Lava-Jato prende Temer, mira Padilha, Moreira Franco e ‘bancada de Cunha’ no Congresso

Lava-Jato prende Temer, mira Padilha, Moreira Franco e ‘bancada de Cunha’ no Congresso

RIO – Com base na delação do operador do PMDB Lúcio Funaro , homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a força-tarefa da Lava-Jato está nas ruas do Rio, São Paulo, Brasília e Porto Alegre. Entre os presos está o ex-presidente Michel Temer.Agentes da Polícia Federal ainda buscam o ex-ministro da Casa Civil Eliseu Padilha e Moreira Franco (Minas e Energia). A ordem dos mandados de prisão é do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. A delação de Funaro foi homologada no dia 5 de setembro de 2017.

A colaboração de Funaro, homologada pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato no STF, à qual o GLOBO teve acesso, tem 29 anexos que narram em detalhes como teria funcionado o esquema de corrupção no Congresso, chefiada por caciques do antigo PMDB como os ex-presidentes da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, preso em Curitiba, e Henrique Eduardo Alves, além dos ex-ministros Geddel Vieira Lima (preso há 6 meses), Moreira Franco e do ex-vice governador do Distrito Federal Tadeu Filippeli, que foi assessor especial do gabinete de Temer.

Investigadores cruzaram informações e documentos fornecidos por Funaro com planilhas entregues à Justiça pelos doleiros Vinícius Claret, o Juca Bala, e Claudio Barbosa, o Toni, apontados pela força-tarefa como responsáveis por mandar valores para o exterior para políticos e empresários. Nessas planilhas aparecem trasferências para Altair Alves Pinto, apontado como operador de Cunha. Altair foi apontado pelos doleiros como “o homem da mala” que repassava dinheiro para Eduardo Cunha e para o presidente Michel Temer.

Entre os anexos estão informações do doleiro sobre como funcionava o monitoramento para evitar que outros alvos da Lava-Jato fizessem delação premiada, as relações do Congresso com a Grupo JBS, além do Grupo Bertin, de operações de fundos de investimento da Caixa Econômica Federal (CEF), da campanha do ex-deputado Gabriel Chalita, da LLX de Eike Batista, da CPI dos Fundos de Pensão e de medidas provisória irregulares. 

A delação de Funaro também atinge o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) Jorge Picciani e o empresário de ônibus Jacob Barata.

Funaro conta ainda que após romper com o governo Dilma, Cunha “pautou e liderou” a votação do impeachment da ex-presidente Dilma e que teria enviado uma mensagem a Funaro perguntando se ele  teria disponibilidade de recursos para poder comprar os votos necessários dos deputados para aceitarem o impeachment. Funaro não cita valores, mas diz que disponibilizou recursos para Cunha. E acusa Cunha de tramar diariamente a aprovação do impedimento da petista.

De O Globo

Idosa de 92 anos morre após ser estuprada e espancada por pintor de sua casa

Idosa de 92 anos morre após ser estuprada e espancada por pintor de sua casa

Uma idosa, de 92 anos, na madrugada desta segunda-feira (18) depois de ser espancada e estuprada por um homem dentro da casa dela no domingo (17) em Nobres, a 151 km de Cuiabá.

Segundo o boletim de ocorrência da Polícia Militar, a filha da idosa encontrou a mãe caída no chão e machucada logo depois do estupro.

O suspeito, identificado como Alexandro Antunes de Oliveira da Silva, de 29 anos, foi preso e negou o crime. Alexandro era monitorado por tornozeleira eletrônica. O setor de rastreamento do equipamento apontou que ele ficou duas horas dentro da casa da vítima.

De acordo com a PM, o estupro ocorreu no Bairro Jardim Paraná. A filha da vítima encontrou a idosa por volta de 6h. A idosa, mesmo debilitada, conseguiu dar detalhes à filha sobre quem havia cometido o ataque. Um dos chinelos do suspeito foi deixado no local do crime.

A idosa foi socorrida em estado grave ao Hospital e Maternidade Laura de Vicuna, em Nobres. O hospital disse ao G1 que a paciente foi atendida e aguardava transferência, no entanto, não resistiu a morreu às 2h desta segunda-feira.

Alexandro foi encontrado pelos policiais em uma chácara às margens do Rio Cuiabá, em uma região conhecida como Pindura.

