central é exatamente repartir os ônus. Em tempos de bonança da economia aqueles que mais têm acabam por ganhar mais. Então é justo que, em tempos de dificuldade, aqueles que ganharam mais, agora também paguem mais. Essa é a questão central que nós temos pautado. Por isso, hoje, a tese mais importante que levantamos é a regulamentação do imposto sobre grandes fortunas. É uma proposta que responde plenamente a esse desejo de que, se é necessário aumentar o orçamento de políticas públicas em razão de dificuldades conjunturais, que isso também recaia sobre grandes patrimônios. Uma vez que o sistema tributário no Brasil é fortemente regressivo, já que prioriza impostos sobre consumo em detrimento dos impostos de patrimônio e renda, impostos pessoais atendem melhor o princípio da capacidade contributiva. Então o que acontece é que precisamos mexer nessa distorção do sistema tributário e o caminho que está mais à mão, entre alíquotas de imposto de renda, IPVA, IPTU, a que é mais simples, mais fácil e que a Constituição prevê há 27 anos, mas nunca foi regulamentado, é o imposto sobre grandes fortunas. Então o PCdoB tem feito um movimento nesse sentido muito forte: a nossa bancada no Congresso, eu fui ao Supremo Tribunal Federal para justamente pautar esse debate.

CC: Pelo Twitter, o senhor publicou recentemente que esse “desastre” do governo começou, em 2007, quando o PT se juntou ao PMDB para tirar Aldo Rebelo, do seu partido, da presidência da Câmara. O senhor disse, na ocasião, que temia que o PT se transformasse numa “tendência interna do PMDB”. O senhor acha que isso pode acontecer, o PT virar um novo PMDB?
FD: Em primeiro lugar, essa peemedebização da política é muito negativa. O que estou dizendo é que o PMDB existir e ser aliado é normal. Agora ele se tornar uma força hegemônica é realmente desastroso porque o PMDB não se notabiliza por ter um programa claro. Então realmente a peemedebização da política é algo a ser combatido, embora claro que o PMDB caiba na aliança. Quando me referi ao episódio de 2007 foi porque achei que ali houve uma inflexão equivocada porque você tinha um bloco: PCdoB, PDT, PSB, que naquele instante congregava 70 deputados aproximadamente. E o PT optou por fazer uma aliança com o PMDB. E isso realmente acabou sendo determinante para o fortalecimento de uma visão de duopólio, entre PT e PMDB, desde então. Isso terminou por resultar em um grande fortalecimento do PMDB. Essa foi a crítica que fiz em 2007. Agora hoje, em 2015, para não ficar chorando o leite derramado, acho que a análise que fiz é relevante para a reflexão, mas hoje é o que é possível, manter a aliança. Agora tendo cuidados, como te disse, de não sacrificar a identidade. Quando você sacrifica a identidade, você perde a possibilidade de, mais adiante, recuperar a liderança na sociedade. É preciso ter muito cuidado com isso. Faço questão de frisar: reconheço que a conjuntura é difícil, complexa e você precisa fazer movimentos rápidos, mas não podem ser movimentos imprudentes que acabem sacrificando a essência da sua identidade, seus princípios.

CC: Mas então, para o senhor, esse ‘presidencialismo de coalização’, como classificam especialistas, não se esgotou?
FD: Na verdade, o presidencialismo de coalização nasceu com o pluripartidarismo. Aliás, se você for olhar lá atrás, durante os anos do chamado Getulismo, nos anos de 1950, 1960, era uma coalizão PTB [Partido Trabalhista Brasileiro] e PSD [Partido Social-Democrático]. O PTB poderia ser visto como o PT de hoje e o PSD da época como o PMDB atual. Quando você, pós-redemocratização e mais recentemente de modo bastante agudo, fragmenta excessivamente o quadro partidário, hoje nós temos 30 e tantos partidos no Brasil, é claro que você conduz a um modelo em que as coalizões são imprescindíveis. Então, o que posso te responder é que nós temos uma questão de fundo central, muito maior do que o suposto esgotamento do presidencialismo de coalizão. A questão central é o esgotamento do modelo de financiamento político no Brasil. Se você desvia o olhar para essa história de que o presidencialismo de coalização esgotou ou não, das alianças, você acaba perdendo a dimensão daquele que é o fator de todas as crises políticas desde o início dos anos 1990. Todas elas, desde o impeachment de [Fernando] Collor, CPI dos Anões do Orçamento, todas, tiveram como questão geradora exatamente a problemática do financiamento privado de campanha. Então acho que esse é o tema número um a ser enfrentado nessa conjuntura política. Esse modelo, sim, esgotou e me impressiona muito que várias forças políticas ainda estejam querendo manter um sistema totalmente esgotado. Mesmo as doações legais enfrentam um questionamento agudo por parte da sociedade.

