1 ano: O retrato do governo “da mudança” em Coelho Neto…

Com seu conceito arcaico de administrar, uma visão centralizadora e um governo marcado pela inércia, o petista encastelado no poder conseguiu em um ano exibir vergonhosamente o título de pior administrador da história recente do município. 

Américo durante o discurso de posse realizado há um ano: muita lábia, desculpa esfarrapada e um governo praticamente inerte

Editorial 

Há exatos 01 ano, o prefeito Américo de Sousa (PT) assumia o governo em clima de festa e bastante expectativa popular em torno daquele que pelas promessas, faria o melhor governo de Coelho Neto. Doce desilusão. Passados 365 dias da nova gestão, faz se necessário fazer uma avaliação conjuntural sobre esse período, bem diferente daquelas feitas pelos lacaios do prefeito, cuja mudança na visão deles foi “muito boa” e nem é preciso dizer os motivo$.

Pois bem, a Educação comandado pela professora Williane Caldas foi o setor mais prejudicado do governo da mudança. Das cinco escolas prometidas para reforma, o governo só conseguiu reformar duas a duras penas e com qualidade da obra bastante duvidosa. A pasta ficou expert em calote: calote nos contratados que trabalharam hora extra e não receberam, calote nos professores da educação infantil que trabalharam as quintas e sextas, calote no 13º de contratados (quando o prefeito dizia que o tratamento seria igual) e calote no prometido 1/ de férias de 2016, sem falar na redução exacerbada de gratificações e do ano letivo (com a desculpa de economizar)

A Saúde nunca conseguiu dizer a que veio. A pasta começou sob muita expectativa em decorrência da propaganda feita em torno de Cristiane Bacelar que iniciou a gestão com toda pompa e do meio para o final foi exonerada sem nenhum motivo muito claro (a princípio seria necessidade de está mais tempo com a família, já está em sua terceira pasta em um ano e não sai da cidade, contrariando o motivo divulgado pelo governo).

Fez estudos e muito alarde em torno da reforma do Hospital Ivan Ruy e tudo ficou apenas no papel. O desmonte do Centro de Imagem anunciado por ela nunca ficou bem explicado: foram gastos R$ 700 mil na reforma do prédio próximo a rodoviária e passado um ano, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – SAMU continua funcionando no mesmo prédio deixado pelo governo anterior. O seletivo feito para agentes de saúde também ficou só no gogó, o ano terminou e nenhum sequer foi chamado para compor as vagas “de urgência” vendida pela agora ex-secretária. Recentemente uma servidora da Unidade de Pronto Atendimento – UPA foi agredida e o governo nunca se pronunciou sobre o caso.

A área da Assistência Social é praticamente inexistente. A secretaria é tão apática e insossa que não há sequer como fazer qualquer avaliação de um trabalho que a população desconhece.

Apesar de vender que investe na Cultura da cidade, o governo relegou a área a uma estrutura extremamente inferior ao que se tinha. Desmontou a estrutura da Fundação de Cultura e relegou a pasta a uma Secretaria Adjunta ligada a Educação que hoje vive abandonada na principal biblioteca da cidade (tão abandonada quanto o Farol da Educação), em meio aos livros e a um depósito de instrumentos musicais. Os cursos foram desativadas, a Banda Municipal foi desmontada e o governo foi incapaz de realizar algo neste setor (que não as intermináveis reuniões que não servem de coisa alguma). Nenhuma ação de Natal foi realizada e o prefeito decidiu por acabar a Festa de Reveillon prometida por ele mesmo.

O esporte é outro setor que teve investimento zero e funciona de forma bastante capenga. As praças esportivas continuam tão abandonadas quanto foi denunciada no início da gestão, os recurso humanos foram reduzidos drasticamente e os campeonatos com distribuição de material esportivo ninguém sequer ouviu falar. O secretário sem autonomia alguma é obrigado a se submeter a tutela da secretária de educação, que é quem de fato mantém as poucas ações realizadas.

