Pai registra filho como ‘Macaulay Culkin’ em homenagem ao ator: ‘Família não sabe falar o nome’, diz mãe

Pai registra filho como ‘Macaulay Culkin’ em homenagem ao ator: ‘Família não sabe falar o nome’, diz mãe

Um recém-nascido de Botucatu (SP) já ganhou a fama que seu nome carrega. Com menos de um mês de vida, Macaulay Culkin Pires Machado tem gerado comentários em todos os lugares por onde passa. “Já nasceu famoso”, conta o pai Kaique Ferreira Machado, de 23 anos. Mas a mãe Brenda da Silva Pires, de 21 anos, revela um pequeno “problema”. Muitos parentes não conseguem pronunciar o nome.

Macaulay Culkin é o nome do ator que ficou famoso nos anos 90, principalmente, pelos filmes Esqueceram de Mim 1 e Esqueceram de mim 2 – Perdido em Nova York. Kaique conta que sempre pensou em dar o mesmo nome ao primeiro filho.

“Sempre gostei do ator, acho que já assisti mais de 10 vezes aos filmes. A minha intenção não era colocar o ‘Culkin’, mas ela [esposa] gostou tanto que coloquei”, afirma o pai. A certidão de nascimento comprova que o registro foi feito igual ao do ator norte-americano.

A mãe de primeira viagem confessa que nunca tinha escutado o nome, mas que logo se apaixonou. “Eu não sabia que era o nome do artista, nunca tinha visto, ele [marido] que me falou. Achei bem diferente, mas acabei gostando”, conta.

Macaulay nasceu dia 18 de fevereiro, em Botucatu. No mesmo dia, outras crianças nasceram, mas foi o pequeno que chamou a atenção.

“Todos os bebês tinham nomes comuns, como Enzo, Gabriel, mas o meu tinha que ser diferente. Quando coloquei o nome virou um alvoroço. Nunca pensei na repercussão, era para fazer uma homenagem”, conta Kaique.

A mãe do pequeno Macaulay conta que ninguém acreditava que eles colocariam o nome e que nem toda a família já se acostumou. “Todo mundo acha diferente, mas eu não sabia que ia dar essa repercussão toda. Ele vai sofrer um pouco para aprender a escrever o nome. A maioria da minha família não sabe nem falar, chamam ele de Má.”

Kaique já era fã do nome, mas foi a ação de outro pai que o encorajou a registrar o filho com o nome incomum. “Um pai corintiano registrou o filho como Corinthienzo. Daí veio a ideia de registrar com um nome diferente também.”

Do G1

Base de Alcântara do Maranhão será discutida entre Bolsonaro e Trump

Base de Alcântara do Maranhão será discutida entre Bolsonaro e Trump

A visita do presidente Jair Bolsonaro ao americano Donald Trump, no próximo dia 19, irá resultar em uma declaração conjunta baseada em três pilares: a consagração dos valores comuns, o anúncio de medidas concretas – como a permissão de uso, por estrangeiros, da base de lançamentos de foguetes de Alcântara, no Maranhão – e a indicação de um caminho a ser perseguido na relação Brasil-EUA, especialmente nas áreas econômica e comercial.

As equipes do Brasil e dos EUA consideram que o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas, que permite a estrangeiros usar a base de lançamentos de foguetes de Alcântara, no Maranhão, está praticamente fechado. Se não for assinado na reunião entre Trump e Bolsonaro, será ao menos anunciado pelos dois presidentes, segundo fontes envolvidas nas negociações revelaram ao Estado.

O acordo é considerado o anúncio estratégico a ser feito na visita, apesar de o tema ser negociado pelos dois países desde o governo de Fernando Henrique Cardoso. O governo Michel Temer tentou emplacar um novo texto, mas não prosperou. Além de pontos que ainda estavam em aberto, as negociações entraram em compasso de espera aguardando o resultado da eleição.