CC: O clima no Congresso parece estar mais propício para a aprovação da reforma política do PMDB, que não altera a forma de financiamento. O que fazer agora?
FD: O PMDB não tem um projeto de reforma política, tem um projeto de anti-reforma política porque manter o financiamento empresarial intocável é realmente ignorar o que está óbvio. Todas as crises se relacionam com essa temática do financiamento privado de campanha. Cabe ao PT e a outros partidos, o meu próprio, tentar garantir algum avanço. Vou te dar um exemplo concreto. Vamos imaginar que não seja possível o financiamento público exclusivo, que o PT sempre defendeu e o PCdoB também. Mas entre o financiamento atual, empresarial ou por grandes grupos econômicos, e o financiamento público, você tem outras mediações possíveis. Por exemplo, proibir o financiamento de empresas, manter o financiamento por cidadão e criar limite de gastos para as campanhas. Hoje as campanhas eleitorais no Brasil não têm teto, então estão entre as mais caras do planeta. É preciso criar limites de gastos e doações. Outro caminho é você o financiamento privado via Fundo Partidário. As empresas não doariam para um partido especifico ou candidato, mas para o sistema político. Por que não é isso? Elas não querem ajudar a democracia?Entre o desastre da manutenção do sistema de financiamento atual e a inviabilidade política do financiamento público de campanha, como está evidenciado, você tem outras opções no meio do caminho que podem ajudar a melhorar as eleições no Brasil.

CC: Diante do comportamento do PMDB, o senhor consegue enxergar alguma saída para o governo federal na aproximação com os governadores dos estados? O senhor, como governador, sente falta de diálogo com a presidenta Dilma?
FD: Acho que esse é um passo importante, nós temos defendido isso. Eu próprio estive com a presidenta Dilma e disse isso. Penso que, como te disse há pouco, seria necessário dialogar com a oposição, tentar pelo menos. E é preciso trazer outros atores para a mesa com uma agenda mais ampla. E acho que os governadores, pelas suas representatividades, inclusive, devem ser chamados para dialogar.

CC: Qual o futuro da esquerda no Brasil depois desse governo do PT? O senhor acha que esse segundo mandato de Dilma não está colocando em risco todos os avanços progressistas dos últimos anos no País?
FD: Não, acho que isso é transitório. Essas nuvens logo vão se dissipar. Acho que ultrapassando essa trepidação e esses movimentos logo as coisas se arrumam. Esse não é o primeiro nem o último governo que enfrenta crises agudas. Todos os governos enfrentaram. Todos desde que eu me entendo por gente. Do governo Figueiredo para cá…o governo [José] Sarney terminou com 84% de inflação por exemplo e não podia sair na rua. O Collor sofreu impeachment, o Itamar [Franco] chegou antes do Plano Real e teve uma impopularidade gigantesca, o Fernando Henrique Cardoso teve uma impopularidade, em 1999, igual a essa em razão da desvalorização, o presidente Lula em 2005 também. Então, falando dos casos que eu conheço, não estou nem indo lá em Juscelino Kubitschek, acho que faz parte das instancias da vida e da política. Mas, com certeza, no próximo ano a conjuntura econômica vai melhorar, o governo vai retomar investimentos e, com isso, acredito muito que o governo vai dar certo.

CC: O senhor também defendeu o diálogo com a oposição. Recentemente, cogitou-se que o governo poderia se aproximar do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para unir os dois principais partidos brasileiros, PT e PSDB, diante desse momento de crise. O senhor foi eleito no Maranhão em uma chapa que uniu os dois partidos, ainda que extraoficialmente. O que o senhor acha desse tipo de proposta?
FD: Em algum momento isso deve ocorrer. Há uma sectarização política muito artificial. É preciso ter mais tranquilidade, serenidade para lidar com as divergências. E o Brasil é muito grande. Às vezes, as divergências daqui não são de acolá. Aqui PT e PSDB, por exemplo, convivem muito bem. Meu vice-governador é do PSDB, nós temos secretários do PT, secretários do PSDB e o governo anda muitíssimo bem, graças a Deus. Há muitas experiências assim, não é exceção. Acho que, neste sentido, é preciso ter um espírito mais aberto. E lembro que, um detalhe muito importante, se retrocedermos um pouco no tempo, a campanha das Diretas Já foi feita pelo PT e por aquilo que seria o PSDB mais adiante, Montoro, Mario Covas. A Constituinte, a Constituição que nós defendemos, que é uma Constituição progressista avançada, quem teve um papel decisivo foi o Mario Covas do PMDB e que, depois, veio a ser o líder do PSDB. A Constituição Brasileira de 1988 não seria tão progressista como é se não fossem figuras como o Mario Covas e outras pessoas, que depois fundaram o PSDB. Então de onde surgiu essa antinomia radical, digamos assim, já que historicamente ela não existia? Tenho impressão que são fatos mais relacionados a ocupação de espaço de poder do que propriamente questões programáticas irremovíveis. É claro que há diferença de ênfase em uma coisa aqui e acolá, em questões macroeconômicas, mas olhando para a história do Brasil, num longo arco do tempo, não enxergo essa impossibilidade de diálogo.