A prometida Secretaria de Juventude é o símbolo de mais uma mentira do prefeito para chegar ao poder: quando candidato prometeu a pasta para os jovens, após chegar ao poder sequer previu sua criação. A Secretaria de Cidadania foi outro engodo do governo. Anunciada como novidade só tinha um secretário e ações que ninguém nunca conheceu. A Secretaria de Indústria e Comércio foi projetada para ser ocupada pelo empresário Josué Viana, escolha bastante elogiada, mas nunca justificada sua não efetivação. Sem nenhuma explicação a pasta foi colocada na geladeira e serviu de “prémio de consolação” para Cristiane Bacelar após sua saída da saúde. A pasta realizou apenas um evento totalmente ignorado pela população. A Ouvidoria é outro cabide de emprego, que tem ouvidor mas na prática sequer existe.

A Secretaria de Meio Ambiente com suas ações desastrosas em todo o ano só conseguiu mesmo conseguir a antipatia da população, diante da inversão de prioridades e de seu verdadeiro papel.

A Secretaria de Articulação Política é outra presepada. Comandada até então pelo ex-secretário Milton Mourão (que assim como Cristiane deve andar em todos os setores até o final do governo) também não tem nenhum resultado prático. Sua última ação antes de ser defenestrado da pasta foi fracassada, pois a base aliada “deu de ombros” para suas intervenções e votou a peça orçamentária com várias emendas diferente do que o governo queria. Outra perda humilhante se deu durante a proposta de redução de salários dos comissionados, onde governistas e oposicionistas se uniram e derrotaram o desejo do prefeito. Sem habilidade algua para tocar a pasta, foi premiado com a inexpressiva Chefia de Gabinete.

A Secretaria de Obras e Infraestrutura não conseguiu inaugurar uma obra sequer. Assim como a Educação tem sido marcada pelo calote nos agentes de limpeza e dos carros que prestam serviço para o setor. Não conseguiu realizar um metro de calçamento e o asfaltamento só foi possível graças ao Governo do Estado. O setor é considerado tão incompetente pelo próprio governo, que o prefeito delegou a secretaria de Agricultura a tarefa de coordenar as ações de recuperação das estradas vicinais.

A Secretaria de Comunicação mesmo com o grande aparato que tem, é mais utilizada como máquina de moer adversários do que divulgadora das ações de governo. O secretário não consegue emitir uma nota respondendo uma denúncia sobre assunto de interesse da sociedade, se esta não estiver relacionada a contrapor adversários do governo.

De todas, a secretaria de Agricultura é talvez a única com ações concretas. Apesar o perfil perseguidor e antipático do secretário, a pasta tem conseguido fazer as ações chegar aos seus usuários. Com o maquinário doado pelo Governo do Estado, a secretaria tem realizado mesmo com a pouca autonomia que tem, um trabalho elogiável e voltado para a melhoria da qualidade de vida do homem do campo.

A transparência do governo mais uma vez foi reprovada pelo Tribunal de Contas do Estado – TCE e passado um ano, a sensação que se tem é que estamos diante do pior governo de todos os tempos. O prefeito Américo de Sousa com seu jeito ditador de governar é tão rejeitado, que conseguiu a façanha de ser vaiado em pleno Corredor da Folia durante uma festa realizada por ele próprio. A cena foi tão constrangedora que o deputado federal Zé Carlos (PT), pediu para não falar e de lá para cá o suplente de deputado estadual Rafael Leitoa (PDT) também sumiu com receio da catinga “do adversário”.

A relação com o Palácio dos Leões – de quem se dizia ser da camarinha do governo –  é a pior possível. O prefeito mesmo batendo o pé contra o governador e atacando um de seus secretários não tem conseguido contabilizar nada, a não ser o desprezo do comunista.

Esse é um resumo de um ano do governo da mudança e ao contrário do que fora dito pelo lacaio do prefeito, as mudanças realmente ocorreram, mas para pior.

Quem não deu conta de administrar uma caixa de picolé, não poderia dar conta de bem administrar uma cidade. Que venha 2018!!

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