Falta de servidores compromete qualidade no atendimento da UPA de Coelho Neto

Coordenadora da UPA precisou colocar a mão na massa para diminuir a fila de espera por atendimento

 

 

A tesoura afiada com a qual o prefeito de Coelho Neto Américo de Sousa (PT) cortou diversos servidores contratados no final do ano passado, continua prejudicando o bom andamento dos trabalhos nos setores do governo, em especial da secretaria de Saúde.

Se não bastasse o rodízio de servidores para dar conta do serviço nas Unidades Básicas de Saúde – UBS, nesta quinta (15), o blog constatou que esse corte tem afetado também o atendimento já comprometido da Unidade de Pronto Atendimento – UPA.

Ao chegar para consultar meu filho, o atendimento com o médico do plantão foi praticamente imediato, o problema na verdade se deu na sala de administração de medicamentos. Foram exatos quarenta minutos aguardando a aplicação de duas injeções.

Como a sala infantil desativada, apenas uma técnica de enfermagem se revezava para atender a todos que estavam na fila de espera, com crianças e adultos recebendo atendimento no mesmo espaço. Ou seja, o governo segue descaracterizando o funcionamento da UPA, colocando adultos e crianças no mesmo espaço apenas para não pagar mais uma técnica de enfermagem.

Visivelmente constrangida com o número considerável de pessoas na fila, a coordenadora da unidade Ivonete Brito não se fez de rogada, botou o jaleco e entrou em ação para ajudar no atendimento.

A atitude dela logicamente deve ser enaltecida, pois mostra desprendimento e compromisso com a unidade que está sob sua responsabilidade, mas não minimiza o erro do governo. A secretaria de Saúde precisa rever esse corte e constatar que é humanamente impossível manter apenas uma profissional para todo o atendimento. Se bem que todo esse mau atendimento faz juz ao interesse de gente de proa do governo que torce para que a UPA seja fechada, talvez por isso a idéia de precarizar o seu funcionamento.

Problemas como esse o governo não enxerga, ou pelo menos faz de conta que não. E o Conselho de Saúde esse muito menos.

Mas essa é uma outra história…

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