Para chegar a um consenso, os dois países mudaram trechos sensíveis e também ajustaram termos ambíguos. Os países concordaram em reformular, por exemplo, o trecho que determinava a existência de uma “área segregada”. A classificação, segundo brasileiros, dava a entender que o Brasil estaria segregando parte do território aos americanos e perdendo soberania. O termo que passa a ser usado agora é o de “área controlada ou restrita”.

O acordo visa a dar proteção a tecnologias usadas no espaço. Hoje, 80% do mercado espacial usa elementos da tecnologia americana e, sem o acordo com os EUA, a cooperação com outros países e empresas privadas fica travado. Com ele, o Brasil espera atrair investimento para a região. (Estadão)

Ricardo Boechat morre em queda de helicóptero em São Paulo

Ricardo Boechat morre em queda de helicóptero em São Paulo

O jornalista Ricardo Boechat, da Band, morreu hoje (11) numa queda de helicóptero no Rodoanel em São Paulo.

A informação, segundo a coluna Radar, de Veja, foi confirmada pelo Governo do Estado.

O Corpo de Bombeiros informou que duas pessoas tinham morrido após um helicóptero cair sobre um caminhão em trecho do Rodoanel que dá acesso à rodovia Anhanguera, na zona oeste de São Paulo.

Eles seriam o piloto e o copiloto da aeronave, segundo as informações preliminares da corporação. A confirmação de que o jornalista era um dos ocupantes veio mais tarde.

O acidente ocorreu na altura do quilômetro 7 do Rodoanel, sentido Castelo Branco, próximo a um pedágio. 

Do Blog do Gilberto Leda

Quem é o bombeiro de 25 anos que informa o país sobre a tragédia de Brumadinho

Quem é o bombeiro de 25 anos que informa o país sobre a tragédia de Brumadinho

A bordo da primeira aeronave do Corpo de Bombeiros que levantou voo rumo a Brumadinho, na última sexta-feira (25), estava o jovem tenente Pedro Aihara. Como porta-voz da corporação, o belo-horizontino de 25 anos, que fez curso de prevenção de desastres no Japão, é o responsável por apresentar o resultado do trabalho incansável dos militares que atuam dia e noite na busca por vítimas do rompimento da barragem da Vale.

Por meio das declarações do tenente, grande parte das informações sobre a tragédia tem chegado aos quatro cantos do país e também do mundo. Nesta terça-feira (29), sua lista de pedidos de entrevista, além da imprensa local e nacional, incluía até uma emissora de televisão da China.

“O que eu faço é apenas transmitir o trabalho destes grandes heróis. Esses, sim, merecem todo o reconhecimento e todo tipo de aplauso. Porque, se eu faço um trabalho minimamente bem feito, não é mérito meu, e, sim, mérito do próprio trabalho que é realizado por outras pessoas”, diz.

Apesar da feição jovem, o tenente que representa a imagem do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais tem chamado a atenção por sempre transmitir as informações de forma precisa, sem titubeios.

Especialista em prevenção de desastres pela Universidade de Yamaguchi, no Japão, o oficial – na intimidade, apelidado de Japa – encara com tranquilidade, mesmo diante de tensão e cansaço, e precisão câmeras, microfones e uma maratona de entrevistas, que, por vezes, se prolongam por mais de duas horas seguidas.

Na primeira noite em Brumadinho, envolvido no atendimento à imprensa e também no apoio às operações, o tenente não fechou os olhos. Nos últimos dias, não mais que três ou quatro horas de sono.

Aihara, o rosto e a voz da corporação nesta tragédia, reconhece o peso da responsabilidade de seu papel no acompanhamento do desastre.

“Eu não encaro isso daqui como um trabalho e, para mim, não é só um número. Quando a gente fala de vidas humanas, se a gente tem uma informação errada, isso daí pode impactar negativamente na vida de uma família de uma maneira muito intensa. Então, em primeiro lugar, eu tenho noção dessa responsabilidade. Em segundo lugar, é uma operação muito difícil, porque são muitas agências envolvidas. São muitos dados que chegam, a gente tem que verificar esses dados, são muitas demandas. As pessoas querem informação. A questão das famílias, da imprensa”, diz.

