A responsabilidade social do judiciário em Coelho Neto

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Karla Jeane e Raquel Araújo: juízas com responsabilidade social

Não se pode negar que desde a promulgação da Constituição de 1988 o Poder Judiciário como um todo sempre foi visto como “intocável” e afastado da realidade das pessoas. No decorrer dos anos esse Poder foi obrigado a assumir funções inéditas como forma de dar respostas a sociedade a temas relacionados a crise contemporânea.

Em Coelho Neto não se pode deixar de destacar o tratamento diferenciado dado recentemente às demandas sociais por algumas das titulares da Comarca, que marca esse papel mais presente do judiciário na realidade em que se está inserido.

A juíza Karla Jeanne por exemplo, foi autora do Projeto Compartilhar, projetado para ser um trabalho voltado para adolescentes fora das instituições formais, funcionando como um instrumento que pudesse garantir às crianças e adolescentes a convivência com a família e a comunidade.

O projeto social desenvolvido na cidade foi tão êxitoso, que levou a juíza a ser premiada pela Associação dos Magistrados do Maranhão – AMMA em 2009  entre as três melhores práticas do judiciário maranhense.

Essa ação desenvolvida pela juíza foi decisiva para que a cidade fosse escolhida junto com a capital em 2010 para ser piloto na implantação do Projeto Depoimento sem Dano desenvolvida pelo TJ baseado na experiência no Rio Grande do Sul voltado a uma forma especial de tomar depoimentos de meninos e meninas, que sairiam das salas de audiências e iriam para locais especialmente projetados, onde o depoimento será feito com recursos técnicos de vídeo e áudio, e na presença de um assistente social ou psicólogo.

A nova juíza Dra. Raquel Araújo tão logo tomou posse já implantou o Projeto Justiça e Cidadania com foco nesse trabalho descentralizado e mais próximo da comunidade, feito através da realização de palestras e promoção de ação social nos bairros.

As ações desenvolvidas pelas magistradas servem de modelo não apenas para outros juízes, como também contribuem para mudar essa visão cultivada durante muito tempo sobre os atores da justiça. Sair dos gabinetes e se aproximar da comunidade possibilita que esse novo olhar das demandas sociais na ótica do judiciário seja o esteio na garantia dos direitos sociais já conquistados pela população.

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