EDITORIAL: Como exercer a oposição sem cair na crítica vazia…

No exercício do regime democrático, a oposição surge como um esteio das liberdades e do exercício crítico em favor do bem coletivo. No entanto esse elemento não pode ser confundido com lutas individuais e com projetos políticos pessoais sob pena do principal objetivo dessa missão ser comprometido.

Como alternativa da proposta de poder, a oposição deve surgir com um projeto político conciso com poder de convencer o eleitor pela proposta, mas para isso terá que vencer a politicagem contida na pequenez diária contida nas disputas paroquiais.

A oposição tem a missão de cobrar mais ações de governo. Como manifestar crítica a um projeto de iluminação pública que atende a uma antiga reivindicação popular, por exemplo? Como desmerecer uma ação de governo que leva ações da gestão pública para mais próxima da comunidade? Esse é um feito copiado e colado por toda e qualquer administração que se preze. O discurso da oposição não seria para que estas ações fossem ampliadas?

Para alguns pode até “ser insignificante”alguns serviços, mas receber melhoria em estrada vicinal, água encanada, atendimento médico ou até mesmo um simples corte de cabelo faz diferença na vida daqueles que se encontram distante do centro urbano e de suas facilidades. Não se critica ações de governo, se critica a falta destas.

A disputa política não pode e não deve está acima dos interesses coletivos.

Reconhecer ou não ações de um determinado governo é algo particular de cada um, ninguém é obrigado.

Desmerecê-las no entanto é feio, apequena o debate, fulaniza o discurso e revela que a preocupação não é o povo.

É apenas a eleição que se avizinha…

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