Para que não haja falhas neste processo de unificação e repasse de informações, quatro elementos são fundamentais para o tenente: serenidade, tranquilidade, paciência e tolerância.

Apaixonado pela profissão que escolheu, Aihara, que entrou para o Corpo de Bombeiros em 2012, acredita que conhecimento nunca é demais. Ao mesmo tempo em que iniciou o Curso de Formação de Oficiais (CFO), o tenente começou a faculdade de direito na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

“Acabei investindo nessas duas áreas e acabo conseguindo aplicar muitas coisas que aprendo em uma área nas outras áreas. Aí, depois eu fiz minhas especializações ”, diz ele em referência ao curso no Japão, feito em 2016, e o de gestão de projetos, na Universidade de São Paulo (USP).

Solteiro, Aihara também tem o Cruzeiro como uma de suas paixões.


O tenente Pedro Aihara, porta-voz dos bombeiros — Foto: Reprodução

Assim como grande parte das pessoas que ingressam no Corpo de Bombeiros, o tenente tinha a ideia que atuaria, diretamente, nas ruas.

“Acho que todo mundo quando entra no Corpo de Bombeiros tem aquela ideia mesmo que a gente vai apagar incêndio, vai salvar pessoas. E, de fato, isso é verdade. Mas existem várias outras funções que para a instituição trabalhar bem são necessárias”, afirma.

Antes de se tornar porta-voz, Airaha atuava coordenando e organizando equipes: “Em ocorrência de grande porte, a gente determina como vai ser a atuação, quais vão ser as técnicas aplicadas. É uma espécie de coordenador-geral daquele batalhão, em questão de operação”, explica.

Atuação no desastre de Mariana

Ele também participou das operações de busca na tragédia de Mariana, quando o rompimento da barragem da Samarco, cujas donas são a Vale e a BHP Billiton, matou 19 pessoas e destruiu comunidades. Mas, em 2015, sua atuação foi bastante diferente da desempenhada hoje. Na época, ele trabalhou no planejamento das operações na zona quente do desastre.

Sempre eloquente e sem deixar perguntas de jornalistas sem resposta, Aihara passou a representar a corporação depois de ser escalado para participar de algumas missões que envolviam a articulação entre instituições, e o resultado agradar seu comandante.


Tenente Aihara no curso de formação de bombeiros. — Foto: Reprodução/Instagram

“E ele viu que eu me desempenhava minimamente bem nisso. Então, que eu conseguia agregar essas pessoas, conseguia fazer essas reuniões, alinhar os interesses de todo mundo. E aí vendo, essa mínima competência, quando ele foi transferido para o comando-geral, ele também me chamou para que eu atuasse nessa função, junto à imprensa”, afirma.

O primeiro caso de grande repercussão nacional em que Aihara representou o Corpo de Bombeiros como porta-voz foi o incêndio na creche Gente Inocente, em Janaúba, no Norte de Minas. Em 2017, a estrutura de uma casa que era utilizada como creche se tornou cenário de horror depois que um vigia jogou álcool nele e nas crianças e ateou fogo. Quatorze pessoas morreram.

Ele diz que este foi um trabalho que o sensibilizou, apesar de toda a preparação para atuar em casos como esse.

“Foi uma ocorrência muito difícil pela característica de a gente ter crianças, que uma situação afeta muito a gente e de presenciar de muito de perto o sofrimento de todas essas famílias, especialmente das mães. Então, por mais que a gente seja preparado para lidar com isso, é uma coisa que toca muito o nosso coração”, diz.

