AMÉRICO: A CASA CAIU

AMÉRICO: A CASA CAIU

Desde que o atual Prefeito Soliney Silva-PSDB assumiu o mandato, a diretoria do SINTASP tem sofrido uma derrota atrás da outra. Com todas essas perdas, os servidores foram aos poucos constatando que o SINTASP não tem mais serventia alguma. Acostumados a bater o pé para os ex-prefeitos e ter grande parte de suas solicitações atendidas, muitas delas feitas de forma exagerada, a diretoria do Sindicato achou no atual mandatário a sua pedra no calcanhar de Áquiles.

A primeira derrota aconteceu ainda no início de 2009, quando o Prefeito resolveu entregar o comando da Secretaria Municipal de Educação-SEMED ao Sindicato. Foi uma catástrofe! Bota diretor, tira coordenador, nomeia supervisor, enfim ninguém se encontrava e na Secretaria as pessoas não se entendiam. Soliney resolveu retomar as rédeas e decidiu ele mesmo arrumar a casa. Foi a senha para que o então aliado Américo de Sousa-PT se rebelasse e se tornasse um dos maiores críticos do governo tucano. Querendo aparecer e colher dividendos para uma possível eleição, Américo inventou uma greve e mais uma vez foi desmoralizado. Uma decisão do Tribunal de Justiça decretou a greve ilegal e determinou que todos os professores voltassem para a sala-de-aula. Foi um Deus nos acuda e os professores ficaram revoltados por serem submetidos a tamanha situação constrangedora.

Ainda tonto com a decisão judicial, o intransigente vereador começou a tecer críticas a todos os chefes da SEMED que por lá passaram. Falou mal do ex-secretário Altemar Lima, fez a caveira da ex-secretária Lúcia Aguiar e viu sua língua se dobrar em dois pedaços ao tentar escrachar a atual secretária de Educação Rosário Leal. Calou-se. Não tinha mais o que dizer. Sem direção, perdeu o foco, deixou a Educação e partiu com tudo para cima da Secretaria de Saúde. Escolheu o sábado para fazer seu teatro de pai dos pobres e tentar colocar, através de um famigerado programa de rádio, a opinião pública contra o governo. Melhorias para a cidade? Nada disso, a meta era aparecer e conseguir se eleger para o cargo de Deputado Estadual. Não foi para lugar nenhum. Enganou até a ex-prefeita Márcia Bacelar-PSB dizendo que tinha votos e se não fosse ela, teria saído das urnas mais humilhado do que foi. Teve que se contentar apenas com a 3ª suplência e as dívidas de uma campanha à toa.

Ficou louco da vida com o mega-evento de três dias realizado pela SEMED aos professores. Imediatamente inventou uma festa dos servidores afim de não ficar desmoralizado mais uma vez. É que os professores haviam ficado insatisfeitos com o café da manhã promovido pela entidade e o ti-ti-ti da insatisfação permeava a sala dos professores de todas as escolas da rede municipal. Foi um vexame! No último dia 30 de novembro, a Câmara Municipal aprovou o Projeto de Lei nº. 022 que tratava de revogar o artigo 115 da Lei nº. 556, de 05 de abril de 2008 (Plano de Cargos, Carreira e Salário dos Profissionais do Magistério). Em outras palavras, a partir da aprovação do Projeto de Lei, a Prefeitura deixaria de ser obrigada a descontar dos contracheques dos servidores a contribuição sindical. Foi o golpe de misericórdia!

Américo ficou louco. Estrebuchou, foi para a rádio hoje (07) e disse cobras e lagartos. Marcou uma Assembléia Extraordinária, enfim, ao que tudo indica, o cômico vereador vai rodar a baiana para tentar derrubar a Lei, o que será muito difícil, pois é totalmente constitucional. As consignações são ato facultativo da Administração Pública haja vista depender da anuência do servidor e não importar prejuízo algum à entidade representativa de classe ou aos servidores associados à extinção da citada consignação, já que o pagamento pode ser feito por outros meios. O desespero de Américo na verdade tem motivos claros e o que lhe tira o sono é o medo dos associados não se dirigirem ao Sindicato para efetuar o pagamento das contribuições e assim iniciar uma inadimplência sem precedentes. Como honrar “tantos compromissos que o Sindicato tem” se não há dinheiro na caixinha? Oh! céus, o cômico presidente de fato Américo de Sousa e o presidente de direito Osmar Aguiar estão numa saia justa. É como se alguém tivesse os abordado e tivesse dito: Mano, acabou. A casa caiu!

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