Fábrica do Grupo João Santos leiloa prédio em Teresina para pagar dívidas trabalhistas

Mesmo um ano depois do fechamento da fábrica da Itapissuma S/A  na cidade de Fronteiras, a empresa ainda se vê envolta em dívidas trabalhistas contraídas com a demissão em massa de 200 funcionários. É para pagar estes débitos que a Justiça do Trabalho determinou leilão, na modalidade venda direta, de um imóvel localizado na Avenida Frei Serafim e que pertence à empresa.

Ao todo, o leilão envolve três terrenos, indo da Rua Monsenhor Gil até a Avenida Frei Serafim, no Ilhotas, incluindo todas as construções existentes, de acordo com os limites e dimensões explicitados no edital. O imóvel da Frei Serafim, onde funciona a Engecopi, foi avaliado em R$ 8 milhões.

Com o montante arrecadado, a Justiça do Trabalho espera que a Itapissuma quite as dívidas contraídas com os mais de 500 processos ajuizados após a dispensa dos funcionários sem a prévia negociação com o sindicato da categoria, com salários atrasados e sem o pagamento de férias e verbas rescisórias. Até o momento, já foram realizados 113 acordos judiciais somente na Vara do Trabalho de Picos, resultantes das demissões.

Além de quitar as dívidas trabalhistas, a Itapissuma S/A deverá, segundo determinou a Justiça do Trabalho, utilizar o restante do valor conseguido nos leilões para adquirir insumos necessários para a retomada das atividades no Estado. A reabertura da indústria deverá priorizar a contratação dos ex-trabalhadores dispensados, comprovando essa situação nos autos.

Fonte: Ministério do Trabalho

Queda de braço entre funcionários e Grupo João Santos se agrava sob os olhares inertes do Executivo e Legislativo…

Nem prefeito e nem presidente da Câmara de Vereadores são capazes de se posicionar diante do flagrante desrespeito do Grupo João Santos com seus trabalhadores que a qualquer momento pode chegar ao extremo.

Trabalhadores atearam fogo em pneus na entrada das empresas

Com o descaramento das empresas em propor pagar os trabalhadores demitidos dessa safra apenas na safra do ano que vem, os manifestantes engrossaram e a empresa resolveu autorizar a liberação dos pagamentos na última sexta (13). Nesta segunda (16), os trabalhadores retomaram o protesto e queimaram pneus na portaria da empresa após a decisão extemporânea sabe-se lá por quais motivos de suspender o pagamento que já havia iniciado.

Lamentavelmente desde que a crise e agravou, nem o prefeito de Coelho Neto Américo de Sousa (PT), nem o presidente da Câmara Osmar Aguiar (PT) se manifestaram sobre ocorrido, como se isso não fizesse parte de suas atribuições.

Para fazer politicagem no início do mandato, Américo e o suplente de deputado Rafael Leitoa (PDT) chegaram a programar uma intermediação sobre a situação do Grupo João Santos, mas após a saída dos fotógrafos e da imprensa tudo não passou de conversa fiada. Leitoa chegou a ensaiar uma ida ao Escritório Central do Grupo João Santos em Recife-PE, mas só atravessou mesmo o Itapirema para retornar para sua Timon.

Politicagem de Américo e Rafael Leitoa no início do ano ficou só no gogó

Os trabalhadores terão que contar com a própria sorte, porque se depender dos representantes dos poderes, eles estarão muito ocupados para tomar qualquer providência, afinal não estamos em ano eleitoral mesmo.

Uma lástima!

Post atualizado às 15:53h – Após uma reunião da empresa com o sidicato da categoria, o grupo João Santos se comprometeu novamente a retomar os pagamentos nesta terça (17).

Após ter bens bloqueados, Grupo João Santos tenta protelar processo para não pagar trabalhadores…

Grupo João Santos: todas as tentativas para dificultar compromisso com os trabalhadores

A guerra travada entre o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Papel, Celulose e Artefatos de Coelho Neto – SINPACEL e as empresas Agrimex e Itapagé ligadas ao Grupo João Santos teve mais um capítulo escrito nesta terça (13).

Acontece que o Juiz do Trabalho Higino Diomedes Galvão proferiu despacho autorizando o bloqueio nas contas das 36 empresas do Grupo João Santos para pagamento de salários em atraso dos trabalhadores, bem como a penhora dos imóveis indicados pelo Sindicato, além da intransferibilidade dos imóveis das empresas do grupo nas cidades de Caxias, Coelho Neto, Buriti e União-PI.

Sem a menor noção do ridículo, a empresa que estava em silêncio resolveu propor que pagaria a dívida em 24 vezes, proposta rejeitada pela assembleia de trabalhadores realizada no último dia 09, optando por aguardar a decisão final da justiça.

A decisão do juiz foi baseada no argumento de ter encontrado nas contas das empresas, dinheiro suficiente para que os débitos fossem pagos.