Do G1

Preço da gasolina cai 0,9% nas bombas do país, diz ANP

Preço da gasolina cai 0,9% nas bombas do país, diz ANP

O preço médio da gasolina voltou a cair no Brasil. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP)o  litro do combustível nos postos custava 4,258 reais na última semana, encerrada no sábado, 19, ante 4,297 reais na semana anterior.

Em 2019, a gasolina já acumula queda de 2% nas bombas.  A redução no preço do combustível ocorre mesmo com a Petrobras subindo o valor do combustível nas refinarias. No último sábado, o litro vendido às distribuidoras subiu 2,1%, vendido a  1,5308 reais. No começo do ano, o combustível refinado chegou ao menor patamar em 14 meses, vendido a 1,4337 reais. 

O repasse dos reajustes dos combustíveis ao consumidor final nos postos depende de diversas variáveis, como margem das distribuidoras e revendedores e impostos.

Diesel e Etanol

Na semana encerrada em 19 de janeiro, o valor do litro do óleo diesel nos postos permaneceu estável, a  3,434 reais por litro, de acordo com o levantamento semanal.

Já o etanol hidratado teve queda de 1 centavo, sendo vendido a 2,82 reais por litro.

Da Veja

Bolsonaro assina MP que visa coibir fraudes na Previdência

Bolsonaro assina MP que visa coibir fraudes na Previdência

O presidente Jair Bolsonaro assinou nesta sexta-feira (18) em uma cerimônia no Palácio do Planalto a medida provisória (MP) que estabelece medidas para combater fraudes em benefícios pagos pela Previdência Social.

De acordo com o governo, a medida provisória altera regras de concessão dos benefícios, entre os quais auxílio-reclusão, pensão por morte e aposentadoria rural. Prevê, ainda, a revisão de benefícios pagos atualmente pelo INSS.

Pelo texto da MP, serão criados os programas de Análise de Benefícios com Indícios de Irregularidade e de Revisão de Benefícios por Incapacidade.

Pelas estimativas da equipe econômica, o governo poderá economizar R$ 9,8 bilhões nos primeiros 12 meses com as ações previstas na MP.

Isso porque, de acordo com o governo, a estimativa é que serão cancelados 16% dos 5,5 milhões de benefícios. A revisão será feita nos próximos dois anos.

Saiba o que prevê a medida provisória:

  • Auxílio-reclusão: “Restrições” na concessão do auxílio-reclusão em caso de dependentes de preso em regime fechado, que deverá ter tempo mínimo de contribuição de 24 meses. Atualmente, basta que o segurado tenha feito uma única contribuição antes de ser preso para os dependentes terem direito ao benefício. Presos no regime semiaberto não terão mais direito ao benefício. A MP proíbe a acumulação do auxílio-reclusão com outros benefícios. A comprovação de baixa renda levará em conta a média dos 12 últimos salários do segurado e não apenas a do último mês antes da prisão.
  • Pensão por morte: Atualmente, a Justiça reconhece relações de união estável ou de dependência econômica com base em prova testemunhal e concede o benefício. A medida provisória exige comprovação documental. Para o recebimento desde a data da morte do segurado, filhos menores de 16 anos precisarão requerer o benefício em até 180 dias após o falecimento. Pela regra atual, esse prazo não existe para fins de retroatividade. De acordo com a Secretaria da Previdência, a MP acaba com pagamentos de pensão por morte em duplicidade.
  • Aposentadoria rural: Será criado um cadastro de segurados especiais para abastecer o Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS). A partir de 2020, o CNIS será a única forma de comprovar o tempo de contribuição para o trabalhador rural. Documentos validados por sindicatos não serão mais aceitos. Antes de 2020, o trabalhador rural comprovará período de contribuição por meio de uma autodeclaração. Nos próximos 60 dias, bastará entregar a autodeclaração. A partir de março, a autodocleração terá de ser homologada por entidades do Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Pronater).
  • Suspensão preventiva de fraude: Permite a suspensão de benefícios pagos com suspeita de irregularidades (com provas pré-constituídas) até que o beneficiário apresente defesa. Atualmente, o benefício é pago até que o trabalhador seja localizado.
  • Pagamentos após morte: Estabelece que os bancos serão obrigados a devolver valores depositados após a morte do beneficiário.
  • Desconto de pagamento indevido: No caso de pagamento maior do que o benefício devido ao segurado, a MP autoriza o desconto do valor recebido indevidamente nos pagamentos seguintes ou a inscrição do débito na dívida ativa.
  • Carreira de peritos: Os médicos peritos deixam o escopo do INSS e ficam vinculados à Secretaria de Previdência do Ministério da Economia. A medida aumenta a relação de tarefas que os profissionais poderão realizar, como revisões de aposentadorias por invalidez de servidores públicos.