Da Carta Capital

Frase do dia: Othelino cutuca Ricardo Murad…

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“Quando Ricardo Murad insulta alguém, de imediato a pessoa sobe no meu conceito”.

Deputado Othelino Neto (PCdoB), no twitter, referindo-se a onda de denuncismo protagonizado pela ex-deputado Ricardo Murad (PMDB) contra integrantes do governo Flávio Dino (PCdoB)”

Boa Notícia! MA-034 Palestina-Buriti-Duque Bacelar-Coelho Neto será recuperada

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Flávio Furtado, Clayton Noleto e Francisco Duduzinho durante audiência

O Prefeito de Duque Bacelar Flávio Furtado (PSD) e o Superintendente de Articulação Regional de Caxias Francisco Duduzinho estiveram reunidos na tarde de ontem (24) em São Luís com o Secretário de Infraestrutura do Estado Clayton Noleto para cobrar a recuperação da MA-034.

“O trecho que estamos reivindicando encontra-se bastante danificado pelas fortes chuvas e tem causado inúmeros transtornos aos que necessitam daquela via. É uma demanda da população que não tínhamos qualquer dúvida que seria atendida pelo governador Flávio Dino”, destacou o Prefeito de Duque Bacelar Flávio Furtado.

O pedido de requalificação asfáltica pleiteado compreende o trecho Palestina/Buriti/Duque Bacelar/Coelho Neto já danificados pela chuva. O titular da SINFRA confirmou de imediato o atendimento do pleito.

Na oportunidade o Superintendente de Articulação Regional de Caxias Francisco Duduzinho destacou a atenção do governo dada a reivindicação. “Estamos agradecidos com a forma prioritária com que o Governo do Estado através do Secretário Clayton Noleto dispensou a essa reivindicação. A população da região com certeza será a grande beneficiada”, pontuou o Superintendente de Articulação Regional de Caxias Francisco Duduzinho.

A audiência na Secretaria Estadual de Infraestrutura foi acompanhada também pelo Subsecretário de Administração e Previdência Claudio Furtado.

Da Assessoria

Estado busca compartilhamento de experiências para otimizar serviços

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Na manhã desta terça-feira (24), secretários de estado, diretores de órgãos, gestores e representantes técnicos se reuniram no Palácio dos Leões com o governador Flávio Dino e o vice-governador Carlos Brandão no encontro periódico do Conselho de Gestão Estratégica de Políticas Públicas do Governo (Congep). A reunião tem o foco no pensamento estratégico da atual gestão, com o compartilhamento de experiências e unificação de ações.

Nesta edição, a equipe debateu questões sobre as ações do ‘Mais IDH’, a serem realizadas nos 30 municípios com piores indicadores de desenvolvimento humano do Maranhão, a reformulação dos investimentos do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), composição das câmaras setoriais do CONGEP e o orçamento participativo, que está em fase de definição da metodologia.

O governador Flávio Dino explicou que as reuniões periódicas do Conselho de Gestão Estratégica de Políticas Públicas acontecem para otimizar a dinâmica do trabalho e garantir melhores resultados na prestação de serviços aos maranhenses. “Estamos a cada reunião avançando com o secretariado no estabelecimento de prazos para que os resultados, que já estão ocorrendo, possam acontecer com ainda mais velocidade”, afirmou.

Sobre o Plano de Ação ‘Mais IDH’, uma apresentação foi realizada pelo secretário de Direitos Humanos e Participação Popular, Francisco Gonçalves. “Temos o desafio do tramalho da história que fez a atual gestão ser eleita. Além das ações mais imediatas que já estão sendo realizadas, estamos planejando outras com o envolvimento de mais secretarias”, destacou o secretário.

Durante o compartilhamento do plano e seus resultados, outras secretarias apresentaram proposta para incrementar o ‘Mais IDH’. O foco das ações será sempre a promoção da melhoria da qualidade de vida dos maranhenses, principalmente naquelas localidades do estado que estavam esquecidas nas gestões anteriores.

A secretária de Cultura, Ester Marques, lembrou o projeto de itinerância cultural que será realizado nos 20 maiores municípios do estado que será integrado para alcançar os municípios inseridos no ‘Mais IDH’. “A nossa proposta não é levar festas, mas sim políticas de cultura. Vamos envolver todo o entorno dos municípios”, explicou.

