O discurso hipócrita do prefeito de Coelho Neto…

Com discurso vitimizado, o prefeito de Coelho Neto contraria a própria história e o modus operandi que adotou ao longo de quase 20 anos

Américo: diz uma coisa e faz outra

Quem ouviu o prefeito de Coelho Neto Américo de Sousa (PT) no seu último programa de rádio no sábado (16) até chega a acreditar que ele é esse ser “paz e amor” que tentou passar em tom bem diferente do habitual.

Se auto-intitulando o “homem do diálogo” (coisa que anda longe de ser), o petista  falou que as lideranças teriam que se desarmar politicamente, que teria que se evitar expor os lados negativos da cidade, que a idéia era mostrar as coisas positivas, teve a coragem de dizer que não persegue ninguém e que a cidade não tinha espaço para o ódio. Uma piada pronta!

O prefeito no entanto esqueceu de lembrar da sua história de vida e do discurso que adotou antes de sentar na cadeira principal do Executivo.

Quem hoje pede trégua nunca deu trégua para nenhum prefeito que lhe antecedeu. Quem hoje pede para que as lideranças se desarmem e desmontem o palanque político, dá demonstrações diárias que nunca se desarmou, muito pelo contrário, faz questão de usar a imprensa aliada para ridicularizar adversários quase que diariamente.

Quem hoje rejeita o discurso de ódio esquece as formas pejorativas , debochadas e desrespeitosas que usa para se referir a quem não reza na sua cartilha ou contrapõe seu discurso.

Quem hoje diz que não persegue ninguém manda demitir funcionária em pleno exercício da função para punir o marido vereador e usa o judiciário para tentar intimidar veículos da imprensa.  Quem hoje pede para mostrar os lados positivos da cidade esqueceu de o fazer quando era apenas um apresentador de rádio, tempo em que jamais fazia qualquer elogio ou reconhecimento por alguma obra feita por quem lhe antecedeu.

No passado tudo era errado, nada prestava, se tinha dinheiro para tudo e as coisas não eram feitas por incompetência ou por contas das famosas “lagartas”. No exercício do poder o dinheiro sumiu, se pede calma, se pede tempo, se pede trégua, revelando uma deprimente contradição de quem só aprendeu a jogar pedras no telhado dos outros e hoje não sabe como lidar com elas.

O prefeito de Coelho Neto é a figura personalizada da contradição.

E os fatos falam por si.

Discurso do Presidente da Câmara de Coelho Neto desagrada servidores…

Osmar Aguiar: discurso não agradou

Pegou muito mal a participação do Presidente da Câmara de Coelho Neto Osmar Aguiar (PT), durante manifestação de servidores realizada ontem (06), em frente à Prefeitura.

A princípio sua participação foi vista com bons olhos, já que ninguém do Executivo se manifestou para receber os manifestantes, no entanto, durante o discurso, o que se observou foi a fala de um ferrenho defensor do governo que nem de longe parecia o militante-sindicalista que atuava com unhas e dentes até o final do ano passado.

O tom do discurso era de quem estava em plena campanha política. Falou em “plenos pulmões” sobre legitimidade do atual governo, de pessoas que estariam usando a rede social para pressionar o prefeito, insinuou que alguns poderiam está sendo utilizados como massa de manobra e por várias vezes afirmou que a nova gestão era “um governo dos trabalhadores”.

No meio do discurso e do nada, tocou no assunto da retomada do Hospital Ivan Ruy e disse que alguém no movimento, aliado do maior proprietário de terras do entorno da unidade hospitalar (no caso, o empresário Luis Serra), estaria utilizando os servidores por revolta ao tal processo de desapropriação.

O petista ficou tão desnorteado fazendo uso do microfone que chegou a alfinetar o próprio aliado do governo, o ex-prefeito Dr. Magno Bacelar, afirmando que este não havia repassado todos os documentos durante a transição do seu governo. “Quando o Dr. Magno saiu que passou para o gestor anterior existiu transição, tinha algumas documentações que faltavam, mas no geral a documentação existia, existiu transição”, disse ele.

Ao final, se dirigindo ao servidor Oberdan Lopes (ex-candidato a vereador), que questionou o seu discurso, o presidente da Câmara teria chegado a dizer que “com ele não discutiria porque ele não tinha moral”. Enfim, a declaração além de uma falta de respeito soou de forma arrogante, inoportuna e desnecessária.

Se uma das poucas pessoas próximas do governo com habilidade do diálogo age dessa forma, o cenário vindouro que se desenha em tempos de crise é o pior possível.

E isto ficou muito claro!