Ainda conforme a PM, o suspeito foi reconhecido pela filha da vítima. Ela afirmou que ele prestou serviços de pintura na casa da idosa dias antes do crime.

Ao ser questionado sobre o estupro o suspeito negou ter atacado a idosa. Ele já tinha antecedentes criminais e era monitorado por tornozeleira eletrônica. Alexandro foi levado à Polícia Civil.

Do G1

Base de Alcântara no MA será um dos temas da reunião entre Bolsonaro e Trump

Base de Alcântara no MA será um dos temas da reunião entre Bolsonaro e Trump

O presidente Jair Bolsonaro embarcou na manhã deste domingo (17) para os Estados Unidos. O encontro entre Bolsonaro e o presidente americano Donald Trump está previsto para terça-feira (19), na Casa Branca, em Washington.

Bolsonaro deixou o Palácio da Alvorada às 7h10 e decolou às 7h59 da Base Aérea de Brasília. A chegada a Washington está prevista para as 16h40 deste domingo, na Base Aérea Andrews. Bolsonaro volta ao Brasil na noite de terça. Entre os ministros que o acompanham estão Paulo Guedes (Economia) e Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública).

Ainda na noite deste domingo, Bolsonaro deve participar de jantar oferecido pelo embaixador do Brasil em Washington. O encontro está marcado para as 19h30.

O presidente ficará hospedado na Blair House, residência utilizada pelo governo norte-americano para receber chefes de Estado em visitas oficiais.

A viagem ocorre em um momento no qual o governo brasileiro diz que deseja se aproximar dos EUA, segundo maior parceiro comercial, atrás somente da China.00:00/01:01.

Agenda

A agenda de Bolsonaro em Washington prevê encontros com:

  • “formadores de opinião”;
  • empresários;
  • Luis Almagro, secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA);
  • Donald Trump.

O encontro com Trump será privado, segundo o governo brasileiro, com a presença apenas de um tradutor.

Depois, os dois presidentes farão uma declaração à imprensa na Casa Branca e, ainda na terça, Bolsonaro fará uma visita ao Cemitério Nacional de Arlington, com passagem pelo Túmulo do Soldado Desconhecido.

Bolsonaro e Trump terão a primeira reunião bilateral como presidentes dos dois países. Os dois conversaram por telefone no ano passado, após a vitória de Bolsonaro na eleição. Na oportunidade, Trump informou que desejava trabalhar com o presidente brasileiro nas áreas militar e de comércio.

O Conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Bolton, disse em entrevista exclusiva à GloboNews que acredita que Bolsonaro e Trump ‘vão se dar muito bem’ e ‘que eles têm muito em comum para conversar’.

Acordos

Bolsonaro informou na semana passada que três acordos poderão ser assinados durante a viagem. Um dos atos é um acordo de salvaguardas tecnológicas (AST), que permitirá o uso comercial da base de lançamento de Alcântara (MA).

O acordo é negociado desde 2000, chegou a ser assinado, porém foi rejeitado pelo Congresso brasileiro. O compromisso tem cláusulas que protegem a tecnologia usada pelos dois países.

O acordo prevê que os Estados Unidos poderão lançar satélites, foguetes e mísseis da base maranhense, mas o território continuará sob jurisdição brasileira.

Bolsonaro defendeu a medida em um pronunciamento ao vivo em uma rede social. Segundo o presidente, o Brasil está “perdendo dinheiro” há muito tempo por não explorar a base de forma comercial.

Do G1


Pai registra filho como ‘Macaulay Culkin’ em homenagem ao ator: ‘Família não sabe falar o nome’, diz mãe

Pai registra filho como ‘Macaulay Culkin’ em homenagem ao ator: ‘Família não sabe falar o nome’, diz mãe

Um recém-nascido de Botucatu (SP) já ganhou a fama que seu nome carrega. Com menos de um mês de vida, Macaulay Culkin Pires Machado tem gerado comentários em todos os lugares por onde passa. “Já nasceu famoso”, conta o pai Kaique Ferreira Machado, de 23 anos. Mas a mãe Brenda da Silva Pires, de 21 anos, revela um pequeno “problema”. Muitos parentes não conseguem pronunciar o nome.