Representação em Brasília

O secretário de Representação Institucional do Maranhão em Brasília, Ricardo Cappeli, aproveitou a oportunidade para enfatizar a sua atuação junto ao governo federal para conseguir atrair mais benefícios para o estado. “Da sinalização positiva de algum recurso até a real chegada do dinheiro, existe um longo percurso. O nosso corpo técnico está a disposição de todas as secretarias justamente para dar apoio a essas articulações”, explicou.

Em sessão solene, Assembléia Legislativa homenageia os 93 anos do PCdoB

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Com uma concorrida sessão solene, a Assembleia Legislativa comemorou, na manhã desta segunda-feira (23), o aniversário dos 93 anos de fundação do Partido Comunista do Brasil. A solenidade, realizada no Plenário Deputado Nagib Haickel, contou com a presença do governador Flávio Dino (PCdoB), do vice-governador Carlos Brandão (PSDB), de diversos parlamentares, representantes de vários movimentos sociais e de lideranças nacionais do PCdoB.

A abertura da sessão solene, proposta pelo deputado Othelino Neto (PCdoB), foi feita pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Humberto Coutinho (PDT), que fez saudação a todos os presentes, dentre os quais o presidente nacional do Partido Comunista do Brasil, Renato Rabelo, os deputados federais Jandira Feghali (PCdoB-RJ), Orlando Silva (PCdoB-SP) e Wadson Ribeiro (PCdoB-MG), a presidente da União Nacional dos Estudantes, Vick Barros, e o prefeito de Contagem (MG), Carlim Moura, dentre outros convidados especiais.

O deputado Othelino Neto disse que tomou a iniciativa de propor a realização da sessão solene, em São Luís, pelo fato histórico de o primeiro governador do PCdoB ter sido eleito no Maranhão. “O PCdoB é um partido de lutas históricas, sempre ligadas às boas causas do Brasil e do mundo, daí a importância de se celebrar esta data no Maranhão, em homenagem à democracia e à liberdade em nosso País”, declarou.

Em seu discurso, o presidente nacional do Partido Comunista do Brasil, Renato Rabelo, fez um relato de lances marcantes da história do PCdoB e acentuou a importância de Flávio Dino ter sido eleito governador pelo povo maranhense. “Foi além do Maranhão esta vitória”, ressaltou ele.

No mesmo tom, a deputada Jandira Feghali, líder do PCdoB na Câmara Federal, frisou em seu pronunciamento que a eleição de Flávio Dino para o Governo do Estado “foi uma vitória do Maranhão e foi, também, uma vitória do Brasil”.

Ao proferir o discurso de encerramento da solenidade, o governador Flávio Dino fez referência a diversos episódios que marcaram a história do PCdoB e frisou que a mudança ocorrida no Maranhão não terá retrocesso. “A vitória eleitoral de 5 de outubro passado foi só um passo. Agora, estamos diante do maior desafio das nossas vidas. Estamos diante, acima de tudo, do maior desafio da História do nosso Estado. E reafirmo: este é um governo que busca ao máximo a eficiência e é por isso que este é um governo que trabalha muito. O foco será sempre governar bem, governar com honestidade e melhorar a vida do povo do Maranhão”, ressaltou Flávio Dino.

A sessão solene, realizada com o Plenário completamente lotado, contou também com a presença do prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (PTC), do senador Roberto Rocha (PSB), e dos deputados federais do Maranhão Rubens Júnior (PCdoB), Weverton Rocha (PDT) e Waldir Maranhão (PP), vice-presidente da Câmara dos Deputados.

Da Agência Assembléia

Duduzinho assume interlocução política do governo Flávio Dino na região Leste

Francisco de Assis Ribeiro Costa Filho, o “Duduzinho”, foi nomeado  superintendente de Articulação Regional de Caxias
Francisco de Assis Ribeiro Costa Filho, o “Duduzinho”, foi nomeado superintendente de Articulação Regional de Caxias

Saiu de Coelho Neto o cargo político mais importante do governo Flávio Dino na região. Trata-se de Francisco de Assis Ribeiro da Costa Filho, conhecido como Duduzinho que acaba de tomar posse no poderoso cargo de superintendente de Articulação Regional do Leste Maranhense.

O cargo cobiçado por diversos nomes de peso da região foi dado ao Presidente do PCdoB de Coelho Neto que a título de informação é aliado antigo do governador e participou da coordenação da campanha eleitoral que levou seu partido ao comando do Executivo estadual.

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Ao contrário de “outras pessoas” que tem por ai, Duduzinho é o queridinho da classe política sobretudo pelo seu perfil de homem tranquilo, sereno, aberto ao diálogo e extremamente conciliador.

O novo cargo substitui a função de gerente regional e está ligado a Secretaria de Articulação Política e Assuntos Federativos comandada por Márcio Jerry.