O BLÁBLÁBLÁ DA EDUCAÇÃO

O BLÁBLÁBLÁ DA EDUCAÇÃO


A edição de dezembro da revista Nova Escola trás como tema da reportagem de capa o Blábláblá da Educação, fazendo referência a algumas expressões popularizadas no meio educacional e que são usadas hoje com um sentido muito diferente do que tinham originalmente, mostrando que muitos educadores estão se apoiando em idéias frágeis.
Na formação do Projovem Urbano que participei no final de 2008 com professores da Fundação Darcy Ribeiro em São Luís, eu já falava do modismo que invadiu a educação. É comum ouvir os colegas vez por outra mencionar citações de escritores famosos e expressões relacionadas à educação em tempo e situações totalmente inoportunas.

Como forma de exemplificar estas situações os pedagogos são campeões na utilização dessas expressões. É muito fácil utilizar o sábio Paulo Freire (FOTO) e a referência que o mesmo faz na importância de “focar a realidade do aluno” durante o planejamento, ou sobre o construtivismo – a necessidade de “levantar o conhecimento prévio” da turma. Na verdade acaba-se transformando idéias de grandes pensadores em jargões ultrapassados e sem nenhum efeito na tentativa de impressionar alunos e colegas de profissão, sem refletir sobre elas e sem compreender em que se baseiam.

Segundo a reportagem “essa realidade revela, mais uma vez, a precariedade da formação dos educadores, que se ressentem por não terem um conhecimento pedagógico adequado”. Quem ainda não ouviu falar em expressões como: Aprender brincando, levantar o conhecimento prévio, formar cidadãos, ter uma turma heterogênea, aumentar a auto-estima, fazer avaliação formativa, trabalhar a interdisciplinaridade, partir do interesse dos alunos, desenvolver a criatividade e focar a realidade do aluno? Tais expressões não surgiram do nada, ao contrário, exprimem conceitos importantíssimos. No entanto separadas dos contextos históricos e teóricos em que foram criadas, no entanto elas acabaram sendo banalizadas.

Diante disso a proposta da reportagem que explana de forma minuciosa cada uma das expressões citadas anteriormente, é contribuir para colocar um fim nesse blábláblá da educação, ajudando a deixar as frases-prontas de lado e a se aprofundar no verdadeiro significado das idéias por trás delas – a princípio, tão ricas.

BIBLIOGRAFIA: Revista Nova Escola. Edição: Dezembro – 2008. Págs 42 à 51.

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