Reação

Sem qualquer compromisso com os trabalhadores o Grupo João Santos resolveu reagir diante da decisão do juiz da Vara do Trabalho de Caxias que bloqueou as contas, penhorou imóveis e proibiu a intransferibilidade dos imóveis das empresas.

Para protelar e evitar o pagamento, o advogado da Agrimex S/A entrou com um mandado de segurança solicitando uma Audiência de Conciliação e assim apresentar um acordo, o que representa um verdadeiro deboche.

Se o processo rola desde o início de 2016 como é que as empresas querem fazer acordo justamente após a justiça dar ganho à causa dos trabalhadores?

É mais um capítulo triste e deprimente da forma que as empresas do Grupo João Santos tratam seus colaboradores.

Uma vergonha!

Fábricas em Coelho Neto fecham e classe política permanece muda…

Grupo João Santos em Coelho Neto: paralisação e demissões. Foto: João Osório

A cidade Coelho Neto realmente é um lugar onde as coisas andam na contramão da realidade. Na manhã da última segunda (10), nos exatos 100 dias do novo governo (que de novo não tem nada), o Grupo João Santos reuniu parte do seus colaboradores para anunciar a paralisação de duas de suas principais empresas no município.

De acordo com o que fora repassado pelos diretores da empresa, os colaboradores das empresas Itapagé S/A e Agrimex S/A foram informados que seus contratos seriam rescindidos e as atividades das duas empresas seriam suspensas.

A notícia representa um grande baque a economia local já cambaleante, haja visto o cenário de crise que passa o município ocasionado sobretudo pelo desemprego em níveis elevadíssimos. Volta-se a viver o pesadelo de 2005, quando o Grupo João Santos anunciou a paralisação da Itapagé e demitiu centenas de pessoas.

O grande incrível da história é que mesmo diante da gravidade do fato, ninguém da classe política da cidade fez um pronunciamento sequer, NINGUÉM.

O prefeito de Coelho Neto Américo de Sousa (PT) que poderia ter se manifestado não deu um pio. A Câmara de Vereadores que deveria ter estimulado o debate sequer conseguiu realizar sessão por falta de quórum. Os tais deputados que “andam atrás de votos” e se dizem representantes da cidade também não indicaram qualquer saída que possa minimizar o cenário de caos.

Enfim, enquanto a classe política da cidade “descansa em berço explêndido”, os pais de família desempregados com certeza sequer conseguiram pregar o olho, vislumbrando dias vindouros de dificuldade e angústia.

Lamentável tamanha inércia!

Mais uma empresa do Grupo João Santos paralisa suas atividades…

A Companhia Agro‐Industrial de Goiana (CAIG/Usina Santa Teresa) do Grupo João Santos, decidiu, no final da manhã desta quarta‐feira (29), durante uma assembleia com o sindicato da categoria, paralisar as atividades de produção por dois anos, além de demitir uma grande quantidade de funcionários, após os inúmeros atrasos salariais e dívidas trabalhistas.

Assembléia contou com a presença do presidente da CAIG José Santos

A assembleia foi realizada pelo Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Pernambuco (Sindaçúcar) e contou com a presença de centenas de trabalhadores, além do presidente da CAIG, Sr. José Bernadino Santos.

Segundo informações de funcionários, José Santos afirmou ao público presente que um dos grandes problemas da empresa foram as questões familiares com os irmãos, após o falecimento do pai João Pereira dos Santos.

As demissões estão previstas para acontecer já na próxima semana. A empresa também está disponibilizando Plano de Demissão Voluntária (PDV) aos trabalhadores interessados.

Assembleia de funcionários durante comunicado da paralisação

Fundação ‐ A Usina Santa Teresa é uma empresa localizada no município de Goiana, na Mata Norte de Pernambuco, que produz açúcar e álcool, filiada ao Sindicato da Indústria do Açúcar e Álcool de Pernambuco.

Fundada no ano de 1910 pelo coronel Francisco Vellozo de Albuquerque Melo, junto com João Joaquim de Mello Filho e José Henrique Cézar de Albuquerque. A empresa contava com uma produção estimada em 1.800.000 sacos de açúcar refinado granulado.

Recentemente, vinha passando por várias dificuldades financeiras, ocasionando os atrasos constantes de salários.

Do Blog do Anderson Pereira

Fábrica do Grupo João Santos poderá ser reaberta em 60 dias…

O governo estadual está buscando alternativas para reabrir a fábrica de cimento Itapissuma S/A, em Fronteiras (400 km de Teresina).  A unidade localizada na Fazenda Monte Alvão está com as atividades paralisadas desde o dia 6 deste mês, mas após o acordo, há a possibilidade de retomar as atividades em dois meses.

