“Era o ateu que mais praticava o amor ao próximo”, diz viúva de Boechat

“Era o ateu que mais praticava o amor ao próximo”, diz viúva de  Boechat

A viúva de Ricardo Boechat, Veruska Boechat, afirmou durante o velório do jornalista, que começou na noite de segunda-feira (11) e continuava na manhã desta terça (12), que ele foi o ateu que mais praticava o amor ao próximo.

“Meu marido era o ateu que mais praticava o mandamento mais importante de todos, que era o amor ao próximo, porque sempre se preocupou com todo mundo, sempre teve coragem. E é muito difícil fazer o que ele sempre tentou fazer. Então, com erros e acertos, como qualquer pessoa, mas tenho muito orgulho dele”, disse Veruska.

Boechat morreu nesta segunda-feira, aos 66 anos, durante acidente aéreo que também causou a morte do piloto Ronaldo Quattrucci. O helicóptero caiu na Rodovia Anhanguera, em São Paulo, e bateu na parte dianteira de um caminhão.

Boechat morreu nesta segunda-feira, aos 66 anos, durante acidente aéreo que também causou a morte do piloto Ronaldo Quattrucci. O helicóptero caiu na Rodovia Anhanguera, em São Paulo, e bateu na parte dianteira de um caminhão.

Boechat era apresentador do Jornal da Band e da rádio BandNews FM e colunista da revista “IstoÉ”. Ele trabalhou nos jornais “O Globo”, “O Dia”, “O Estado de S. Paulo” e “Jornal do Brasil”.

Velório

O corpo de Boechat começou a ser velado no final da noite desta segunda-feira (11), no Museu da Imagem e do Som (MIS), nos Jardins, em São Paulo. Depois de uma cerimônia com familiares, o velório foi aberto ao público e deve ocorrer até 14h desta terça (12). O corpo dele será cremado em uma cerimônia fechada para a família e amigos.

Foram ao velório no MIS, entre outros, o governador de São Paulo, João Doria, e o presidente do Grupo Bandeirantes de Comunicação, João Carlos Saad.

João Doria afirmou ter perdido um amigo. “O Boechat foi meu amigo durante os últimos 40 anos. […] Eu o conheci no Jornal do Brasil. O jornalismo perde uma referência, pela grandeza com que conduziu seu trabalho, com amor e compaixão, e com muita isenção também”, disse Doria.

O jornalista Augusto Nunes lembrou da generosidade do amigo. “O Boechat, por trás daquele mau humor folclórico dele – a gente brincava muito com isso -, sempre foi um amigo incondicional e muito generoso. Pouca gente sabe que o Boechat ajudou tanta gente. Amigos iam pro apartamento dele e não pagavam nada. Você tava sem dinheiro, ele emprestava”, disse Nunes.

Na década de 1990, Boechat teve uma coluna diária no “Bom Dia Brasil”, na TV Globo, e trabalhou no “Jornal da Globo”. Foi ainda diretor de jornalismo da Band e teve passagem pelo SBT. Ele ganhou três vezes o Prêmio Esso, um dos principais do jornalismo brasileiro.

Do G1

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