AO LADO DE EDUARDO, DILMA COBRA UNIÃO DE ALIADOS E DIZ QUE NENHUMA FORÇA POLÍTICA GOVERNA SÓ

AO LADO DE EDUARDO, DILMA COBRA UNIÃO DE ALIADOS E DIZ QUE NENHUMA FORÇA POLÍTICA GOVERNA SÓ


Tentando passar um idéia de “paz política”, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e a presidente Dilma Rousseff trocaram elogios nesta segunda-feira (25), durante inauguração de trecho de adutora em Serra Talhada (414 km do Recife). Ao mesmo tempo, os dois usaram os discursos oficiais para se cobrarem.  Dilma falou em necessidade de união, e Eduardo, em liberdade para “debater o país”.
Essa foi a primeira visita da presidenta a Pernambuco em 13 meses, período em que o nome de Campos surgiu com força como candidato à Presidência. No fim de seu longo discurso, a presidente Dilma mandou um recado a Eduardo, citando que “nenhuma força política desse país” é capaz de “dirigir sozinha” os caminhos do país.
“Esse país só será um país só será forte, desenvolvido, se nós tivermos a determinação, a coragem de continuar por esse caminho. Esse caminho é de um país complexo, desse país com tantas diferenças, país grande e democrático. Somos uma das poucas regiões do mundo que há 150 anos vivemos em paz com nossos vizinhos. Mas sobretudo dessa capacidade de construir democraticamente uma coalizão para dirigir esse país. Nenhuma força política sozinha é capaz de dirigir um país dessa complexidade. Precisamos de parceiros, precisamos que esses parceiros sejam comprometidos com esse caminho”, afirmou.
Dilma ainda complementou:  “Nós todos aqui temos a tarefa de sustentar esse projeto de nação. E esse projeto tem duas fontes de força e energia. Primeiro é a força do povo. E segundo, é o imenso amor pelo Brasil que esses nossos parceiros têm demonstrado a esse projeto”, disse Dilma.
Antes, Campos aproveitou para falar sobre a “importância” do “debate do país.” “Conheço o fel da discriminação dos que não reconhecem a a importância do debate, de chegarmos a consensos que possam embalar o futuro do país. Há a necessidade de respeitar as diferenças de somar aos contrários”, disse.
Mas Eduardo também citou que não é hora de discutir política. “Não podemos dividir os pernambucanos e os brasileiros, que nos guiaram em tempos mais difíceis. Precisamos unir esforços, dialogar”, afirmou Campos.

Elogios

Sem lembrar o Eduardo que vem circulando pelo país e fazendo críticas ao governo federal, o governador de Pernambuco fez questão de –logo início do discurso–, quebrar qualquer clima de rixa política na presidente ao Estado.
“Minha primeira palavra, presidenta, é que Pernambuco que lhe recebe com a mesma atenção de sempre, com o respeito que lhe tributamos, desse Estado que lhe recebeu e lhe ajudou a ser presidente da República. Eu e Renata lhe recebemos com fraternidade, respeito a uma biografia que o Brasil respeita, que é a da senhora”, disse Campos logo no início de seu discurso.
Campos também elogiou a parceria que vem mantendo com o governo federal no últimos seis anos, período em que é governador. “Quero agradecer desde já a parceria que temos. Muitas deles que vêm de anos, iniciadas com o grande brasileiro, que é o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.”
Após falar da seca e citar as ações de combate à estiagem, Eduardo voltou a exaltar a presidente. “Seja bem vinda, presidenta. Volte sempre a esse Estado que lhe respeita. Aqui a senhora não tem apenas um governador e um companheiro, mas sim um amigo de longa jornada”, afirmou.
A presidente Dilma, porém, foi um pouco mais comedida nos elogios. Começou citando Eduardo Campos. “[É] Um grande parceiro, extremamente respeitado, que acompanhei de perto quando ainda era ministra, que é o nosso governador de Pernambuco Eduardo Campos”, disse, para aplausos do público, antes mesmo de citar as demais autoridades presentes ao evento.
Dilma também fez questão fazer um cumprimento especial a “dona Renata”, mulher de Campos. “Ela é exemplo de mulher nordestina, de luta por uma questão principal, que é a questão das crianças. Reconheço aqui, de público, que ela deu a questão das creches. Muitas coisas aprendemos com a ‘dona Renata'”, disse.

Da Uol

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