Combate a irregularidades

A medida provisória também cria duas estruturas para revisar os benefícios concedidos pelo INSS.

Análise de Benefícios com Indícios de Irregularidade

  • A estrutura contará com o trabalho de técnicos e analistas do INSS;
  • Cada servidor receberá gratificação de R$ 57,50 por processo concluído;
  • O orçamento do programa é de R$ 110 milhões; se prorrogado em 2020, o orçamento será de R$ 25 milhões.

Revisão de Benefícios por Incapacidade

  • Contará com o trabalho de peritos médicos federais;
  • A cada perícia realizada será paga uma gratificação no valor de R$ 61,72;
  • O orçamento destinado ao programa neste ano é de R$ 123 milhões. Se prorrogado para 2020, o montante será de R$ 90 milhões.

O objetivo é revisar benefícios por incapacidade sem perícia médica há mais de seis meses e que não possuam data de cessação estipulada ou indicação de reabilitação profissional.

Também está no escopo do programa a revisão de mais de 2,5 milhões de benefícios de prestação continuada (BPC) sem avaliação pericial há mais de 2 anos e outros benefícios de natureza previdenciária, assistencial, trabalhista ou tributária.

Edição da medida provisória

Por se tratar de medida provisória, o ato de Bolsonaro terá força de lei assim que for publicado no “Diário Oficial da União”, o que deve acontecer ainda nesta sexta, segundo o chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

A partir da publicação, o Congresso Nacional terá até 120 dias para analisar a MP e torná-la uma lei em definitivo. Caso o contrário, perderá a validade.

A edição da medida provisória foi anunciada há cerca de duas semanas pelo novo secretário da Previdência, Rogério Marinho. Nesta quinta (17), a equipe econômica enviou o texto ao Palácio do Planalto para análise da Casa Civil.

Pente-fino de Temer

O governo Michel Temer iniciou em agosto de 2016 um pente-fino nos pagamentos de auxílio-doença e a aposentadoria por invalidez pagos pelo INSS.

Conforme o Ministério da Cidadania, até 31 de dezembro de 2018, foram realizadas 1.185.069 perícias, com 578,5 mil benefícios cancelados. O processo de revisão gerou uma economia de R$ 14,5 bilhões somente no auxílio-doença, informou a pasta.

Outros 73,7 mil benefícios foram cancelados por não comparecimento do segurado na perícia e outros 74,7 mil por outros motivos, como óbito e decisões judiciais.

Do G1

Bolsonaro assina nesta terça-feira decreto sobre posse de armas, informa Casa Civil

A assessoria da Casa Civil da Presidência informou que o decreto que facilita posse de armas será assinado nesta terça-feira (16) pelo presidente Jair Bolsonaro em cerimônia no Palácio do Planalto.

A Casa Civil não divulgou o conteúdo do decreto, que após a assinatura será publicado no “Diário Oficial da União”.

Flexibilizar os critérios para manter uma arma em casa é uma das promessas de campanha de Bolsonaro. Quando ainda era candidato, ele afirmou em seu plano de governo que pretendia reformular o Estatuto do Desarmamento.

