O “DIA DO FICO” DE ANDRÉ CAMPOS

O “DIA DO FICO” DE ANDRÉ CAMPOS
Foi na manhã do dia 23 de agosto que republicariamos um post do Conselheiro Estadual de Juventude Domingos Costa dando conta da possível nomeação do ex-deputado Alberto Franco na Secretaria Estadual de Juventude-SEJUV. A notícia se alastrou e pouco tempo depois passou a ser tema das principais rodas de conversa, sempre ganhando maior consistência. O jovem Marco André Campos da Silva, titular da pasta, estava por fora do assunto e mesmo com a pressão se manteve longe dos holofotes e dos palpites durante todo o tempo.

Recém-chegado no comando da SEJUV, André Campos iniciava a partir dali uma guerra de sobrevivência no cargo que acabara de ocupar. Afilhado do Deputado Roberto Costa-PMDB, André apenas observava com paciência, a onda de especulações em torno de sua provável saída, demonstrando ter realmente aprendido as lições do padrinho político. Uma ala de movimentos de juventude já comemorava a possível nomeação de Alberto Franco, com direito a entrega de carta de apoio e tudo mais.


Em meio ao bombardeio sobre sua saída, restava a André um fio de esperança. Até aquele momento ele contava com o apoio de uma ala importante do segmento de juventude e a intervenção dos padrinhos Deputado Roberto Costa e do todo poderoso Senador João Alberto-PMDB. Pesava ainda a favor do rapaz, a visibilidade que o mesmo estava dando a pasta com a realização das Conferências Regionais de Juventude, que até antes de sua posse permaneciam estagnadas. Os interesses na nomeação de Franco perpassava a idéia de apenas abrigar um aliado político: alguns apostavam na mudança, como forma de minimizar os poderes do deputado Roberto Costa no governo. Era o tudo ou nada. (Na foto André Campos: feliz e aliviado)

Enquanto isso os meios de comunicação anunciavam a revolta do Deputado Roberto Costa com a “chefa”. Experiente e paciente, Roberto desmentiu a notícia, marcou presença nos eventos oficiais do governo para mostrar sua fidelidade, enquanto nos bastidores costurava todas as alianças possíveis para frear o projeto que haviam desenhado de “rifar” a ele e o seu grupo da pasta da juventude. Em um dos últimos informes da imprensa, a nomeação de Alberto Franco já se encontrava na mesa principal do Palácio dos Leões apenas aguardando a assinatura da Governadora. Houve uma reviravolta.


No último dia 1º. uma voz forte e imponente ecoou de Brasília. Informado da crise que se instalara em suas hostes, o senador João Alberto desembarcou em São Luís com o objetivo de proteger os aliados políticos e pôr ordem na casa. Como estava mais uma vez demonstrando sua fidelidade a Roseana ao licenciar-se do mandato de senador para abrigar o aliado Clóvis Fecury-DEM, João Alberto estava com todas as cartas na manga e resolveu usar apenas uma: a de seu prestígio junto à filha de Sarney. Uma conversa de “pé de ouvido” com Roseana pôs fim à novela. André Campos estava salvo. (Na foto André em conversa com o vice-governador Washington)

Além do poder de articulação de Roberto Costa, o silêncio de André Campos e o prestígio do senador João Alberto foram decisivos para que o comando da Secretaria Estadual de Juventude permanecesse intacto. A essa altura, Alberto Franco já tinha sido contemplado com uma outra Secretaria. Uma ala da juventude e alguns incomodados com o sucesso de André Campos dentro do próprio grupo que até então comemoravam sua saída com sorrisos de canto de boca, preferiram calar-se. A crise estava contornada e o assunto estava encerrado. Depois da notícia, André Campos com o respaldo de Roberto e João Alberto tinha recuperado o fôlego e ao chegar em casa preocupava-se apenas com a Conferência Regional de Juventude de Viana-MA. Era o seu “Dia do Fico”.

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