Macaulay Culkin é o nome do ator que ficou famoso nos anos 90, principalmente, pelos filmes Esqueceram de Mim 1 e Esqueceram de mim 2 – Perdido em Nova York. Kaique conta que sempre pensou em dar o mesmo nome ao primeiro filho.

“Sempre gostei do ator, acho que já assisti mais de 10 vezes aos filmes. A minha intenção não era colocar o ‘Culkin’, mas ela [esposa] gostou tanto que coloquei”, afirma o pai. A certidão de nascimento comprova que o registro foi feito igual ao do ator norte-americano.

A mãe de primeira viagem confessa que nunca tinha escutado o nome, mas que logo se apaixonou. “Eu não sabia que era o nome do artista, nunca tinha visto, ele [marido] que me falou. Achei bem diferente, mas acabei gostando”, conta.

Macaulay nasceu dia 18 de fevereiro, em Botucatu. No mesmo dia, outras crianças nasceram, mas foi o pequeno que chamou a atenção.

“Todos os bebês tinham nomes comuns, como Enzo, Gabriel, mas o meu tinha que ser diferente. Quando coloquei o nome virou um alvoroço. Nunca pensei na repercussão, era para fazer uma homenagem”, conta Kaique.

A mãe do pequeno Macaulay conta que ninguém acreditava que eles colocariam o nome e que nem toda a família já se acostumou. “Todo mundo acha diferente, mas eu não sabia que ia dar essa repercussão toda. Ele vai sofrer um pouco para aprender a escrever o nome. A maioria da minha família não sabe nem falar, chamam ele de Má.”

Kaique já era fã do nome, mas foi a ação de outro pai que o encorajou a registrar o filho com o nome incomum. “Um pai corintiano registrou o filho como Corinthienzo. Daí veio a ideia de registrar com um nome diferente também.”

Do G1

Juiz contraria pais Testemunhas de Jeová e autoriza transfusão de sangue para bebê prematuro

Juiz contraria pais Testemunhas de Jeová e autoriza transfusão de sangue para bebê prematuro

A Justiça autorizou que um bebê recém-nascido prematuro receba transfusões sanguíneas , contrariando a vontade dos pais, que são adeptos à religião Testemunhas de Jeová, a qual veta o procedimento. A liminar foi deferida após a maternidade onde a criança está internada, em Goiânia, entrar com pedido.

De acordo com a ação, o bebê nasceu com pouco mais de 28 semanas, pesando apenas 1,2 kg. Ele está internado em um leito de UTI neonatal.

Relatório médico apresentado nos autos mostra que ele tem anemia e pode, “a qualquer momento”, precisar de uma transfusão, uma vez que outros métodos não foram suficientes para fazê-lo apresentar alguma melhora.

Porém, apesar da situação do filho, os pais desautorizaram a transfusão, “sob o argumento de ofensa à fé religiosa por eles praticada”.

Direito à vida

Em seu despacho, o juiz Clauber Costa Abreu disse que a decisão de liberar a transfusão de sangue contempla o direito à vida de uma pessoa ainda incapaz e que não pode responder por si só.

Ele evocou, nesse sentido, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que resguarda a premissa.

Além disso, o magistrado explicou que a medida não tende a negar a liberdade religiosa do casal, mas que, relativizando, “entre o direito à crença religiosa dos pais da criança e o direito desta de acesso à saúde e a vida, deve prevalecer a garantia ao último”.

Do G1

Base de Alcântara do Maranhão será discutida entre Bolsonaro e Trump

Base de Alcântara do Maranhão será discutida entre Bolsonaro e Trump

A visita do presidente Jair Bolsonaro ao americano Donald Trump, no próximo dia 19, irá resultar em uma declaração conjunta baseada em três pilares: a consagração dos valores comuns, o anúncio de medidas concretas – como a permissão de uso, por estrangeiros, da base de lançamentos de foguetes de Alcântara, no Maranhão – e a indicação de um caminho a ser perseguido na relação Brasil-EUA, especialmente nas áreas econômica e comercial.

As equipes do Brasil e dos EUA consideram que o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas, que permite a estrangeiros usar a base de lançamentos de foguetes de Alcântara, no Maranhão, está praticamente fechado. Se não for assinado na reunião entre Trump e Bolsonaro, será ao menos anunciado pelos dois presidentes, segundo fontes envolvidas nas negociações revelaram ao Estado.