O direito à posse é a autorização para manter uma arma de fogo em casa. Para andar com a arma na rua, é preciso ter direito ao porte.

Segundo pesquisa do Instituto Datafolha divulgada em 31 de dezembro, 61% consideram que a posse de armas de fogo deve ser proibida por representar ameaça à vida de outras pessoas.

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, chegou a comparar a posse de arma em casa à posse de um carro.

Segundo o futuro ministro, permitir que um cidadão possa dirigir nas ruas do país é comparável, em questão de responsabilidade, a autorizar alguém a manter uma arma em casa, em razão do perigo potencial que um veículo pode representar nas mãos de alguém sem habilitação. (G1)

Cármen Lúcia será presidente do Brasil hoje e amanhã

Revista Exame 

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, vai assumir a presidência do Brasil nesta sexta-feira (13) e ao longo do sábado (14).

Os homens que estão a sua frente na linha sucessória vão viajar: o presidente da República, Michel Temer, vai para Lima, no Peru, participar da 8ª Cúpula das Américas; o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, viaja ao Panamá; e o presidente do Senado, Eunício Oliveira, vai para o Japão.

Tanto Maia quanto Eunício têm justificativas oficiais para suas ausências, mas, na verdade, terão que sair do Brasil em todas as ausências de Michel Temer se não quiserem ficar inelegíveis.

Isso porque a legislação eleitoral brasileira proíbe os políticos que são candidatos de assumirem outras funções públicas a menos de seis meses da eleição.

Maia é, por enquanto, pré-candidato à Presidência, e Eunício quer se reeleger ao Senado. A viagem do presidente da Câmara dura só até o domingo, mas Eunício deve ficar no Japão até o dia 22. Temer está com o retorno marcado para a noite do sábado (14).

Cármen Lúcia deve assumir a Presidência do Brasil novamente em maio, quando o presidente Temer tem uma viagem marcada para o Sudoeste Asiático que deve durar onze dias – de 5 a 16 de maio.

Apagão atinge 13 estados do Norte e do Nordeste

Municípios de ao menos 13 estados do Norte e do Nordeste do país enfrentam queda de energia nesta quarta-feira (21): Amazonas, Alagoas, Sergipe, Ceará, Paraíba, Piauí, Pernambuco, Amapá, Rio Grande do Norte, Pará, Maranhão, Bahia e Tocantins.

O problema foi registrado por volta de 15h50. As causas ainda estão sendo apuradas.

No Rio Grande do Norte, todos os 167 munícipios foram afetados, segundo a companhia de energia local. Com os semáforos inoperantes, o trânsito está prejudicado.

O apagão também atinge todo o território da Paraíba, de acordo com a concessionária Energisa, e todo o estado do Maranhão, segundo a Companhia Energética do Maranhão (Cemar).

Em Pernambuco, o apagão atinge a capital Recife e os municípios de Olinda, Goiana, Igarassu, Paulista, Agrestina, Cachoeirinha, Caruaru e Petrolina.

No Ceará, o desabastecimento afeta Fortaleza e cidades do interior: Juazeiro do Norte, Icó e Sobral.

Em Sergipe, foram 60 cidades afetadas.

O Operador Nacional do Sistema (ONS) ainda não se manifestou.

Do G1

Estudo aponta recorde em índice de assassinatos de jovens no Brasil

Um estudo do Unicef divulgado nesta quarta-feira (11/10) mostrou o “crescimento alarmante” da morte de jovens negros, sobretudo do Nordeste. A partir dos dados mais recentes, de 2014, o Índice de Homicídios na Adolescência (IHA) evidenciou que 3,65 em cada mil jovens correm o risco de serem assassinados antes de completar 19 anos. Caso as condições vigentes há três anos não mudem, a entidade estima que 43 mil adolescentes possam morrer entre 2015 e 2021.

