Guerra familiar agrava descaso do Grupo Santos com trabalhadores em Coelho Neto

A briga interminável dos herdeiros do Grupo Santos vai se agravando em meio a denúncias de dilapidação do patrimônio e com os trabalhadores tendo que pagar a conta

Trabalhadores de Coelho Neto: vítimas do descaso e da falta de responsabilidade do Grupo João Santos Foto: Diário de Notícias

A semana em Coelho Neto teve mais um episódio lamentável de paralisação dos trabalhadores do Grupo Santos para receberem seus direitos trabalhistas. Eles precisaram acampar e impedir o acesso a Escola Maria Regueira dos Santos (de propriedade do grupo), para que pudessem ser vistos pelos poderes constituidos.

É só mais um capítulo triste dessa história que se arrasta há anos. O Grupo João Santos nunca foi essa referência de respeito aos seus colaboradores, muito pelo contrário, em Coelho Neto a situação sempre foi bem caótica e na maioria das vezes com necessária intervenção da justiça para que obrigações legais fossem cumpridas.

Quando receberam praticamente de mão beijada as empresas que pertenciam ao Grupo Bacelar, o Grupo João Santos nunca se preocupou com o bem estar dos coelhonetenses. Diferentemente de grandes outros conglomerados no país afora, não há qualquer ação de responsabilidade social ao longo de mais de 40 anos.

Sugaram de nossas riquezas até cansarem, destruiram criminosamente patrimônios de nossa história e fizeram pouco caso de suas obrigações diante da alforria lhes dada pela Câmara renovadas vezes com o benefício de décadas de isenção fiscal e com a promessa de um retorno que nunca foi cumprido na integra. O sonho do fechamento da Itapagé para modernização foi mais um engodo para que tivessem a isenção fiscal renovada e hoje pagamos um alto preço por isso.

Itapagé fechada em Coelho Neto desde 2005: modernização foi mais uma mentira pregada por seus dirigentes para garantir novos anos de isenção fiscal. Foto: João Osório

As casas da vila de funcionários estão se acabando, mas é melhor isso do que criar um aluguel social com valor simbólico e oportunizar para aqueles que não tem casa a oportunidade de não deixar o patrimônio se acabar. O Grupo João Santos sempre pensou apenas em si e nos seus lucros. Que se lixe a população! É exatamente por isso que hoje os trabalhadores precisam recorrer sempre a justiça se quiserem receber seus dividendos.

Estamos falando de um Grupo que parou no tempo. Não envelheceram apenas as máquinas, mas os métodos e as práticas. Reclamam de falta de dinheiro, mas não prestam contas dos resultados financeiros de cada safra. No recente episódio de paralisação, tanto o Executivo como o Legislativo se calaram e acoube ao Ministério Público agir na intervenção. Por incrivel que pareça entre os políticos ninguém fala, ninguém grita e nem esbraveja porque parecem temer aquilo que já foi um “poderoso império”, mas que hoje se destrói com as próprias mãos.

Enquanto os trabalhadores sofrem o descaso, os herdeiros se matam pelo patrimônio. Recentemente os dois presidentes do Grupo – Fernando Santos e José Santos – foram cusados pelos familiares de estarem dilapidando o patrimônio da família. Segundo o Estatuto, para serem retirados do comando da empresa, é necessário 75% dos votos, mas os dois detém juntos 38% contra 68% da ala insatisfeita. Em meio as denúncias – que ambos negam – as acusações contra a diretoria do Grupo são de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, fraudes as execuções trabalhistas e formação de quadrilha. O caso composto por um um dossiê de 91 páginas já foi enviado para  a Polícia Federal, Ministério Público Federal e Ministério Público do Trabalho em Pernambuco, onde fica a sede do Grupo. Para se ter uma noção do caos, o Grupo João Santos teria hoje uma dívida fiscal superior a R$ 8 bilhões, sendo que deste valor R$ 5 bilhões já estariam inscritos na dívida ativa da União.

Não investem nas empresas paralisadas e nem se livram delas. Se já tivessem vendido, Coelho Neto hoje teria como viver novos ares e poderiamos sonhar com o retorno dos áureos tempos de fortalecimento da economia local e de toda a região. Enquanto brigam lá por cima, os herdeiros do Grupo João Santos massacram o trabalhador, detonam o próprio patrimônio e submetem a cidade a continuar debaixo do seu pesado jugo.

Com contribuição do Valor Econômico

One thought on “Guerra familiar agrava descaso do Grupo Santos com trabalhadores em Coelho Neto

  1. Isso já vem se arrastando a muito tempo, fizeram de coelho neto uma
    Tenda de serviços braçal, impacto ambiental muito presente como
    Desvio de Corgo e até valetas secando nascente, destruição de palmeiras, levaram a riqueza e deixando sofrimento, poucos dias eu
    Vir em uma matéria nesse blog afirmando o poder de votos que os
    Vereadores e ex- prefeito obteve para seus candidatos a deputados,
    Trabalhadores que estão sendo lesados pelo o grupo Santos se dirige
    A esses vereadores e ex prefeito, pede uma solução dos deputados
    Que vieram uma enxurrada deles em coelho neto que levaram teu
    Voto, depois queria saber qual vereadores e ex prefeito que está nessa luta,ou se a luta deles já foi resolvida era o voto de vocês,

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