A PRESENÇA DE MÁRCIA BACELAR E AS DIFICULDADES DA OPOSIÇÃO

A PRESENÇA DE MÁRCIA BACELAR E AS DIFICULDADES DA OPOSIÇÃO
Engana-se quem pensa que a presença da ex-prefeita Márcia Bacelar-PV na última segunda-feira (18) em reunião realizada na residência do ex-prefeito Antonio Cruz-PP tenha sido por livre e espontânea vontade. Na verdade a ex-prefeita foi convocada pela “companheirada” a pisar em solo tupiniquim para mostrar a cara no apoio a pré-candidatura de Américo de Sousa-PT e tentar minimizar o estrago que sua ausência causou no lançamento das “oposições coligadas”.

Márcia: dificuldade em articular lideranças que fortaleçam a oposição

É bem verdade que Márcia é hoje a principal fiadora dos votos da oposição, no entanto, nem ela própria sente estímulo de subir morro e descer morro para pedir votos aos “companheiros”. A inclusão do nome da ex-mandatária na lista dos inelegíveis do TCE e TCU gerou um mal estar gigante, tanto que os blogs oposicionistas estão proibidos de falar e republicar matérias que tratem do assunto. A ordem é silêncio absoluto!

Com um visual diferente, Márcia esteve na cidade e constatou que terá a missão de arregaçar as mangas e intervir na campanha do petista, pelo fato da ausência de comando nas hostes oposicionistas. O ex-prefeito Antonio Cruz até tem boa vontade, no entanto, ele mesmo sabe que discurso não ajuda a dar corpo a uma campanha de oposição. O lançamento do nome do médico Fernando Couto – PRTB como vice, não alterou em nada as expectativas em torno da chapa e a ex-prefeita terá que fazer pelos “companheiros” o que nunca fez por ela própria.

No curto espaço que esteve na cidade, Márcia conversou com algumas lideranças na tentativa de contabilizar mais apoios aos oposicionistas. É bom pontuar que a tarefa de arregimentar lideranças não pode ser executada pelos cabeças da chapa, pelo simples fato dos dois não possuírem perfis de articuladores e muito menos de afáveis ao diálogo. A dificuldade dos oposicionistas também está na consolidação de nomes fortes na eleição proporcional, que ao que parece, torna difícil as chances do grupo de assegurar vagas na Câmara de Vereadores.

A situação tem sido tão complexa que a oposição mantém se fechada em copas. Ainda não foi propagada, por exemplo, a data da convenção, não houve mudanças na composição dos quadros de apoio e de novas lideranças que agreguem musculatura ao grupo e a reafirmação da pré-candidatura de Doralice Santana afastou as chances de aumento do número de partidos ligados ao grupo. Como não há mais muito tempo para articulações, à oposição logo terá que mostrar a que veio, sob pena de não conseguir estimular os aliados. 

Foto: Blog do João de Sousa

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