Novo Plano Juventude Viva…

Em comemoração ao Dia do Estudante, comemorado nesta sexta-feira (11/08), o governo federal e a Secretaria Nacional de Juventude realizaram a reativação do Plano Juventude Viva – após 4 anos inativo – dando a posse do Comitê Gesto do Plano Nacional Juventude Viva e início à atualização do Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência e a Desigualdade Racial 2017, na sede da Unesco, em Brasília (DF).

Estavam presentes à posse do Comitê Gestor o secretário nacional de Juventude, Assis Filho; a diretora da Unesco no Brasil, Marlova Nolesco; o secretário de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do governo federal, Juvenal Araújo; e Samira Bueno Nunes, diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Na ocasião, foi anunciada a abertura do Edital de Contratação de Consultores.

Assis Filho explicou que a Secretaria Nacional de Juventude (SNJ) tem firmado parcerias importantes com a sociedade civil e com organismos internacionais. “Precisamos dos indicadores para implementar a política pública eficiente, capaz e rápida”, afirmou. O IVJ – Violência e Desigualdade Racial foi desenvolvido por meio de metodologia criada pelo Fórum de Segurança Pública, com a cooperação da Unesco no Brasil a pedido da SNJ. “Nosso indicador analisa a vulnerabilidade à violência a partir dos 12 anos e desta vez vamos analisar municípios acima de 100 mil habitantes”, informou a diretora do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

De acordo com o Mapa da Violência, os jovens representam 26% da população brasileira, mas somam 58% das vítimas por arma de fogo no período de 1980 a 2014. Para Assis Filho, “a violência no Brasil tem idade, cor e localidade, visto que ocorre em maior número na periferia”. A diretora da Unesco disse que essas mortes são inaceitáveis. “Celebramos aqui a oportunidade, por meio de uma cooperação técnica, de avançarmos para interromper esse genocídio de jovens negros”.

As ações do Juventude Viva são voltadas a jovens de 15 a 29 anos, prioritariamente negros, em situação de vulnerabilidade social ou de exposição a situações de violência, residentes nos municípios com maior ocorrência de homicídios nessa faixa etária. Mairla Maira da Silva, representante da sociedade civil presente ao evento e moradora do Vale do Amanhecer, disse que presencia tudo o que foi dito durante a cerimônia. “Faço parte da população que está nas estatísticas mas não é vista”, concordou a estudante.

“Resgatar esses quatro anos realmente é um trabalho de esforço das duas secretarias, tanto a Seppir quanto a Secretaria Nacional de Juventude, junto aos ministérios e aos órgãos da sociedade”, acrescentou Juvenal. Ele disse que a cada 3 jovens assassinados, dois são negros.  “Somos 54% de negros declarados no Brasil, mas vivemos na invisibilidade”. O IVJ – Violência e Desigualdade Racial 2017 está previsto para ser divulgado ainda neste ano e tem por objetivo oferecer dados para nortear a formulação e a implementação de políticas públicas que levem em consideração a incorporação de estratégias de prevenção e enfrentamento das altas taxas de violência contra jovens.

Da Assessoria

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