O acordo é considerado o anúncio estratégico a ser feito na visita, apesar de o tema ser negociado pelos dois países desde o governo de Fernando Henrique Cardoso. O governo Michel Temer tentou emplacar um novo texto, mas não prosperou. Além de pontos que ainda estavam em aberto, as negociações entraram em compasso de espera aguardando o resultado da eleição.

Para chegar a um consenso, os dois países mudaram trechos sensíveis e também ajustaram termos ambíguos. Os países concordaram em reformular, por exemplo, o trecho que determinava a existência de uma “área segregada”. A classificação, segundo brasileiros, dava a entender que o Brasil estaria segregando parte do território aos americanos e perdendo soberania. O termo que passa a ser usado agora é o de “área controlada ou restrita”.

O acordo visa a dar proteção a tecnologias usadas no espaço. Hoje, 80% do mercado espacial usa elementos da tecnologia americana e, sem o acordo com os EUA, a cooperação com outros países e empresas privadas fica travado. Com ele, o Brasil espera atrair investimento para a região. (Estadão)

Bolsonaro acaba com contribuição sindical obrigatória

Bolsonaro acaba com contribuição sindical obrigatória

O governo do presidente Jair Bolsonaro editou a Medida Provisória 873 para reforçar o caráter facultativo da contribuição sindical. O texto ainda extingue a possibilidade de o valor ser descontado diretamente dos salários dos trabalhadores. O pagamento agora deverá ser feito por boleto, enviado àqueles que tenham previamente autorizado a cobrança.

A MP foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) de 1º de março. O secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, explicou em sua conta no Twitter que a medida é necessária devido ao “ativismo judiciário, que tem contraditado o Legislativo e permitido a cobrança”. Marinho é ex-deputado federal e, em 2017, foi relator da reforma trabalhista na Câmara dos Deputados. Foi ele quem incluiu no texto a medida que pôs fim ao imposto sindical, cobrança até então obrigatória a todos os trabalhadores. A contribuição sindical equivale ao valor recebido por um dia de trabalho.

“A MP deixa ainda mais claro que contribuição sindical é fruto de prévia, expressa e individual autorização do trabalhador”, explicou o secretário na rede social.

O texto também deixa claro que nenhuma negociação coletiva (que ganhou força sobre a legislação após a reforma trabalhista) ou assembleia geral das entidades terá poder de devolver ao imposto sindical o status obrigatório. Pelas novas regras, o boleto bancário (ou equivalente eletrônico) precisará ser previamente solicitado e obrigatoriamente enviado à residência do empregado ou, na impossibilidade de recebimento, à sede da empresa. Quem descumprir essa medida poderá ser multado.

A MP ainda deixa claro que é vedado o envio da cobrança sem que haja autorização “prévia e expressa” do empregado.

Da Folha Uol

Filho ver mãe apanhar de namorado e mata agressor a facadas em Teresina

Filho ver mãe apanhar de namorado e mata agressor a facadas em Teresina

Um homem identificado como Luis Carlos de Oliveira Lima foi morto pelo filho da companheira na manhã deste sábado de Carnaval, por volta das 7h, depois de uma confusão na Praça da Bandeira, no Centro de Teresina.

O filho viu a mãe sendo agredida e reagiu aplicando pelo menos três facadas no agressor, que ainda tentou correr, mas acabou morrendo no corredor do Shopping da Cidade, que estava fechado.

“Foi uma briga no interior da Praça da Bandeira. Tudo indica que ele convivia com uma pessoa e, segundo informações de terceiros, ele batia nessa mulher e o filho dela viu e foi lá e esfaqueou”, contou o tenente Paulo Roberto, do 1° Batalhão da Polícia Militar.

O IML recolheu o corpo. O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa investiga o assassinato. O acusado está foragido.

Com informações dos portais oitomeia.com e piauíhoje

Jean Wyllys é alvo de ovada durante palestra em universidade de Portugal

Jean Wyllys é alvo de ovada durante palestra em universidade de Portugal

O ex-deputado federal Jean Wyllys (PSOL) foi recebido com manifestações contra e a favor durante palestra na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, em Portugal, nessa terça-feira (26). O ex-parlamentar quase foi alvo de uma ovada durante o evento.

Jean Wyllys estava falando há cerca de 20 minutos quando os seguranças perceberam que um homem, que estava sentado na parte mais alta do auditório, começou a descer as escadas com uma caixa de ovos, e o cercaram. Ele chegou a atirar um ovo em direção ao ex-deputado, mas um dos seguranças se colocou na frente.