A pesquisa analisou os homicídios de adolescentes de 12 a 18 anos nos 300 municípios com mais de cem mil habitantes no país. Desde 2012, o número de jovens que morrem por agressão é proporcionalmente maior que o dos demais brasileiros. Em 2014, foram 31,6 homicídios em cada cem mil adolescentes, diante de 29,7 a cada cem mil pessoas no geral.

Trata-se do maior IHA desde o início da série histórica. Na visão do representante da Unicef no Brasil, Florence Bauer, os dados refletem a falta de oportunidades, que “tem determinado cruelmente a vida de muitos adolescentes”.

De acordo com a publicação, “enquanto o Brasil nas últimas décadas conseguiu reduzir a mortalidade infantil significativamente, o número de mortes entre os adolescentes cresceu de uma maneira alarmante. É primordial que o país valorize melhor a segunda década de vida e dê à adolescência a importância que ela merece”.

Risco maior para jovens nordestinos
O estudo também mostrou que o risco é maior para jovens nordestinos, o que indica uma “nordestização da violência”. Das dez capitais mais violentas para adolescentes, sete ficam no Nordeste, segundo o Unicef. Fortaleza registrou o maior IHA, com 10,94 homicídios a cada cem mil jovens. O Rio ficou em 19º lugar, com índice de 2,71, e São Paulo, em 22º, com 2,19.
Em 2014, os adolescentes do gênero masculino corriam 13,52 vezes mais risco que as jovens mulheres. Já os negros entre 12 e 18 anos estavam 2,88 vezes mais ameaçados em relação aos brancos. Segundo a entidade, a probabilidade de o jovem ser morto por meio de arma de fogo é 6,11 maior em comparação com outras vias.

SNJ se posiciona contra a redução da maioridade penal

Enquanto o Índice de Homicídios na Adolescência (IHA) bate recordes alarmantes no Brasil, principalmente nos municípios mais pobres e entre os adolescentes em condições de maior vulnerabilidade social, há uma corrente no Congresso que pretende encarcerar a juventude brasileira, reduzindo a maioridade penal para 16 anos. A Secretaria Nacional de Juventude reforça o seu posicionamento contra a redução da maioridade penal e defende o cumprimento dos Estatutos da Juventude e da Criança e do Adolescente (ECA). O primeiro trata dos direitos de jovens e adolescentes à educação, lazer e saúde, entre outros aspectos, e o segundo prevê medidas sócio-educativas para os menores de 18 anos que estejam em conflito com a lei.

Em uma carta pública divulgada no dia 18 de setembro, o secretário Nacional de Juventude, Assis Filho, argumenta que: “quando o adolescente vê-se em conflito com a Lei, a mídia reacende o tema sobre a redução da maioridade penal em âmbito nacional e explora o tema com sensacionalismo exacerbado, criando na população a ideia equivocada de que os adolescentes são os maiores responsáveis pelos elevados índices de violência contra a pessoa. Na verdade, os adolescentes são as maiores vítimas da violência”.

Para a SNJ, a redução da violência não será alcançada com a diminuição da maioridade penal, mas pela ação da sociedade e governos nas instâncias psíquicas, sociais, políticas e econômicas que as reproduzem. Políticas públicas voltadas à reinserção dos jovens na educação e acolhimento no mercado de trabalho de modo a retirá-los da ociosidade, pobreza e ignorância, são o caminho para a redução da criminalidade nessa faixa etária.

“O Governo atua de forma incansável na elaboração de políticas públicas de inclusão social de jovens. Entendemos que a adolescência é uma fase de transição e maturação do indivíduo e que, por isso, indivíduos nessa fase da vida devem ser protegidos por meio de políticas de promoção de saúde, educação e lazer, previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990) e no Estatuto da Juventude (Lei nº 12.852/2013)”, descreve o texto da carta.

Leia a íntegra da carta pública da SNJ no link abaixo:
http://juventude.gov.br/articles/participatorio/0020/9198/SNJ_Carta_de_Posicionamento_Contra_Reducao_da_Maioridade_Penal.pdf