Coluna De bem com a Língua Portuguesa: Erros Comuns da Língua Portuguesa…

*Por Professor Toinho Araújo

Hoje, eu trouxe alguns erros bastante comuns da Língua Portuguesa, com as devidas correções e justificativas. Espero que gostem e, principalmente, que possam corrigi-los, isso para quem os cometia.

 EXEMPLO:

Desejo que ele morra esmagalhado! (ERRADO).

Desejo que ele morra esmigalhado! (CERTO).

JUSTIFICATIVA: O vocábulo “esmigalhado” vem da palavra “migalha”, que significa fragmentos (pedacinhos) de pão, de bolo, ou de outro alimento farináceo. A palavra “esmagalhado” ainda não existe na Língua Portuguesa. Neste caso, seria correto também usar o vocábulo “esmagado”, que significa comprimir até achatar, triturar.

EXEMPLO:

Ele chegou ao trabalho a duas horas. (ERRADO).

Ele chegou ao trabalho há duas horas. (CERTO).

JUSTIFICATIVA: Usamos “a” quando nos referimos a futuro; e “há” quando a referência é ao passado.

EXEMPLO:

Comeu peixe em vez de frango. (CERTO).

Comeu peixe ao invés de frango. (ERRADO).

JUSTIFICATIVA: Ressalto que “em vez” significa “no lugar de” (substituição); e que “ao invés” tem sentido de “ao contrário de” (oposição). Agora, poderíamos construir, por exemplo, a seguinte oração: “Ao invés de ficar triste, Paulo ficou alegre”, observando-se que triste é o contrário de alegre.

EXEMPLO:

O servente trouxe a cal e a areia. (CERTO).

O servente trouxe o cal e a areia. (ERRADO).

JUSTIFICATIVA: Ressalto que o vocábulo “cal” é um substantivo feminino.

EXEMPLO:

Faz 45 anos que moro em Coelho Neto. (CERTO).

Fazem 45 anos que moro em Coelho Neto. (ERRADO).

JUSTIFICATIVA: O verbo fazer, quando indica tempo, é invariável, ou seja, fica no singular, independentemente da quantidade de dias, meses ou anos, por exemplo.

EXEMPLO:

Comprei duzentas gramas de presunto. (ERRADO).

Comprei duzentos gramas de presunto. (CERTO).

JUSTIFICATIVA: O vocábulo “grama” possui mais de um sentido e pode mudar de gênero. Quando se refere à gramínea (planta), torna-se feminino; quando se refere ao peso, que é o nosso caso, torna-se masculino.

EXEMPLO:

Aposto como amanhã vai chover. (ERRADO).

Aposto em que amanhã vai chover. (CERTO).

JUSTIFICATIVA: O verbo “apostar” é transitivo indireto, ou seja, precisa de preposição, que, neste caso, é “em”. E, pela lógica, quem aposta, aposta “em” alguma coisa, não “como”.

* Antônio Ferreira de Araújo (Toinho Araújo), é Teólogo, Pedagogo, Letrólogo, Especialista em Docência Superior e Mestre em Ciências da Educação. 

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