Em seguida, outro homem ficou de pé com uma caixa de ovos nas mãos, mas também foi detido pelos seguranças. Eles foram expulsos da palestra sob gritos de “tira, tira” e “fascistas não passarão” da plateia. 

“Não peçam para tirar. Nunca tive medo dos covardes. Qualquer fascista covarde que queira se manifestar, em vez de atirar ovos ou tiros, por favor, vamos aos argumentos. Levantem-se, manifestem-se, falemos”, afirmou Wyllys. 

“É um ovo, mas, se tivesse uma arma, era um tiro. Começa dessa forma e terminam executando as pessoas nas ruas. Por isso, é importante o repúdio de todas as instituições”, defendeu. 

Segundo os funcionários do auditório, os homens que tentaram atacar o parlamentar chegaram uma hora antes do evento começar para garantir lugar. Garrafas de água eram proibidas no local, mas os seguranças não perceberam a presença das caixas de ovos na hora da revista. 

Do lado de fora da universidade, houve manifestações contra e a favor da presença de Wyllys em Portugal com frases como “lugar de facista é na ponta do fuzil” e “com a direita nacional a esquerda não faz farinha”. 

A palestra tinha como tema os ditos ‘discursos de ódio’ e fake news da extrema-direita e seus impactos nos modos de vida de minorias sexuais, étnicas e religiosas no Brasil. Wyllys também criticou Bolsonaro, destacou que o presidente explorou os medos e preconceitos das pessoas para vencer a eleição e afirmou que o governo será derrubado pelas investigações do assassinato de Marielle Franco (PSOL). 

“A Marielle é que vai derrubar este canalha. Será a memória dela e será a revelação de que há relações profundas entre quem hoje ocupa a Presidência e o assassinato dessa mulher que tinha muito para dar à humanidade”, disse.

O parlamentar também disse que as pessoas “não suportam” ver LGBTs ocupando espaços que, na visão delas, é destinado aos heterossexuais, e comentou as agressões diárias que sofria, motivo pelo qual ele saiu do País .

“Sofria agressões diárias durante a atividade parlamentar de pessoas que acreditavam nas mentiras que recebiam pelo WhatsApp, especialmente associando minha homossexualidade a pedofilia. Uma vez minha mãe foi agredida no supermercado por homem que gritava que ela era a mãe de um pedófilo”, relatou Jean Wyllys. 

As ameaças contra Jean Wyllys continuaram depois que ele deixou o País. De acordo com o Ministério da Justiça , diversos inquéritos foram abertos para apurar o caso. No entanto, não houve nenhuma atualização. O ex-deputado agora vive em Berlim com a ajuda de amigos e dá palestras sobre a situação do Brasil pela Europa.

Fonte: Último Segundo – iG @ https://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2019-02-27/jean-wyllys-ovada-palestra.html

Tragédia em Brumadinho completa 1 mês com 179 mortos e 131 desaparecidos

Tragédia em Brumadinho completa 1 mês com 179 mortos e 131 desaparecidos

As buscas pelas vítimas levadas pelo “mar de lama” provocado pelo rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho (MG), completam um mês nesta segunda-feira (25). Ao longo destas quatro semanas, a megaoperação passou por diferentes fases e empregou técnicas variadas.

“Agora é um momento de paciência. São escavações, que têm que ter método, ter tecnologia e ter organização”, afirma o tenente-coronel Anderson Passos.

Entre 25 de janeiro e este 25 de fevereiro, a procura por sobreviventes e por corpos foi rotina para centenas de militares e voluntários. “O trabalho começa às 5h, quando as equipes se levantam. Às 6h30, nós nos reunimos para uma orientação, um briefing de segurança e de diretrizes do que vai ser feito ao longo do dia. As equipes são lançadas a campo. (…) Ao final do dia, quando as equipes retornam, elas nos dão um feedback de como foi o rendimento do planejamento. Fazemos então, a seguir, uma reunião para planejarmos o dia seguinte e tudo se repete”, diz o oficial.

Segundo ele, ainda não é possível estimar por quanto tempo este esquema de trabalho vai perdurar.