Ontem (27), o governador Wellington Dias (PT) se reuniu com o diretor e o superintendente do Grupo João Santos, Geraldo Santos e Fernando Gusmão. No encontro foram acertados uma repactuação relativa ao ICMS e um acordo com os consumidores de cimento. “Temos o compromisso de trabalharmos condições para termos uma produção com um preço competitivo em relação a outros estados, de tal maneira que tenhamos aqui um acordo com os principais consumidores de cimento, com as obras do Estado e as obras federais”, declarou o governador.

O superintendente da Itapissuma, Fernando Gusmão, considerou que o entendimento ajudará a trazer “soluções viáveis” para retomar o funcionamento da fábrica o mais rápido possível. “Talvez em 60 dias”, afirmou. Mais de 500 funcionários estavam trabalhando no local.

Do site Cidade Verde

Grupo João Santos se manifesta e nega falência…

Itapagé – empresa do Grupo João Santos em 2005 e sediada em Coelho Neto

A direção do grupo pernambucano João Santos, que virou referência nacional na produção e comercialização de cimento, admite que vem enfrentando muitas dificuldades devido às consequências da crise nacional, mas nega que tenha decretado falência, através de um pedido de concordata, conforme foi noticiado aem um blog do Piauí.

Do Blog do Magno Martins

A falência do Grupo João Santos…

Itapagé – empresa do Grupo João Santos com sede em Coelho Neto e fechada em 2005

Com 12 fábricas, detendo 13% do mercado de cimento no Brasil, acaba de falir, oficialmente, o Grupo João Santos, dono da marca Nassau.

A Nassau produzia 6,4 milhões de toneladas de cimento. Mas, o Grupo João Santos não era só cimento. Tinha usinas de açúcar e etanol, de papel e celulose e uma rede de comunicação, a Rede Tribuna.

No epicentro dos atrasos salariais e desvalorização de seus produtos está a questão familiar. Uma reportagem produzida pela revista Isto É Dinheiro, em 2010, já anunciava a crise instaurada que, mais cedo ou mais tarde, resultaria na situação local.

No entanto, o império do Grupo começou a andar mal das pernas há sete anos, na ocasião da morte do patriarca e presidente do conglomerado, João Pereira dos Santos.

Segundo a reportagem, a briga pelo controle do grupo teria de um lado Fernando Santos, José Bernadino Santos e Maria Clara Santos, filhos de João Santos, e do outro lado, as irmãs de João Santos, Ana Maria Santos e Rosália Santos, além de Alexandra, Rodrigo e Maria Helena, filhos do primogênito João Santos Filho, que faleceu na década de 80. As discórdias entre os parentes de João Santos começaram em 2009, durante o inventário de bens deixado por ele.

Por Rubens Frota – Do Jornal O Estado do Ceará

Itapagé S/A deve mais de 73 milhões ao INSS…

Itapagé S/A, localizada em Coelho Neto 

A empresa Itapagé S/A, sediada em Coelho Neto e pertencente ao Grupo Industrial João Santos integra a lista dos maiores devedores da Previdência Social. O levantamento foi apurado pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional e traz a relação dos débitos com o INSS de mais de 500 empresas – privadas, públicas, fundações, governos estaduais e prefeituras.

De acordo com o levantamento, o débito da Itapagé chega a exatos R$ 73.550.561,55 (setenta e três milhões, quinhentos e cinquenta mil, quinhentos e sessenta e um reais e cinquenta e cinco centavos).

O Grupo João Santos que já foi um dos maiores conglomoreados do país passa por sua pior fase. A empresa Itapagé fechou em 2005 para modernizar suas atividades e passados 12 anos, permanece fechada e sem qualquer expectativa de reabertura.

As outras fábricas Itajubara S/A e Agrimex S/A também sediadas em Coelho Neto, também passam por uma crise sem precedentes. Há quem afirme que esse ano as empresas não realizarão a moagem e que inclusive, toda a produção de cana já teria sido negociada com a empresa COMVAP, do Piauí.

Recentemente a empresa de cimento Itapissuma S/A, localizada no município de Fronteiras-PI, também fechou as portas, mostrando a situação decadente que passa o Grupo João Santos em todas as cidades onde possui suas ramificações.

Mais uma fábrica do Grupo João Santos fecha as portas…

A Itapissuma S/A, emitiu na manhã desta segunda-feira (6) o comunicado oficial sobre a suspensão temporária de suas atividades na fábrica de cimentolocalizada na Fazenda Monte Alvão, município de Fronteiras.

De acordo com o comunicado, a suspensão “deve-se ao agravamento da crise econômica que assola o país e em especial o ramo da construção civil, onde está inserida a ITAPISSUMA S/A a qual teve uma redução nas suas vendas de cimento na ordem de 80% (oitenta por cento), o que inviabiliza momentaneamente o seu funcionamento.”

Além do desemprego gerado entre os fronteirenses, o município sofrerá sério impacto financeiro, deixando de arrecadar cerca de R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais) com o não funcionamento das atividades da fábrica.

Do Portal 180 Graus