Fases da operação

Se inicialmente quase 500 homens e mulheres de diversos estados e corporações – e até de fora do país – atuaram nas buscas, com auxílio de cerca de 15 helicópteros e quase 20 cães farejadores, atualmente, a incansável procura por corpos tem outras características.

“Num primeiro momento, os resgates eram feitos manualmente. Em outro momento, com a ajuda dos cães mais expressiva. Neste terceiro momento, os cães continuam e, a esse esforço dos cães, foi agregado, o maquinário pesado, em que o solo é revolvido, o cão faz uma busca pelo faro e àquele rejeito é dada uma destinação uma vez que não há ali nenhum indício. Então, são técnicas diferentes, que é natural, nesse cenário tão grande, que ela precisa ser modificada”, explica o tenente-coronel Passos.

No quinto dia de buscas, segundo dados do Corpo de Bombeiros, o efetivo chegou a 486 pessoas, entre militares dos estados de Minas Gerais, Alagoas, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Paraná e Rio de Janeiro, além da Força Aérea e de Israel. Também havia apoio de 14 aeronaves e de 17 cães farejadores.

Três semanas depois, o cenário era outro. No 26º dia de buscas, por exemplo, 181 militares – 115 mineiros e 66 de outros estados – e quatro cães estavam mobilizados. Já o número de máquinas pesadas, que não podiam ser usadas no início dos trabalhos por causa das características da lama, chegava a 42.

Escavações

Segundo o tenente-coronel, o efetivo menor não significa redução nas buscas. Ele ressalta que a variação no quantitativo de pessoal é reflexo da característica atual do trabalho, focado em escavações.

“Nós chegamos a ter mais de 470 pessoas em campo no primeiro momento da ocorrência, na primeira semana, em que a demanda de resgates era muito intensa. Muitos resgates feitos porque as localizações estavam sendo feitas à superfície, a olho nu. Então, a demanda era muito grande, muito intensa. Isso já não acontece mais. É um outro momento operacional. Não precisamos mais de tantos homens. Então, hoje, a quantidade de homens diminuiu, mas a quantidade de máquinas aumentou porque a efetividade do maquinário para as escavações é, obviamente, muito mais produtiva”, afirma.

A Capitão Daniela Santos Oliveira, do Corpo de Bombeiros de São Paulo, conta que que durante os dias em que esteve em Brumadinho, a mudança na característica da lama, que se torna menos fluida com o tempo, influenciou os métodos de trabalho.

“Ela forma uma camada superficial como se fosse uma nata, que, para andar em pé, não dá porque afunda, mas, ao mesmo tempo, para retirar alguma coisa ou mesmo escavar, precisa da ajuda das máquinas agora nesse momento. No início, nos primeiros dias que a gente estava aqui, com nossas ferramentas manuais, a gente conseguia fazer mais escavações”, afirma.

A cabo Simone Gonçalves Alves, há 13 anos no Corpo de Bombeiros de Minas, foi deslocada de Uberaba, no Triângulo Mineiro, para a Grande BH para atuar nas buscas e acompanhou de perto as escavações. Segundo ela, o trabalho de busca em profundidade é minucioso e exige sincronia entre os militares e os operadores das máquinas.

“Em cada máquina, ficam de dois a três militares, depende do tamanho da máquina, que tem tamanhos diferentes e depende da área também. É minucioso, é um trabalho de observação praticamente. Se a gente visualizar ou suspeitar de algum corpo ou segmento, a gente dá um sinal, que são dois apitos, e ele [operador da máquina] para. Além da terra, a gente está tendo que revirar o material encontrado em mochila, com pertence pessoais para ver se localizamos algum tipo de documentação ou algo em que identifique alguma vítima”, diz.

De acordo com o tenente-coronel Passos, o perfil dessa missão tende a ser o mesmo até o seu encerramento. Questionado sobre a previsão de término das operações, o oficial disse não ter uma resposta neste momento.

“Isso é um detalhe que não é uma decisão simples de ser tomada em razão dos desdobramentos que ela traz. Então, a quantidade de vítimas já localizadas. Ela tende a aumentar nas próximas semanas em razão das identificações que vão ser feitas por DNA. Isso interfere na logística que está sendo empregada. Nós vamos conseguir identificar quais são as áreas prioritárias para dimensionar o tamanho desse aparato logístico e humano. O final das operações, ele não está sequer projetado. Ele é incerto”, comenta.

Do G1